Questões de Concurso
Sobre questões sociais em conhecimentos gerais
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1. Articular com outras áreas de conhecimento seus conteúdos, a partir das possibilidades abertas pelos seus referenciais, na abordagem de temas específicos e contemporâneos, que afetam a vida humana em escala global, regional e local, bem como na esfera individual. 2. Atuar na perspectiva de construção de uma sociedade mais democrática e solidária, novas demandas provenientes de movimentos sociais e de compromissos internacionais firmados pelo país, passam, portanto, a ser contempladas entre os elementos que integram o currículo, como as referentes à promoção dos direitos humanos. 3. Promover historicamente, o conhecimento de valores, crenças, modos de vida de grupos sobre os quais os currículos se calaram durante uma centena de anos sob o manto da igualdade formal, propicia desenvolver empatia e respeito pelo outro, pelo que é diferente de nós, pelos alunos na sua diversidade étnica, regional, social, individual e grupal. 4. Construir uma perspectiva multicultural no currículo que leve ao reconhecimento da riqueza das produções culturais e à valorização das realizações de indivíduos e grupos sociais de modo a possibilitar a construção de uma autoimagem positiva a muitos alunos que vêm se defrontando constantemente com as condições de fracasso escolar, agravadas pela discriminação manifesta ou escamoteada no interior da escola. 5. Evidenciar as relações de interdependência e de poder na sociedade e entre as sociedades e culturas, a perspectiva multicultural tem o potencial de conduzir a uma profunda transformação do currículo comum, para que os alunos se percebam enquanto classe e seja conscientes do seu estamento social a partir das relações capitalistas de consumo. Estão CORRETAS as alternativas:
Observe as imagens, leia os fragmentos dos textos abaixo e responda:

Griot, contador de história, em imagem datada de 1868.
(http://cxnegra.blogspot.com.br/2011/04/do-griote-ao-mc-este-domingo-24-na.html)

(Foto de Christiano Jr. , tirada entre 1864 e 1866, em seu estúdio, no Rio de Janeiro e destinada ao público europeu. Apud: Boris Fausto. História do Brasil. 10. ed. São Paulo: EDUSP, 2002. p. 225.)
TEXTO 01
“O processo de miscigenação que envolveu senhores e escravos, negros e brancos, acabou transfigurando o escravo também em mulato, o cativo em liberto. Mas não em cidadão totalmente livre como eram os outros, e sim numa pessoa livre “em termos”, porque marcada pela sua origem híbrida, biológica, social e moralmente”.
IANNI, Octavio. As metamorfoses do escravo. 2ªed. São Paulo;
Hucitec/Curitiba: Scietia et Labor, 1988, p. 218.
TEXTO 02
“Ao outro elemento formador do brasileiro, dominado pelo colonizador, o negro, os livros dedicavam pouco espaço como objeto de Etnografia/Antropologia. Ele sempre era tratado como mercadoria, produtor de outras mercadorias. Enquanto ao índio se conferia o estatuto de contribuição racial, os livros didáticos salientavam a importância do africano para a vida econômica do país, mas procuravam mostrar que a negritude estava sendo diluída pela miscigenação”.
ABUD, Kátia Maria. Formação da Alma e do Caráter Nacional:
Ensino de História na Era Vargas. In: Revista Brasileira de História,
vol. 18, n. 36, São Paulo: 1998. Disponível em: www.scielo.br.
Acessado em: nov. de 2018.
(Concurso Milagres/2018) Pós-graduação faz mal à saúde
(por Thomaz Wood Jr. — publicado 10/06/2018 – adaptado)
“Segundo a Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, o Brasil tinha, em 2017, 2,2 mil programas de doutorado, 3,4 mil de mestrado acadêmico e 703 de mestrado profissional. Conforme compilação da revista Galileu, em 2016 foram defendidas quase 80 mil teses e dissertações, metade delas na Região Sudeste. [...]
O índice é relevante, porque a formação em pós-graduação impulsiona a pesquisa e o desenvolvimento. Para os indivíduos, há uma relação direta e positiva entre formação, emprego e salário.
