Questões de Concurso
Comentadas sobre movimentos sociais, discriminação e desigualdade: raça, classe e gênero em conhecimentos gerais
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I. Nasceu em Salvador, em 1830, filho de escravos, e foi vendido pelo pai, em 1840, devido a uma dívida de jogo. Passou a viver em cativeiro em Lorena (SP). Em 1847 foi alfabetizado e, no ano seguinte, fugiu de Lorena e foi para São Paulo. Frequentou o curso de Direito como ouvinte. Sempre utilizou seu trabalho na imprensa para a divulgação de suas ideias antiescravistas e republicanas.
II. Historiador e romancista carioca, foi professor da UFRJ e membro do Comitê Cientifico Internacional do Programa Rota do Escravo, da Unesco. É autor, entre outros livros, de O dia em que o povo ganhou, A guerra da independência da Bahia, O que é racismo, História política do futebol brasileiro e Gosto da África.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje, 2016. Adaptado)
Os excertos I e II, respectivamente, apresentam
A sociedade brasileira passou por mudanças significativas ao longo do século passado. A respeito de aspectos sociais e culturais desse período, julgue o item a seguir.
As telenovelas brasileiras têm sido objeto de disputa e de ampliação da representação LGBTQIAPN+, contribuindo para a visibilidade de identidades antes marginalizadas, mesmo que a superação de estereótipos e a reação negativa de grupos conservadores se apresentem ainda como desafios a ser superados.
(Fonte:https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/lei-aurea-120-anos-o-13-de-maio-emesmo-uma-data-a-ser-comemorada.htm)
O dia 13 de maio é uma data significativa no calendário nacional do Brasil, carregada de história e memórias do passado escravista do país. O Dia da Abolição da Escravatura ficou marcado pela promulgação da:
I- Apesar de mulheres serem maioria no Brasil em vários aspectos, esta situação não se reflete nos números de filiação partidária no estado.
II- A própria Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) tem a ocupação feminina de apenas 17% das 42 cadeiras do parlamento.
O Acre teve 2º maior índice de feminicídios do país em 2023, aponta relatório. Número de casos subiu de 9 para 10 em relação a 2022. Foram 2,4 mulheres mortas a cada 100 mil habitantes, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A violência contra a mulher continua sendo um grande problema de segurança pública. No ano de 2024, o Sinesp registrou mais de cinco mil casos de violência doméstica contra a mulher no Acre.
Marque a alternativa que não expressa a verdade.
Georgiane Garabely Heil Vázquez. Gênero não é ideologia: explicando os Estudos de Gênero. (www.cafehistoria.com.br/explicando-estudos-degenero. Texto adaptado).
Qual das seguintes assertivas é mais alinhada com os princípios fundamentais dos estudos de gênero?
“[...] a falta de escolas e o crescimento populacional, em especial nas camadas menos abastadas da sociedade, fizessem surgir a necessidade de espaços em que pudessem ser alocados os menores pobres e desvalidos. Era de se esperar que a elite não quisesse dividir o espaço com transeuntes considerados vadios pelas calçadas de suas casas. A existência desse público social considerado desinteressante fez nascer a necessidade de ‘aprisionar’ em internatos as crianças consideradas ‘delinquentes’, órfãos, desvalidos, pobres” (Francisco, 2024, p. 220).
O trecho acima fala sobre os espaços de primeiras letras e adestramento dos corpos na cidade do Natal, na segunda metade do século XIX, que se apropriou do Código Criminal da época para definir a criança desvalida como
“[...] as instituições públicas, privadas e da sociedade civil definem, regulamentam e transmitem um modo de funcionamento que torna homogêneo e uniforme não só processos, ferramentas, sistema de valores, mas também o perfil de seus empregados e lideranças, majoritariamente masculino e branco. Essa tramitação atravessa gerações e altera pouco a hierarquia das relações de dominação ali incrustadas. Esse fenômeno tem um nome, branquitude, e sua perpetuação no tempo se deve a um pacto de cumplicidade não verbalizado entre pessoas brancas que visam manter seus privilégios. E claro que elas competem entre si, mas é uma competição entre ‘iguais’” (Bento, 2022, p. 18).
A partir do texto, é possível o entendimento de que o “pacto da branquitude”
“Marielle Franco, quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro, uma filha da comunidade da Maré – o maior complexo de favelas do estado do Rio –, negra, lésbica, mãe de uma menina a quem educou sozinha, defensora dos direitos humanos numa cidade sucateada, crítica da atuação política em relação às populações carentes, foi executada com quatro tiros que penetraram do lado direito da sua cabeça. Junto com ela morreu Anderson Pedro Gomes, o motorista do carro que viajavam” (Schwarcz, 2019, p. 170).
O caso Marielle Franco expôs as relações hostis de poder de um país marcado pelo racismo e pela misoginia. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:
I Marcadores sociais de raça, gênero e lugar desenvolvem histórias de superação de mulheres e homens, fazendo com que a sociedade se sinta beneficiada com sua presença e crescimento.
II O assassinato da parlamentar foi identificado como crime hediondo em nível nacional e crime político na esfera internacional.
III A vereadora se tornou um símbolo de luta de minorias que defendem um país mais inclusivo e cidadão, no qual, manifestações discursivas como “a gente se encontra na luta” ganhou força.
IV A morosidade na condução do processo revela o poder presente nas mãos das milícias e sua relação com sujeitos pertencentes a instituições de controle.
Em relação ao tema acima exposto, estão corretas as afirmativas:
“Camponeses e moradores eram expulsos das terras, as casas de palha queimadas e as pequenas lavouras de subsistência confiscadas sem a menor indenização. Os programas geralmente se realizavam à noite, quando as famílias inteiras eram despertadas pelas tochas incendiárias sem o menor aviso prévio. E lá se iam, pelas madrugadas, em demanda do horizonte, o pequeno rebanho apavorado. Eram mulheres e crianças que gemiam e que choravam, deixando para trás o tugúrio em chamas” (A União, 27 mar. 1994).
O texto acima faz parte de uma entrevista feita a Claudio Santa Cruz Costa, publicada no jornal A União, abordando as Ligas Camponesas e revelando os horrores enfrentados pela população rural sob a opressão dos latifundiários no Nordeste do Brasil. A criação das Ligas Camponesas teve como principal argumento aglutinar os camponeses em torno de uma entidade associativa para eliminar o cambão, definido como
“O Grupo Habeas Corpus Potiguar – GHAP foi constituído legalmente em 15 de dezembro de 1992, para fins de coordenação, estudo, proteção, luta, reivindicação e representação legal dos homossexuais no estado do Rio Grande do Norte. Como entidade de representação social e política deste setor, o Habeas Corpus convida a sociedade sensível, trabalhadora e culta a se engajar na luta pela construção de um mundo mais justo, mais fraterno e mais humano, onde não haja mais lugar para a ignorância, a prepotência e o autoritarismo, onde se possa transformar [...] preconceito em liberdade” (Nós Por Exemplo, jan. 1994).
O Grupo Habeas Corpus Potiguar nasceu como uma instituição sem fins lucrativos que lutou em defesa dos direitos e cidadania da população LGBTQIAPN+. Seu convite, publicado no jornal Nós Por Exemplo e direcionado à sociedade potiguar, convidava a observar