Questões de Concurso
Comentadas sobre motricidade orofacial em fonoaudiologia
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I. A fala desviada passou a ser vista como um sistema de regras consistentes e com certa coerência, diferindo do distúrbio de fala apenas como produto de um articulador mal posicionado.
II. As distorções ocorrem como ajustes ou compensações para uma fala mais inteligível.
III. O déficit está nos articuladores responsáveis pelos sons da fala ou nas demais funções orofaciais e as alterações são apenas da produção sem envolver a linguagem.
Está correto o que se afirma em
( ) As causas mais frequentes da respiração oral são as obstruções nasais e/ou faríngeas.
( ) As consequências da respiração oral podem ser flacidez de estruturas da face como lábios, que pode resultar em lábio superior hipodesenvolvido e inferior espesso e com eversão, dificultando o velamento labial.
( ) Os músculos bucinadores, temporais e o músculo mentual podem apresentar flacidez, enquanto os masseteres se apresentam em hiperfunção.
As afirmativas são, respectivamente,
Conforme discutido por Felício (2017), os distúrbios miofuncionais orais (DMO) afetam negativamente diversas funções
orofaciais como a respiração, mastigação, deglutição e fala. A avaliação e a intervenção nesses casos requerem uma análise
detalhada dos fatores etiológicos, como a presença de hábitos orais deletérios (por exemplo, sucção digital), alterações posturais da língua, e padrões respiratórios inadequados. Além disso, a reabilitação funcional demanda estratégias terapêuticas
complexas, que consideram as interações entre estruturas anatômicas e funções, bem como a necessidade de uma abordagem multidisciplinar. Diante de um caso clínico em que um paciente apresenta um quadro de respiração predominantemente
oral, associado a hábito de sucção digital persistente, maloclusão de Classe II e dificuldade na coordenação das funções mastigatória e deglutitória, qual deve ser a sequência de avaliação e intervenção mais adequada que o fonoaudiólogo deve adotar,
considerando a complexidade do quadro e as recomendações de Felício (2017)?
O sistema motor oral é composto por uma rede complexa de músculos e nervos que desempenham funções vitais para a fala,
mastigação e deglutição. Segundo estudos de Duffy (2013), a coordenação neuromuscular precisa entre as estruturas orais é
fundamental para a execução eficaz dessas funções. Qualquer disfunção nessa coordenação pode resultar em distúrbios oromotores, que variam em gravidade e impacto funcional. Em relação à fisiologia do sistema motor oral, é crucial entender como
diferentes estruturas musculares e neurológicas interagem para manter o funcionamento adequado. Ao considerar essa
complexidade, assinale a alternativa que reflete a interação entre a fisiologia do sistema motor oral e os distúrbios
associados.
A motricidade oral desempenha um papel crucial na execução de funções orais complexas, incluindo a mastigação, deglutição
e articulação da fala. De acordo com Collett (2010), a integridade funcional dos músculos orofaciais é essencial para a eficiência
desses processos, e disfunções podem resultar em comprometimentos significativos. É importante compreender como alterações na motricidade oral podem impactar múltiplas funções simultaneamente e exigir intervenções abrangentes. Com base
nessa perspectiva, assinale a alternativa que apresente o impacto das disfunções na motricidade oral e as implicações para o
tratamento.
Leia o caso clínico a seguir para responder a questão.
Paciente do sexo masculino, oito anos de idade, foi operado
aos três anos para reparação de fissura transforame
unilateral. Atualmente apresenta ausência de sequela
cirúrgica, está em fase final de correção ortodôntica,
com quadro de respiração oral funcional. Durante a
anamnese, a mãe relatou que o paciente utiliza líquido nas
refeições para facilitar a função mastigatória. Quanto à fala, o
menino apresenta substituição de /t/ → /p/, /d/ → /b/, /s/ → /f/ e
/z/ → /v/ e hipernasalidade de grau moderado, com escape
aéreo nasal de dois centímetros no espelho de Glatzel
durante as emissões.
Leia o caso clínico a seguir para responder a questão.
Paciente do sexo masculino, oito anos de idade, foi operado
aos três anos para reparação de fissura transforame
unilateral. Atualmente apresenta ausência de sequela
cirúrgica, está em fase final de correção ortodôntica,
com quadro de respiração oral funcional. Durante a
anamnese, a mãe relatou que o paciente utiliza líquido nas
refeições para facilitar a função mastigatória. Quanto à fala, o
menino apresenta substituição de /t/ → /p/, /d/ → /b/, /s/ → /f/ e
/z/ → /v/ e hipernasalidade de grau moderado, com escape
aéreo nasal de dois centímetros no espelho de Glatzel
durante as emissões.
Considere o caso a seguir.
Criança do sexo masculino, 12 anos de idade, foi encaminhado para avaliação fonoaudiológica por sua professora. Ele apresenta trocas de sons na fala (distorção de fricativas e posteriorização de plosivas) e dificuldades na escola, tanto no que se refere à socialização quanto às tarefas de leitura e escrita. Segundo a professora, o menino evita participar das atividades físicas e está constantemente com a boca aberta durante as aulas. A mãe da criança relata que ele tem pouco apetite e ronca à noite.
