Questões de Concurso
Sobre geografia política em geografia
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O autor que formulou a crítica mais radical da Geografia Tradicional foi, sem dúvida, Yves Lacoste, em seu livro “A Geografia serve, antes de mais nada, para fazer a guerra”. Nele, Lacoste argumenta que
Para além das questões políticas, britânicos e argentinos passaram a dar maior importância às Malvinas/Falklands após a descoberta de jazidas de hidrocarbonetos. A questão petrolífera nas ilhas emergiu na década de 1970, quando se iniciaram os estudos sobre possíveis jazidas de hidrocarbonetos em sua plataforma continental. A partir daí, o assunto passou a estar presente na disputa geopolítica britânico-argentina mesmo que indiretamente (VIDIGAL, 2014). Não obstante, Bandeira (2012) ressalta que, na guerra de 1982, o objetivo da Argentina não era só a conquista do território em função da descoberta de petróleo, mas também
Texto I
Desde o começo dos anos 1980, os programas de “estabilização macroeconômica” e de “ajuste estrutural” impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para negociação da dívida externa) têm levado centenas de milhões de pessoas ao empobrecimento. Contrariando o espírito do acordo de Bretton Woods, cuja intenção era a “reconstrução econômica” e a estabilidade das principais taxas de câmbio, o programa de ajuste estrutural tem contribuído amplamente para desestabilizar moedas nacionais e arruinar as economias dos países em desenvolvimento. O poder de compra interno entrou em colapso, a fome eclodiu, hospitais e escolas foram fechados, centenas de milhões de crianças viram negado seu direito à educação primária. Embora a missão do Banco Mundial seja “combater a pobreza” e proteger o meio ambiente, seu patrocínio para projetos hidrelétricos e agroindustriais em grande escala também tem acelerado o processo de desmatamento e destruição do meio ambiente.
CHOSSUDOVSKY, Michel. A Globalização da Pobreza. São Paulo: Moderna, 1999, p. 26.
Texto II
O período no qual nos encontramos revela uma pobreza de novo tipo, uma pobreza estrutural globalizada, resultante de um sistema de ação deliberada. Examinado o processo pelo qual o desemprego é gerado e a remuneração do emprego se torna cada vez pior, ao mesmo tempo em que o poder público se retira das tarefas de proteção social, é lícito considerar que a atual divisão “administrativa” do trabalho e a ausência deliberada do Estado de sua missão social de regulação estejam contribuindo para uma produção científica, globalizada e voluntária da pobreza. [...] Essa produção da pobreza aparece como um fenômeno banal. [...] Mas é uma pobreza produzida politicamente pelas empresas e instituições globais. Estas, de um lado, pagam para criar soluções localizadas, parcializadas, segmentadas, como é o caso do Banco Mundial, que, em diferentes partes do mundo, financia programas de atenção aos pobres, querendo passar a impressão de se interessar pelos desvalidos, quando, estruturalmente, é o grande produtor da pobreza.
SANTOS, Milton. Por Uma Outra Globalização. São Paulo: Record, 2000, p. 72 e 73.
A leitura comparada entre os Textos I e II leva à seguinte conclusão:
Além de promover a integração econômica, o Mercosul também atua como um importante fórum político para seus membros, permitindo a coordenação de políticas externas e a defesa de interesses comuns em negociações internacionais.
O Mercosul, desde sua criação em 1991, estabeleceu uma união aduaneira entre os países membros (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), facilitando o comércio e a circulação de bens, serviços e capital. Isso se reflete em acordos comerciais, tarifas preferenciais e uma série de regulamentações que buscam harmonizar as políticas econômicas entre os países do bloco.
A principal consequência econômica da Segunda Guerra Mundial foi a estagnação econômica generalizada em todo o mundo, devido à destruição em larga escala de infraestruturas industriais e ao colapso do sistema financeiro internacional.
Na verdade, o principal objetivo do Mercosul em relação ao comércio internacional é promover a liberalização comercial e reduzir as barreiras tarifárias entre os países que fazem parte da ONU.
Os tratados comerciais, sejam bilaterais ou multilaterais, constituem uma infraestrutura jurídica e econômica complexa que visa a harmonizar normas e padrões comerciais, promover a cooperação regulatória e mitigar os efeitos adversos da volatilidade econômica global, ao mesmo tempo em que sustentam os interesses nacionais e regionais de seus signatários.
O Plano Marshall foi uma iniciativa audaciosa dos Estados Unidos para fornecer assistência financeira e material aos países europeus devastados pela Segunda Guerra Mundial. Ao fornecer recursos substanciais para a reconstrução, os EUA buscaram estabelecer uma esfera de influência na Europa Ocidental, promovendo o capitalismo democrático como uma alternativa ao comunismo soviético.
A respeito das alterações na estrutura de classes que ocorreram após a Segunda Guerra Mundial, verifica-se que houve uma longa crise econômica e o consequente enxugamento do Estado a partir dos anos 1950, que geraram uma redução drástica da burocracia e uma precarização intensa da intelectualidade.
A criação da Organização das Nações Unidas (ONU) representou uma tentativa ambiciosa de criar uma ordem econômica global estável e promover o desenvolvimento econômico equitativo no pós-guerra.
A Venezuela é o único país da América do Sul que não faz parte do Mercosul, isso porque o país enfrenta suspensões temporárias de siua campanha para aderir ao grupo devido a preocupações com sua situação política e econômica.
A organização de países em blocos econômicos é apontada como o desdobramento de um fenômeno de integração das forças políticas e econômicas do globo, por meio do desenvolvimento das redes e fluxos de transportes e comunicações. Dessa maneira, pode-se afirmar que a criação de blocos de integração entre os países representa um aspecto da Revolução Industrial.
Através de programas e iniciativas de cooperação, o Mercosul busca promover o desenvolvimento econômico e social em todas as regiões de seus países membros. Isso inclui projetos de infraestrutura, cooperação educacional e cultural, e programas de combate à pobreza e exclusão social. O objetivo é reduzir as disparidades econômicas e sociais dentro do bloco e promover um desenvolvimento mais equilibrado.
O Mercado Comum do Sul (Mercosul) conta com a participação de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Peru. Porém, esse último país, que aderiu ao bloco em 2012, está suspenso desde 2017, por violação da cláusula democrática.
O Conselho de Segurança Nacional faz parte da estrutura decisória do Mercosul. No entanto, o órgão decisório mais importante do Mercosul é o Conselho do Mercado Comum (CMC), composto pelos ministros das Relações Exteriores e das Economias dos países membros.
Leia o gráfico a seguir.

O gráfico lido integra o artigo de Paula Lindo “O mapa da
pesquisa de gênero na Geografia Brasileira (2010 a 2019):
Sistematização e análise” e mostra a contribuição dessa
ciência na produção científica nos estudos de gênero e
sexualidade a partir da elaboração de pesquisas de
mestrado e doutorado que perpassam a temática. O estudo
desses conteúdos relaciona-se com a emergência desses
temas no cenário mundial e com a entrada de mais mulheres
e pessoas LGBT nos Programas de Pós-Graduação em
Geografia. O gráfico nos mostra que