Questões de Concurso
Comentadas sobre motricidade orofacial em fonoaudiologia
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Caso clínico: Desde cedo, os pais notaram que a criança não alcançava marcos de desenvolvimento da linguagem esperados. Aos 2 anos, ainda emitia poucas palavras e apresentava dificuldades para articular sons básicos. A criança frequentemente demonstrava frustração ao tentar se comunicar, diminuindo o que compreendia das palavras, mas tinha dificuldades em produzi-las. Na avaliação com o fonoaudiólogo, foi observado que o menino tinha vocabulário expressivamente limitado e que suas tentativas de fala envolviam omissões, distorções e substituições de fonemas. Ao tentar repetir palavras, os erros eram inconsistentes, o que é característico da apraxia de fala.
Nesse contexto, avalie as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O plano de intervenção incluiu terapia fonoaudiológica intensiva, com foco na prática de fonemas isolados e na combinação de sílabas em palavras. Usou-se uma abordagem baseada na reprodução e sem feedback sensorial para melhorar a consistência e o controle motor da fala. Sessões frequentes foram recomendadas para maximizar a plasticidade neural e o aprendizado motor.
PORQUE
II. Os testes aplicados incluíram o Demonstration Checklist for CAS (checklist de demonstração para apraxia de fala na infância), o qual demonstrou dificuldades em habilidades motoras sequenciais, ritmo da fala e articulações precisas dos sons. A análise mostrou inconsistências nos erros articulatórios, sobretudo em palavras com sílabas mais complexas, além de uma prosódia atípica (melodia da fala). Essa inconsistência e dificuldade em pronunciar sílabas indicam planejamento motor deficiente.
A respeito dessas assertivas, assinale a alternativa CORRETA.
Caso clínico: A Sra. Maria Silva, 78 anos, tem hipertensão controlada, diabetes tipo 2, artrite reumatoide, relata: “Estou com dificuldade para engolir, sinto que a comida fica presa na garganta.” Nos últimos seis meses, começou a sentir dificuldades para engolir alimentos sólidos, especialmente carnes e pães. Segundo ela, a comida frequentemente “parece entalar’, e tem que tomar vários goles de água para ajudar a descer. Nas últimas semanas, notou que a dificuldade também se estende a alimentos mais pastosos e, ocasionalmente, até líquidos. Sra. Maria Silva menciona, ainda, que está perdendo peso, pois reduziu a quantidade de comida para evitar o desconforto ao engolir, a voz fica mais rouca após as refeições e que, em alguns momentos, engasga-se com líquidos. Não apresenta dor significativa, mas descreve uma sensação de “peso” na garganta. Não há relatos de tosse ou febre.
Exame físico: peso: 60 kg (perda de 5 kg nos últimos três meses); pressão arterial: 130/80 mmHg; frequência cardíaca: 72 bpm; orofaringe sem sinais de inflamação ou infecção visíveis; ausculta pulmonar normal; sem linfonodos cervicais palpáveis.
Exames complementares:
- Endoscopia digestiva alta: sem sinais de obstrução mecânica ou tumores.
- Videofluoroscopia da deglutição: evidência de lentificação na fase oral da deglutição, com resíduo alimentar na região faríngea e ocasional penetração de líquidos na laringe, sem aspiração.
- Avaliação fonoaudiológica: Identificação de dificuldades no controle motor fino da língua e lábios, além de redução da força e da coordenação na musculatura da deglutição.
Diante do caso clínico relatado, é possível afirmar que essa paciente apresenta
Caso clínico: Foi solicitado o comparecimento de um fonoaudiólogo no pronto-socorro para avaliar uma paciente de 66 anos, com características de um acidente vascular cerebral (AVC). Ela apresentava leve dificuldade na alimentação, a fala um pouco “arrastada” e mímica facial com diferença perceptível, porém não desfigurante, sincinesia visível, mas não severa, contratura/espasmo hemifacial, em repouso simetria/tônus normais, a testa com movimento leve a moderado, fechamento dos olhos forçado, discreta fraqueza nos lábios ao esforço.
Marque a alternativa que melhor expressa o diagnóstico fonoaudiológico, em relação à mímica facial dessa paciente.
I- Após o oitavo mês de vida a função reflexa é substituída pela movimentação oral voluntária para alimentação e para a fala.
II- A alimentação torna-se mais efetiva com a estabilidade da cabeça, melhorando o controle da mandíbula que é influenciado pelo alinhamento do tronco, o qual depende da estabilidade da região pélvica.
