Questões de Concurso
Comentadas sobre geografia política em geografia
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A alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna do texto é:
Sobre o continente africano:
I.Os Europeus, no século XV, ao chegarem em África, depararam-se com populações organizadas em tribos e um quadro natural nos trópicos que limitava as realizações humanas.
II.Uma das consequências geográficas mais graves dos processos espaciais desencadeados pela diáspora africana, ocorrida entre os séculos XV e XIX, foi a desestruturação dos antigos estados políticos do continente. Essas organizações podem ser denominadas de reinos e impérios e tinham fronteiras fluídas.
III.As fronteiras atuais dos países africanos são herança da colonização europeia que, ao definir a partilha do continente entre 1885 e 1914, respeitou as diferenças culturais dos diversos povos e etnias que lá viviam.
IV.A África Subsaariana é uma região do continente africano que se localiza ao sul do deserto do Saara. Formada por 47 países, foi por muito tempo chamada África Negra, uma denominação eurocêntrica que invisibiliza a diversidade étnica, cultural e linguística desses países.
É correto o que se afirma em:
A partir dos fragmentos (excerto de textos) já clássicos da Geografia, assinale as opções corretas:
"A criação de impérios coloniais da Época Moderna deu novo impulso ao reconhecimento das novas terras" (Lencioni, S .. Região e Geografia. 1999, p.73).
"A Geografia de Friedrich Ratzel foi um instrumento poderoso de legitimação dos desígnios expansionistas do Estado alemão recém-constituído" (Moraes, A.C.R. Geografia: pequena história crítica. 2007, p.67).
I.Ratzel definiu como objeto geográfico o estudo das influências que as questões naturais exercem sobre a humanidade. Parte das reflexões do geógrafo alemão podem ser associadas à busca pela legitimidade da unificação e da expansão alemã.
ll.A sistematização do saber geográfico, a criação da Geografia como disciplina e a sua inserção no currículo escolar no século XIX fizeram parte do contexto bélico de formação e afirmação de estados nacionais modernos - muito deles colonialistas - como no caso das disputas entre França e Alemanha, por exemplo.
Ill. A crescente busca por matérias primas, a urgência de se conhecer os recursos naturais e econômicos do globo valorizaram os estudos sobre os lugares.
IV. Assim como a Antropologia, a Geografia se constituiu como disciplina moderna em um contexto de expansão colonialista europeu, mas a Geografia sempre foi considerada distante dos interesses dos impérios coloniais, com formulações e saberes pouco úteis aos projetos dos estados nações.
É correto o que se afirma em:
Dentre os principais teóricos do socialismo, incluem, EXCETO:
Assinale a alternativa CORRETA:
Assinale a alternativa que compreende, exclusivamente, países da Europa Oriental.
Fonte: COSTA, Wanderley Messias da. Geografia Política e Geopolítica: discursos sobre o Território e o Poder. 2ª ed., São Paulo: Editora da USP, 2008. (adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta no texto os argumentos que caracterizam a teoria defendida por:
"Congresso dos EUA aprova pacote com ajuda de US$ 95 bilhões para países aliados. Com as leis aprovadas, os Estados Unidos devem enviar o equivalente a R$ 487 bilhões; US$ 61 bilhões para a Ucrânia; US$ 26 bilhões para Israel e ajuda humanitária para civis em zonas de conflito; US$ 8,12 bilhões para Taiwan."
Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/04/23
A finalidade deste pacote é, entre outros objetivos, contrapor-se aos rivais geopolíticos dos Estados Unidos, que incluem:
A geopolítica da Rússia pós-soviética é marcada por uma série de estratégias para manter sua influência nas antigas repúblicas soviéticas. Qual das seguintes alternativas não corresponde a uma dessas estratégias?
A geopolítica é uma área que se concentra na interseção entre geografia, relações internacionais e dinâmica de poder global. Suas raízes remontam ao início do século XX e se fortalecem com o passar dos anos.
(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/geopolitica/)
Analise as alegações a seguir.
I. Existe uma região estratégica na área continental do planeta (que corresponde, aproximadamente, a área da Europa Oriental) denominada de Heartland, cuja posse é a condição básica para a conquista da hegemonia mundial.
II. O controle das rotas marítimas é chave para a hegemonia mundial. Elas são veias por onde circulam os fluxos do comércio internacional. A posse de grande poder marinho é indispensável para que um Estado se torne uma grande potência mundial.
III. Na divisão do Planeta em quatro áreas de influência, tem-se uma ordem mundial ideal: a zona de influência alemã na Europa, África e Oriente Médio; a zona de influência dos Estados Unidos no continente americano; a zona de influência da Rússia na imensa Rússia até o sul da Ásia; e, por fim, a zona de influência do Japão que abrange o extremo oriente, sudeste asiático e a Oceania.
IV. Quando possui um território forte, o Estado se torna forte. Isto é, quando sacia todas as necessidades espaciais e de recursos naturais. Quanto maior e rico o território, maior o poder do Estado perante os outros. Essas ideias ficaram conhecidas como teoria do espaço vital.
Está correto o que se afirma em
Dos países abaixo, qual deles NÃO está localizado no continente africano?
O autor que formulou a crítica mais radical da Geografia Tradicional foi, sem dúvida, Yves Lacoste, em seu livro “A Geografia serve, antes de mais nada, para fazer a guerra”. Nele, Lacoste argumenta que
Para além das questões políticas, britânicos e argentinos passaram a dar maior importância às Malvinas/Falklands após a descoberta de jazidas de hidrocarbonetos. A questão petrolífera nas ilhas emergiu na década de 1970, quando se iniciaram os estudos sobre possíveis jazidas de hidrocarbonetos em sua plataforma continental. A partir daí, o assunto passou a estar presente na disputa geopolítica britânico-argentina mesmo que indiretamente (VIDIGAL, 2014). Não obstante, Bandeira (2012) ressalta que, na guerra de 1982, o objetivo da Argentina não era só a conquista do território em função da descoberta de petróleo, mas também
Texto I
Desde o começo dos anos 1980, os programas de “estabilização macroeconômica” e de “ajuste estrutural” impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para negociação da dívida externa) têm levado centenas de milhões de pessoas ao empobrecimento. Contrariando o espírito do acordo de Bretton Woods, cuja intenção era a “reconstrução econômica” e a estabilidade das principais taxas de câmbio, o programa de ajuste estrutural tem contribuído amplamente para desestabilizar moedas nacionais e arruinar as economias dos países em desenvolvimento. O poder de compra interno entrou em colapso, a fome eclodiu, hospitais e escolas foram fechados, centenas de milhões de crianças viram negado seu direito à educação primária. Embora a missão do Banco Mundial seja “combater a pobreza” e proteger o meio ambiente, seu patrocínio para projetos hidrelétricos e agroindustriais em grande escala também tem acelerado o processo de desmatamento e destruição do meio ambiente.
CHOSSUDOVSKY, Michel. A Globalização da Pobreza. São Paulo: Moderna, 1999, p. 26.
Texto II
O período no qual nos encontramos revela uma pobreza de novo tipo, uma pobreza estrutural globalizada, resultante de um sistema de ação deliberada. Examinado o processo pelo qual o desemprego é gerado e a remuneração do emprego se torna cada vez pior, ao mesmo tempo em que o poder público se retira das tarefas de proteção social, é lícito considerar que a atual divisão “administrativa” do trabalho e a ausência deliberada do Estado de sua missão social de regulação estejam contribuindo para uma produção científica, globalizada e voluntária da pobreza. [...] Essa produção da pobreza aparece como um fenômeno banal. [...] Mas é uma pobreza produzida politicamente pelas empresas e instituições globais. Estas, de um lado, pagam para criar soluções localizadas, parcializadas, segmentadas, como é o caso do Banco Mundial, que, em diferentes partes do mundo, financia programas de atenção aos pobres, querendo passar a impressão de se interessar pelos desvalidos, quando, estruturalmente, é o grande produtor da pobreza.
SANTOS, Milton. Por Uma Outra Globalização. São Paulo: Record, 2000, p. 72 e 73.
A leitura comparada entre os Textos I e II leva à seguinte conclusão:
Além de promover a integração econômica, o Mercosul também atua como um importante fórum político para seus membros, permitindo a coordenação de políticas externas e a defesa de interesses comuns em negociações internacionais.