Assinale a alternativa que corresponde ao(s) exame(s) que não deve(m) ser incluído(s) na avaliação fonoaudiológica desse paciente.
Um paciente apresenta, na avaliação de paralisia facial, os seguintes sinais: fraqueza óbvia e assimetria facial desfigurante, nenhum movimento da fronte, fechamento ocular incompleto do lado atingido, assimetria bucal mesmo com muito esforço para manter simétrica.
LAZARINI, P.R. & Fouquet, M. L. Paralisia Facial – Avaliação, Tratamento e Reabilitação. São Paulo, Ed Lovise, 2006.
Qual é o grau na classificação de paralisia facial periférica apresentado por esse paciente?
Capacidade Pneumofonoarticulatória e Dislexia
Investigações recentes, como as de Bishop e Snowling
(2004), sugerem uma correlação entre distúrbios
fonológicos e dificuldades de leitura. Como a terapia
focada na capacidade pneumofonoarticulatória pode
auxiliar no tratamento da dislexia?
A (re)educação de indivíduos com distúrbios da linguagem requer uma abordagem multidisciplinar e a utilização de métodos, técnicas e recursos especializados. Avalie as afirmativas abaixo sobre os métodos, técnicas e recursos especiais para (re)educação e selecione a alternativa correta.
1. A abordagem multissensorial de OrtonGillingham, deve ser utilizada como única intervenção da dislexia, integra os modos visual, auditivo e tátil-cinestésico, promovendo a aprendizagem da leitura e escrita através da repetição sistemática e estruturada (Gillingham & Stillman, 1997).
2. O método PROMPT (Prompts for Restructuring Oral Muscular Phonetic Targets) utiliza estímulos táteis-quinestésicos para auxiliar na produção articulatória precisa, sendo eficaz em casos de apraxia de fala e outros distúrbios motores da fala (Hayden, 2004).
3. A utilização de tecnologias assistivas, como softwares de comunicação aumentativa e alternativa (CAA), facilita a comunicação de indivíduos com distúrbios severos da linguagem, oferecendo uma plataforma para a expressão funcional e participação social (Beukelman & Mirenda, 2013).
4. O Método Hanen, baseado na intervenção precoce centrada na família, capacita os pais a utilizarem estratégias específicas de interação para promover o desenvolvimento da linguagem em crianças com atraso de linguagem (Manolson, 1992).
5. A reeducação fonológica, fundamentada no Modelo de Produção Sucessiva de Fonemas (PSP), foca exclusivamente na correção dos erros articulatórios através de exercícios de repetição sem considerar os aspectos fonológicos subjacentes (Van Riper, 1978).
Alternativas:
Capacidade Pneumofonoarticulatória e Intervenção em Distúrbios da Fala
Ao considerar a importância da capacidade
pneumofonoarticulatória, como descrito por Boone e
McFarlane, na produção de fala clara e eficiente, que
técnicas podem ser empregadas por fonoaudiólogos
para melhorar essa capacidade em pacientes com
doenças neuromusculares?
Capacidade pneumofonoarticulatória e os distúrbios da fala
A capacidade pneumofonoarticulatória refere-se à coordenação entre respiração, produção vocal e articulação para a produção de fala. O que envolve essa capacidade?
A morfofisiologia dos órgãos da fala é essencial para a produção adequada dos sons da linguagem. Avalie as afirmativas abaixo sobre a morfofisiologia dos órgãos da fala e selecione a alternativa correta.
1. O sistema articulatório inclui estruturas como os lábios, língua, palato mole e duro, e os dentes, que modificam a corrente de ar proveniente dos pulmões para produzir sons específicos (Kent & Read, 2002).
2. A laringe, contendo as cordas vocais, é fundamental na fonação, onde a vibração das cordas vocais, modulada pela tensão e comprimento, gera o tom básico da voz (Titze, 1994).
3. O papel do diafragma é secundário na produção da fala, sendo sua função principal a de controlar a pressão subglótica necessária para a modulação do fluxo de ar durante a fonação (Ferrand, 2007).
4. As cavidades de ressonância, incluindo as cavidades oral, nasal e faríngea, são responsáveis por amplificar e modificar as frequências sonoras produzidas pelas cordas vocais, contribuindo para a qualidade vocal (Baken & Orlikoff, 2000).
5. As diferenças anatômicas e fisiológicas individuais nos órgãos da fala explicam a variabilidade nas características vocais, como timbre e intensidade, entre diferentes indivíduos (Boone et al., 2010).
Alternativas:
Nos casos de fissura labiopalatina, destaca-se a avaliação da função velofaríngea. A cinta velofaríngea, quando acionada, envolve elevação e posteriorização do véu palatino, medialização das paredes laterais e anteriorização da parede posterior da faringe, o que resulta na classificação dos padrões de fechamento velofaríngeo durante a produção da fala. Sobre esses padrões, assinale a alternativa correta.