III- Os problemas respiratórios interferem no desenvolvimento do Sistema Motor Oral (SMO). A respiração oral sempre causou muitas sequelas aos indivíduos em todas as fases de sua vida.
IV- A mastigação ineficiente, deglutição alterada, alteração de fala, articulação trancada ou excesso de saliva são dificuldades que podem causar má digestão e até mesmo engasgos.
V- A terapia das alterações do (SMO) transcorre na conscientização do problema, no aumento da propriocepção Sistema Motor Oral e na adequação dos tônus.
É CORRETO o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A compreensão da neuroanatomia é essencial para o diagnóstico e tratamento dos distúrbios da comunicação, uma vez que as funções de fala, linguagem, deglutição e audição estão intimamente ligadas ao sistema nervoso. Estruturas cerebrais como o cerebelo, responsável pela coordenação motora fina, o sistema límbico, envolvido na regulação emocional, e os núcleos da base, que desempenham papel na coordenação de movimentos voluntários, são fundamentais para o controle e modulação da fala. A área de Broca e a área de Wernicke, localizadas no cérebro, são responsáveis, respectivamente, pela produção e compreensão da linguagem. Distúrbios neurológicos que afetam essas estruturas podem resultar em condições como a afasia, disartria, apraxia e disfonia, que comprometem a comunicação eficaz. Na fonoaudiologia, o entendimento detalhado de como as vias neurais controlam a musculatura envolvida na fala, audição e deglutição permite que o profissional desenvolva abordagens terapêuticas eficazes para restaurar ou melhorar essas funções. A reabilitação fonoaudiológica muitas vezes envolve o trabalho conjunto com neurologistas e outros especialistas para tratar pacientes que sofreram danos neurológicos decorrentes de doenças como acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral, esclerose múltipla, entre outras.
Resumo de neuroanatomia - Sanarmed
Considerando o contexto apresentado, julgue o item a seguir:
Lesões nos núcleos da base podem resultar em distúrbios da fala, como a disartria, devido à sua função na modulação dos movimentos motores.
(Golding-Kushner, 2001; Peterson-Falzone, 2006; Kummer, 2008. In Marchesan, Silva, Tomé, 2016).
Quando a fala é adquirida na presença de fissura labiopalatina não operada,
(Tessitore e Cattoni, 2009. In: Marchesan, Silva e Tomé, 2016).
Identifique o item que relaciona o fator etiológico das alterações da deglutição ao respectivo tipo de deglutição e se é válido iniciar o tratamento antes da correção da alteração.
Coluna I
1 oral preparatória
2 oral propriamente dita
3 faríngea 4 esofágica
Coluna II
( ) consciente e voluntária, inicia-se com a apreensão do alimento, que será misturado com a saliva e transformado em bolo alimentar para ser deglutido.
( ) inconsciente e involuntária, consiste na transferência do bolo alimentar do esôfago ao estômago por meio de movimentos peristálticos.
( ) consciente e voluntária, inicia-se com posicionamento do bolo alimentar sobre a língua, sendo finalizada com sua ejeção para a faringe.
( ) consciente e involuntária, dura em média 1 segundo; bolo alimentar desencadeia o fechamento da nasofaringe pelo palato mole, para evitar a passagem do bolo alimentar para a cavidade nasal.
A sequência correta, de cima para baixo, é
I O mecanismo velofaríngeo é uma das várias válvulas que interagem no trato vocal durante a produção da fala e de outras funções orais.
II Com relação às atividades de fala, tanto o fechamento quanto a abertura do mecanismo velofaríngeo são importantes; enquanto o fechamento é essencial para a produção dos sons orais da fala, a abertura é fundamental para a produção dos sons nasais.
III Após a correção cirúrgica da fissura palatina, não haverá necessidade de intervenção fonoterápica para adequação da ressonância da fala.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente:
I a prega vocal é composta de mucosa e músculo.
II a mucosa divide-se em epitélio e lâmina própria.
III a lâmina própria subdivide-se em camadas superficial, intermediária e profunda.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente,
I músculo par que compõe o corpo das pregas vocais.
II aduz, abaixa, encurta e espessa a prega vocal, deixando a borda livre arredondada.
III possui três feixes: o interno, o externo e o superior.
IV o feixe externo apresenta participação ativa na produção da fonação, enquanto que o feixe interno é mais envolvido na adução das pregas vocais.
Dos itens acima, estão corretas apenas