Questões de Concurso
Comentadas sobre industrialização em geografia
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I- Entre 1500 e 1808, não houve qualquer processo governamental de industrialização no Brasil.
II- A partir da década de 50 do século XX, ocorre forte entrada de capital estrangeiro, impulsionando fortemente a indústria de bens de consumo.
III- A industrialização brasileira é considerada tardia e incompleta, pois o país praticamente ainda não possui indústrias de base.
Estão CORRETAS apenas:
I. Considerando os bens produzidos, o IBGE classifica as indústrias de transformação em três categorias: indústrias de bens intermediários, de bens de capital e de bens de consumo (subdividido em não duráveis, semiduráveis e duráveis).
II. As indústrias de bens intermediários são as responsáveis por equipar as indústrias em geral, assim como a agricultura, os serviços e toda a infraestrutura. Tendem a se localizar em lugares onde há boa infraestrutura industrial, nas proximidades de empresas consumidoras de seus produtos, ou seja, em grandes regiões urbano-industriais.
III. As indústrias de bens de capital são aquelas que fabricam produtos semiacabados utilizados como matéria-prima por outros setores da indústria. Essas também são chamadas de “indústrias pesadas”.
IV. As indústrias de bens de consumo podem também ser chamadas de indústrias leves. Essas são as mais dispersas espacialmente: estão localizadas em grandes, médios e pequenos centros urbanos ou até mesmo na zona rural de diversos países. Procuram, preferencialmente, instalar-se em regiões urbano-industriais onde há maior disponibilidade de mão de obra e mais facilidade de acesso ao mercado consumidor.
Quais estão corretas?
Considere o texto sobre a geografia industrial do Brasil.
A geografia industrial brasileira está marcada, desde a sua constituição ao longo do século XX, por se manifestar a partir de uma concentração espacial, em que a maioria das atividades fabris se desenvolveu na região Sudeste do país. Posteriormente, em função de uma série de fatores, o país iniciou uma perspectiva inversa, caracterizando uma desconcentração industrial, com migrações de empresas para o interior dos estados e regiões menos industrializadas.
Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/concentracao-desconcentracao-industrial-nobrasil.htm. Acesso em: 15 dez. 2021.
Dentre os fatores responsáveis pela desconcentração industrial no País encontra-se:
Defendemos a ideia de que não é historicamente sustentável a teoria de Itami Campos, para quem as oligarquias dominantes de Goiás na Primeira República de tudo fizeram para manter o Estado atrasado como forma de continuidade de seu poder politico. Para nós, foi a época em que, economicamente, Goiás mais se desenvolveu.
CHAUL, Nasr Fayad. Prefácio à terceira edição. In: SILVA, Colemar Natal e. História de Goiás. Goiânia: Instituto Goiano do Livro, 2002. p. 19.
O trecho citado contrapõe as ideias do historiador Nasr Fayad Chaul, autor de Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade, e do sociólogo Itami Campos, autor de Coronelismo em Goiás. A perspectiva da desconstrução da ideia de “decadência” goiana fundamenta-se
A industrialização das sociedades proporciona profundas alterações no espaço geográfico. Graças a ela, novos elementos passam a fazer parte da vida das pessoas, das cidades e do campo, eleva-se a demanda por energia e o consumo médio da população, além de intensificar ou acelerar o processo de urbanização. Ao longo do tempo, a humanidade conheceu processos distintos de modelos industriais pelos quais os diferentes países e localidades vivenciaram. Essas tipificações estão relacionadas a fatores econômicos e políticos relacionados ao desenvolvimento das nações pelo mundo. No Brasil, o processo de industrialização é descrito como:
Leia o trecho a seguir.
"O estudo da localização da atividade industrial não é uma atividade realizada apenas por governos e instituições. Empresas dos mais variados portes e origens devem pensar sobre a localização das suas atividades, seja pela posição estratégica que deverão ocupar no espaço geográfico, seja pela busca de vantagens locacionais e competitivas que permitirão mais lucratividade ou redução de custos."
ALVES, A e ANTUNES, E. Geografia industrial. Curitiba: Intersaberes, 2019. p.117
A dinâmica da distribuição industrial no espaço geográfico é bastante complexa e tem se alterado ao longo da história.
A seguir destacam-se alguns fatores locacionais:
I – Proximidade das matérias-primas.
II – Incentivos fiscais governamentais.
III – Leis trabalhistas flexíveis.
IV – Presença de mercado consumidor local.
Dentre os itens apresentados, aqueles que são considerados novos fatores para a alocação das indústrias contemporâneas estão corretamente indicados em
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza, desde 1996, a Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA – Empresa), que retrata as características estruturais do segmento de empresas industriais no Brasil. Essas informações são importantes para pautar o planejamento e a implementação de estratégias públicas e privadas dirigidas ao setor, que tradicionalmente é reconhecido como aquele de maior capacidade de agregação de valor, de adensamento nas cadeias produtivas e, portanto, de promoção do desenvolvimento econômico. Sobre a produção industrial do Brasil, e sua distribuição geográfica pelo território, analise as assertivas abaixo:
I. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as indústrias extrativas representaram o maior percentual de faturamento dentro do setor industrial – sendo a extração de minerais metálicos (que concentra mais de 10,0% de toda a atividade industrial do Brasil) a atividade mais relevante.
II. Entre os anos de 2010 e 2019, o segmento de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias apresentou a maior perda de representatividade na indústria, passando da segunda para a quarta posição do ranking, e concentrando 9,2% do faturamento total da indústria brasileira em 2019.
III. A indústria de fabricação de produtos alimentícios apresenta o maior percentual de população empregada na indústria brasileira (21,6% dos trabalhadores). Já a falta de investimentos em setores ligados à produção tecnológica pode explicar a diminuição – entre 2010 e 2019 – das pessoas que trabalhavam na indústria de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (apresentou uma queda de 27,5% no número de pessoas ocupadas nessa área da atividade industrial).
IV. Mais de 50% de todo o valor produzido pela indústria do país ainda se concentra na região Sudeste. Inclusive, a tendência que pode ser estudada é a de que essa concentração crescerá ainda mais nos próximos anos, já que este percentual relacionado ao Sudeste cresceu mais de 3 pontos percentuais entre os anos de 2010 e 2019.
V. É importante destacar o crescimento percentual do valor industrial produzido, entre os anos de 2010 e 2019, de duas regiões do Brasil: A Centro-Oeste (1,1%) e a região Sul (0,8%), com o destaque para o crescimento dos segmentos de biocombustíveis, papel e celulose no Centro-Oeste e do segmento de fabricação de produtos alimentícios no Sul.
Quais estão corretas?
Sobre o histórico da atividade industrial do Brasil, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
O processo brasileiro de industrialização é considerado tardio e ocorreu em diversas fases. Tendo em vista a quarta fase, é correto afirmar que ela foi marcada pela(o)
Assinale a alternativa que apresenta uma das principais características da Terceira Revolução Industrial.
Uma das características desse fenômeno é que ele dificulta a mistura vertical do ar, uma vez que o ar frio, mais pesado, encontra-se abaixo do ar quente, mais leve. Dessa forma, o fenômeno torna-se especialmente prejudicial quando ocorre em áreas urbano-industriais, porque tende a dificultar a dispersão dos poluentes gerados pelas atividades que nelas ocorrem.
MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007, p. 57.
O impacto ambiental causado pelas indústrias e tratado no texto denomina-se
Lá embaixo está o Açude Itans, com seu formigueiro a cavar a terra. É mesmo impressionante o esforço daquele formigar de homens ao sol, lavados em suor, que não param, em longas filas pacientes acompanhando centenas de burricos que sobem e descem, numa ciranda comovente e silenciosa, cada burrico com duas caixas de terra no lombo. É o labor organizado para a salvação da terra e do homem. Depois do semideserto que tanto nos acabrunhou o espírito por falta de chuvas, o esforço destes milhares de sertanejos, todos vestidos de brim mescla e calçando alpercatas, no combate consciente à esterilidade da natureza, com as famílias alojadas em pequeninas casas de taipa e telha — embrião de futura cidade — impressionava-nos profundamente.
VALLE, F. M. História do Açude Itans, município de Caicó (RN). Brasília, 1994 (adaptado).
Na construção do empreendimento descrito, destaca-se a presença de
Sobre a participação de Rondônia na indústria brasileira, analise os itens a seguir.
I. De acordo com o último censo IBGE, o estado de Rondônia possui o segundo menor PIB.
II. Em 2021, do total de exportação da carne bovina brasileira, Rondônia teve uma participação expressiva, em torno de 32%.
III. Em Rondônia, o cultivo do feijão vem diminuindo ao longo dos anos e a tendência é que se torne basicamente uma cultura de subsistência para os produtores que ainda a cultivam, com comercialização do excedente nos mercados locais.
IV. As condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da cultura do café em 2021 impactou o ciclo produtivo positivamente e a produção foi a maior desde 2008.
V. Do total de postos de trabalho que o segundo setor rondoniense oferece, 22% está na construção civil.
Estão corretas apenas os itens: