Questões de Concurso
Sobre questões sociais em atualidades
Foram encontradas 2.022 questões
O número de indigentes em proporção da
população no Brasil de hoje já não é o que foi há 50 anos.
Pequeno consolo. O desconsolo aumenta quando
observamos que mesmo esse número poderia ser
muitíssimo menor se, durante os últimos 33 anos,
tivéssemos crescido como os tigres asiáticos. Há 40 anos, os
organismos internacionais acreditavam que a Coréia do
Sul estava condenada à pobreza. Erraram no julgamento.
O país tornou-se um fenômeno de crescimento sustentado e
redução da pobreza, como outros países asiáticos.
A pergunta agora é se a África poderia se tornar
palco de um novo milagre se tivesse ajuda externa e
políticas econômicas adequadas. Suas deficiências
estruturais são notórias: baixa produtividade agrícola, altos
custos de transportes, doenças tropicais, AIDS e baixa
difusão de tecnologia. Mais grave ainda é que, durante os
últimos anos, a África tem enfrentado mais guerras internas
que outras regiões. Os genocídios — Ruanda em 1994 e
Darfur em 2004 — são apenas as histórias mais trágicas de
conflitos perenes. Para escapar desse círculo vicioso de
guerra e pobreza, a região precisa de assistência. Cálculos
estratégicos guiam o interesse crescente dos EUA e da
Europa na África. Nesses cálculos, entram a abundância
de recursos naturais (inclusive urânio) em um Congo
conturbado, a combinação petróleo-islamismo na África
Ocidental, a proliferação de armas no continente e a
migração descontrolada e incontrolável.
Eliana Cardoso. Áfricas. In: Valor Econômico, 20/1/2005, p. A2 (com adaptações).
Nos recentes episódios do Oriente Médio, a atuação de uma rede de televisão árabe — Al Jazeera — funciona como uma espécie de contraponto ao quase monopólio da informação, que, até bem pouco tempo, pertencia à mídia ocidental.
O que Joaquim Nabuco escrevia em sua época vai ganhando densidade nos dias de hoje. Prova disso é o atual debate a respeito da política afirmativa, a qual, envolvendo, inclusive, a adoção de cotas, tem por objetivo reduzir as enormes desigualdades sociais geradas pela escravidão.
A campanha contra o fumo é quase exclusivamente uma bandeira assumida pelo Brasil. No cenário mundial, pouquíssimos países têm essa preocupação.
A decisão do governo brasileiro pressupõe que o tabagismo é uma doença, o que justifica o gasto de recursos federais com o tratamento de fumantes.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os diversos aspectos concernentes ao tema nele abordado, julgue o item a seguir.
Ao contrário do que ocorria no passado, atualmente amplia-se a tendência de destacar os malefícios causados pelo tabaco à saúde humana
O problema da violência nas escolas transcende a brutalidade cotidiana. Afinal, estabelecimentos de ensino são, por definição, o espaço de formação de jovens. Um eventual fracasso na transmissão de hábitos civilizados nesse meio faz temer por uma sociedade mais belicosa no porvir. E, a julgar pelos resultados da pesquisa Vitimização nas Escolas, feita a pedido da UNESCO, há motivos para se preocupar com o futuro. O risco, como alerta a socióloga Miriam Abramovay, coordenadora da pesquisa, é a banalização da violência, isto é, situações violentas se tornarem “normais”.
Tendo os textos acima como referência inicial e considerando o tema que focalizam, com suas inúmeras implicações, julgue o item subseqüente.
Ações criminosas praticadas por jovens das classes média e alta, alguns dos quais com requintes de violência que chocam a opinião pública, demonstram que o problema focalizado nos textos não se explica apenas pela origem social de seus protagonistas e pela histórica desigualdade brasileira
Discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU). In: O Estado de S. Paulo, 22/9/2004, p. A 5 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos marcantes da realidade social, política e econômica do mundo contemporâneo, julgue o item que se segue.
Ao lado dos profissionais da rede pública de saúde, importante tem sido a atuação de organizações não-governamentais na luta contra a mortalidade infantil, a exemplo do que ocorre com a Pastoral da Criança.
Discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU). In: O Estado de S. Paulo, 22/9/2004, p. A 5 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos marcantes da realidade social, política e econômica do mundo contemporâneo, julgue o item que se segue.
A inexistência de saneamento básico conduz a doenças que poderiam ser evitadas, vitimando milhares de pessoas em várias partes do mundo.
Discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU). In: O Estado de S. Paulo, 22/9/2004, p. A 5 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos marcantes da realidade social, política e econômica do mundo contemporâneo, julgue o item que se segue.
Pelo menos uma grande vitória foi alcançada pelos países africanos: a erradicação da AIDS no continente.
A prática pública tradicional procura resolver os congestionamentos, aumentando a capacidade viária. O tempo economizado na via com menos trânsito é utilizado em mais circulação. Portanto, conclui-se que o aumento da infra-estrutura viária diminui o tráfego.
Os veículos automotores produzem mais poluição atmosférica do que qualquer outra atividade humana isolada, variando de acordo com a característica de cada cidade e do tipo de combustível usado.
A decisão do governo brasileiro pressupõe que o tabagismo é uma doença, o que justifica o gasto de recursos federais com o tratamento de fumantes.
O cenário mostrado no texto não é uma exclusividade brasileira, estando presente nas mais diversas regiões do planeta nas quais o problema da desigualdade está longe de ser superado, a exemplo do continente africano e de várias porções da Ásia.
O fato de o poder público garantir saneamento, coleta de lixo e fornecimento de água tratada mediante pagamento de taxas permite que se relacione a precariedade desses serviços com pobreza, ou seja, a parcela da população que não pode pagar normalmente fica sem acesso a eles.
O quadro exposto no texto ajuda a explicar por que a mortalidade infantil está aumentando e a expectativa de vida dos brasileiros, hoje, é praticamente a mesma de meados do século XX.
A precariedade da infra-estrutura sanitária, realidade ainda muito presente no panorama urbano brasileiro, amplia a demanda por atendimento médico e sujeita desnecessariamente a população a diversas doenças que poderiam não ter a dimensão que ainda hoje possuem.
Além da histórica desigualdade social, que o coloca entre os primeiros lugares no perverso ranking da disparidade de renda, o Brasil ainda convive com acentuadas desigualdades regionais, algo que, relativamente às condições de moradia da população, o texto não chega a demonstrar.
Infere-se do texto que, entre os critérios utilizados pelo IBGE para classificar um domicílio como totalmente adequado, estão sua ligação à rede de abastecimento de água, à coleta de esgoto ou ao depósito em fossa séptica, ao recolhimento do lixo e ao número máximo de duas pessoas por dormitório.
ainda consegue ser pior, porque ameaça não apenas o presente,
mas o futuro de nosso futuro, ou seja, as crianças e os
adolescentes. Se hoje suas vidas já são o que são, a perspectiva
para os próximos anos é de aumento da violência e da
desnutrição, e de queda na qualidade da educação. No relatório
divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), essa
talvez seja a revelação mais inquietante. O que será o amanhã em
que meninos e meninas estarão mais desnutridos, menos educados
e mais violentos?
O diagnóstico foi elaborado por 27 ONGs que
monitoram políticas públicas nessa área - entre as quais
UNESCO, UNICEF, fundações ORSA e ABRINQ - depois de
analisarem o cumprimento das 21 metas do plano Um Mundo
para Crianças, ratificadas pelo Brasil e por mais 188 países.
Quanto à educação, há pelo menos duas previsões desanimadoras:
taxa de escolarização no ensino médio 15,73% abaixo do
prometido e atendimento na primeira infância aquém do
esperado. Em relação à violência, o quadro é até previsível.
De 1992 a 2002, os homicídios de pessoas de até 17 anos de
idade aumentaram 136% - de 3 para 7,1 mortes por 100 mil
habitantes.
Zuenir Ventura. O que será o amanhã? In: O Globo, 11/8/2004, p. 7 (com adaptações).
A partir do texto acima e considerando as múltiplas implicações
do tema por ele abordado, julgue os itens subseqüentes.