Nas últimas décadas, o título de doutor, antes reservado a cientistas, tornou-se objeto de desejo de professores não pesquisadores ansiosos para garantir emprego e melhores salários e por profissionais do mercado interessados em alternativas de carreira supostamente mais estáveis ou recompensadoras.
Entretanto, para muitos o sonho do título transforma-se em pesadelo. Orientadores distantes, infraestrutura precária para desenvolvimento da dissertação ou da tese e falta de apoio financeiro podem fazer dos anos de pós-graduação um martírio intransponível.
Além disso, os candidatos enfrentam as dificuldades inerentes ao processo: os desafios de assimilar e dominar o estado da arte do conhecimento e construir uma contribuição científica e, cada vez mais, a exigência de gerar um impacto prático. Afinal, formar um mestre ou um doutor custa muito dinheiro, geralmente dinheiro público.
Assim, de um lado, os pós-graduandos precisam atender a parâmetros globais de qualidade em seu trabalho e, de outro, enfrentam formação básica deficiente e falta de recursos, fruto de idiossincrasias locais. Equilibrar a equação não é trivial. Para um número significativo de candidatos, a produção de uma dissertação ou tese é uma transição sofrida, cheia de expectativas e dúvidas, um fosso escuro do qual não há certeza de emergir.
A pós-graduação é, por tudo isso, um contexto propício para gerar doenças psicossomáticas. De fato, estudos científicos sobre o tema indicam que doutorandos constituem população especialmente sujeita a ansiedade e depressão. O mal afeta os trópicos e muito além.”
De acordo com as ideias do texto, é
correto afirmar, EXCETO:
“As manifestações de intolerância têm explodido em todo o mundo. São muitos e quase diários os exemplos que nos chegam através dos meios de comunicação.
Seguindo o mesmo caminho, multiplicam-se no Brasil as manifestações de preconceito e intolerância contra homossexuais, travestis, negros, mulheres, estrangeiros, pessoas de classes sociais mais baixas, religiões. O preconceito não raro se manifesta de forma violenta indo de xingamentos e ameaças a agressões e assassinatos.”
(mobilizadores.org.br/noticias/as-varias-faces-da-intolerancia/07/06/2015. Adaptado)
São exemplo de intolerância registrada no Brasil, EXCETO:
(Fonte adaptada g1. globo.com > acesso em 5 de julho de 2018)
Com base na notícia acima e utilizando seus conhecimentos sobre o assunto, podemos afirmar que compete a ANVISA, exceto:
Leia com atenção:
I - “A gestante tem direito a acompanhamento saudável durante toda a gestação e a parto natural cuidadoso, estabelecendo-se a aplicação de cesariana e outras intervenções cirúrgicas por motivos médicos”;
II - “A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou que abandonar as consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não comparecer às consultas pós-parto”.
Os itens acima:
“Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se ______________ o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. O conteúdo programático incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na ________________ da sociedade nacional, __________________ as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.”
“O combate à escravidão moderna ganhou um aliados dos céus: imagens de satélite estão ajudando pesquisadores e ativistas a identificarem locais suspeitos de exploração do trabalho escravo. Com um sistema de inteligência artificial, eles mapearam 55.387 fornos para a produção de tijolos no Paquistão, Índia, Nepal e Bangladesh, indústria conhecida pelo emprego mão de obra forçada e infantil. O próximo passo é localizar outras estruturas relacionadas com o trabalho escravo, incluindo os campos de carvão no Brasil.”
“Os primeiros resultados foram publicados no início do mês no periódico “Photogrammetry and Remote Sensing”. De acordo com o Índice Global da Escravidão, elaborado pela Walk Free Foundation, estima que existam no mundo 40,3 milhões de vítimas da escravidão moderna, sendo 24,9 milhões em trabalhos forçados e 15,4 milhões em casamentos forçados. No Brasil, a estimativa é de 161.100 pessoas vivendo em regime de escravidão.”
(O Globo. Cientistas usam imagens de satélite para combater trabalho escravo. Publicada em 19 de março de 2018.)
De acordo com os trechos acima do jornal O Globo, não podemos afirmar que: