Questões de Concurso
Comentadas sobre movimentos sociais, discriminação e desigualdade: raça, classe e gênero em conhecimentos gerais
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Tema: O território indígena como espaço de vida, cultura e resistência.
Objetivo Geral: Valorizar os saberes e a territorialidade indígena a partir da leitura e da produção de mapas, reconhecendo o território como espaço de vivência, memória, identidade e luta.
Habilidade da BNCC: EM13CHS104 – Analisar os conflitos por terra e território no Brasil com foco nas populações indígenas e suas formas de resistência.
Metodologia: Conversas com os mais velhos da comunidade sobre a história do território e suas transformações:
• Análise coletiva de mapas oficiais (IBGE, FUNAI) comparados com os conhecimentos locais sobre o território;
• Produção de mapas afetivos: os alunos, com base em sua vivência, desenharão o território da aldeia, indicando rios, trilhas, espaços sagrados, locais de plantio, caça, moradia etc.;
• A partir disso, realizar a troca de experiências entre os grupos com apresentação dos mapas e relatos orais.
No entanto a coordenação pedagógica solicitou que o professor incluísse em seu plano de aula campos de competências propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino médio que mais se adequam ao plano proposto. Diante do exposto, quais competências o professor deve inserir para atender à solicitação?
Assinale a alternativa que identifica corretamente essas pessoas.
I. Nasceu em Salvador, em 1830, filho de escravos, e foi vendido pelo pai, em 1840, devido a uma dívida de jogo. Passou a viver em cativeiro em Lorena (SP). Em 1847 foi alfabetizado e, no ano seguinte, fugiu de Lorena e foi para São Paulo. Frequentou o curso de Direito como ouvinte. Sempre utilizou seu trabalho na imprensa para a divulgação de suas ideias antiescravistas e republicanas.
II. Historiador e romancista carioca, foi professor da UFRJ e membro do Comitê Cientifico Internacional do Programa Rota do Escravo, da Unesco. É autor, entre outros livros, de O dia em que o povo ganhou, A guerra da independência da Bahia, O que é racismo, História política do futebol brasileiro e Gosto da África.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje, 2016. Adaptado)
Os excertos I e II, respectivamente, apresentam
A sociedade brasileira passou por mudanças significativas ao longo do século passado. A respeito de aspectos sociais e culturais desse período, julgue o item a seguir.
As telenovelas brasileiras têm sido objeto de disputa e de ampliação da representação LGBTQIAPN+, contribuindo para a visibilidade de identidades antes marginalizadas, mesmo que a superação de estereótipos e a reação negativa de grupos conservadores se apresentem ainda como desafios a ser superados.
O Acre teve 2º maior índice de feminicídios do país em 2023, aponta relatório. Número de casos subiu de 9 para 10 em relação a 2022. Foram 2,4 mulheres mortas a cada 100 mil habitantes, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A violência contra a mulher continua sendo um grande problema de segurança pública. No ano de 2024, o Sinesp registrou mais de cinco mil casos de violência doméstica contra a mulher no Acre.
Marque a alternativa que não expressa a verdade.
“[...] a falta de escolas e o crescimento populacional, em especial nas camadas menos abastadas da sociedade, fizessem surgir a necessidade de espaços em que pudessem ser alocados os menores pobres e desvalidos. Era de se esperar que a elite não quisesse dividir o espaço com transeuntes considerados vadios pelas calçadas de suas casas. A existência desse público social considerado desinteressante fez nascer a necessidade de ‘aprisionar’ em internatos as crianças consideradas ‘delinquentes’, órfãos, desvalidos, pobres” (Francisco, 2024, p. 220).
O trecho acima fala sobre os espaços de primeiras letras e adestramento dos corpos na cidade do Natal, na segunda metade do século XIX, que se apropriou do Código Criminal da época para definir a criança desvalida como
“[...] as instituições públicas, privadas e da sociedade civil definem, regulamentam e transmitem um modo de funcionamento que torna homogêneo e uniforme não só processos, ferramentas, sistema de valores, mas também o perfil de seus empregados e lideranças, majoritariamente masculino e branco. Essa tramitação atravessa gerações e altera pouco a hierarquia das relações de dominação ali incrustadas. Esse fenômeno tem um nome, branquitude, e sua perpetuação no tempo se deve a um pacto de cumplicidade não verbalizado entre pessoas brancas que visam manter seus privilégios. E claro que elas competem entre si, mas é uma competição entre ‘iguais’” (Bento, 2022, p. 18).
A partir do texto, é possível o entendimento de que o “pacto da branquitude”
“Marielle Franco, quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro, uma filha da comunidade da Maré – o maior complexo de favelas do estado do Rio –, negra, lésbica, mãe de uma menina a quem educou sozinha, defensora dos direitos humanos numa cidade sucateada, crítica da atuação política em relação às populações carentes, foi executada com quatro tiros que penetraram do lado direito da sua cabeça. Junto com ela morreu Anderson Pedro Gomes, o motorista do carro que viajavam” (Schwarcz, 2019, p. 170).
O caso Marielle Franco expôs as relações hostis de poder de um país marcado pelo racismo e pela misoginia. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:
I Marcadores sociais de raça, gênero e lugar desenvolvem histórias de superação de mulheres e homens, fazendo com que a sociedade se sinta beneficiada com sua presença e crescimento.
II O assassinato da parlamentar foi identificado como crime hediondo em nível nacional e crime político na esfera internacional.
III A vereadora se tornou um símbolo de luta de minorias que defendem um país mais inclusivo e cidadão, no qual, manifestações discursivas como “a gente se encontra na luta” ganhou força.
IV A morosidade na condução do processo revela o poder presente nas mãos das milícias e sua relação com sujeitos pertencentes a instituições de controle.
Em relação ao tema acima exposto, estão corretas as afirmativas: