Questões de Concurso
Comentadas sobre conceitos demográficos em geografia
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1. Crescimento vegetativo. 2. Taxa de fecundidade. 3. Densidade demográfica. 4. Migração de retorno.
( ) Número de filhos por mulher durante o seu período reprodutivo.
( ) Relação entre a população total e a área territorial ocupada (hab/km2).
( ) Diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade.
( ) Fluxo de imigrantes que voltam para suas regiões de origem após um período fora.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Os indicadores demográficos apresentam o número de habitantes dos municípios, bem como as principais características da população, sendo informações de extrema importância para o conhecimento da comunidade e para subsidiar o planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas. Assim, são indicadores demográficos: I. Taxa de mortalidade infantil; II. Expectativa de vida; III. Produto Interno Bruto; IV. Índice de inflação.
Dos itens, pode-se afirmar que está(ão) CORRETO(S):
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
A demografia se dedica ao estudo das populações humanas. Para a caracterização de uma população e análise da sua evolução no tempo e no espaço, e a compreensão da sua composição, utiliza-se um conjunto de conceitos e indicadores, que são dados estatísticos coletados periodicamente.
Esse estudo abrange a formação e evolução dos grupos populacionais em seus mais variados aspectos, como o seu tamanho, distribuição espacial, composição e evolução, analisados dentro de um intervalo de tempo. Movimentos populacionais reconfiguram espaços, impactam políticas públicas e o crescimento vegetativo.
Sobre seus conceitos e definições, é correto afirmar que:
Assinale a alternativa que indica corretamente esse conceito.
Caracterizado como um país de população jovem, o Brasil apresentou até 1970 uma estrutura etária praticamente constante, mantendo estáveis os maiores percentuais da população de jovens (até 14 anos) e adultos (de 15 a 64), e os menores percentuais da população de idosos (maiores de 65 anos). A partir de então, e fruto da queda de fecundidade iniciada em meados da década de 1960, o grupo de jovens passou a cair e a representar cada vez menos no cômputo geral da população, abrindo, assim, espaço para o aumento da importância relativa dos idosos: fenômeno já observado em 1998 nos países mais ricos, no Brasil os idosos superarão os jovens só por volta de 2040.
(BERQUÓ, Elza. Evolução demográfica.
In: SACHS, I. et al (Org.). Brasil: um século de transformações.
São Paulo: Cia das Letras, 2001. Adaptado)
O fenômeno descrito por Elza Berquó tem implicações profundas nas dinâmicas demográficas das sociedades. Afirma-se, em relação ao fenômeno e suas consequências, que
Fonte: MOREIRA, V. M. L. Reinventando a autonomia: liberdade, propriedade, autogoverno e novas identidades indígenas na capitania do Espírito Santo, 1535-1822. São Paulo: Humanitas, 2019. p. 26.
O trecho considera as explicações predominantes sobre as relações entre nações indígenas e as populações portuguesas, enfatizando a diminuição demográfica dos indígenas desde o século XVI até o início do XIX.
Sobre as formas de convivência entre os portugueses e os diferentes grupos indígenas, considere as afirmativas a seguir.
I → A interpretação que enfatiza a destruição dos grupos indígenas e seu desaparecimento da sociedade portuguesa que se encontrava na América e, mais tarde, da brasileira justifica o silencionamento sistemático da atuação histórica dos grupos indígenas.
II → A despeito da proibição legal da escravidão de indígenas no ano de 1570, essa forma de trabalho continuou a ser utilizada até o século XIX, mediante a justificativa da guerra justa, que autorizava a escravização de grupos rotulados como hostis aos portugueses.
III → A palavra indígena homogeneíza as diferentes populações e seus traços culturais distintos, o que dificulta reconhecermos a existência histórica e a continuidade de grupos específicos.
IV → Processos como a conversão ao catolicismo desfiguraram culturalmente muitas das populações nativas e, por consequência, impedem que essas populações possam ser classificadas como indígenas.
Está(ão) correta(s)
Essa noite, eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
Com o dia em que a Terra parou
Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém
O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
[...]
No dia em que a Terra parou
E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
No dia em que a Terra parou
[...]
Fonte: SEIXAS, R. O dia em que a Terra parou. Composição de Raul Seixas e Cláudio Roberto. LP O dia em que a Terra parou, Warner Chappell, 1978, faixa 3.
Qual conceito geográfico pode ser corretamente abordado a partir da canção para explicar as mudanças no espaço geográfico decorrentes do sonho mencionado?
Sobre população, é CORRETO afirmar que, EXCETO:
“[...] na Curva da Jurema: ‘A elite não pode ter vista para os pobres
Frequentadores apontam elitização da praia, historicamente popular, para atender ao mercado imobiliário.
As mudanças ocorridas na praia da Curva da Jurema, em Vitória, têm ganhado repercussão nas redes sociais. [...] caminhar por lá sem notar as mudanças feitas é praticamente impossível. Os quiosques, outrora mais simples, deram lugar a outros, mais sofisticados, e, consequentemente, mais caros.
Agora já não se encontra com tanta facilidade grupos de banhistas que se divertem com a bola ou outros objetos trazidos de casa, mas é visível, em espaços grandes da faixa de areia, quadras de beach tennis e canoas Va’a, atividades pagas. Academia, café, lojas de roupa, tudo isso agora faz parte do cenário.
Em um quiosque, uma senhora, acompanhada de um rapaz, pede o cardápio, mas é informada de que não pode comer ali porque não é autorizado consumir no local portando uma caixa de isopor. E a dela, escrito ‘vende-se chup chup’, foi motivo para que, independentemente de pedir o cardápio como uma cliente qualquer, não pudesse usufruir dos serviços.
Com a roupagem de revitalização, reurbanização, melhoria, para muitos, essas mudanças podem parecer positivas, mas para outros, principalmente moradores das periferias que há anos veem na praia da Curva da Jurema uma atividade de lazer a custos baixos, trata-se de um processo de elitização e apropriação do espaço público.”
Fonte: Gentrificação na Curva da Jurema: ‘A elite não pode ter vista para os pobres’ - Século Diário.Acesso 19 Fev. 2025.
Esse projeto urbano realizado na cidade de Vitória (ES) transformou a dinâmica do local, promovendo diferentes experiências e consequências para os grupos que visitam e, principalmente, para os moradores dessa região, a exemplo do aumento do custo de vida e surgimento de inúmeros empreendimentos imobiliários mudando a paisagem na região.
Nesse sentido, o processo intrínseco aos grupos que viviam nesse espaço pode ser apontado, considerando as transformações ocorridas, como:
A partir desses dados, conclui-se que o Piauí é um estado