Questões de Concurso
Comentadas sobre linguagem e fala em fonoaudiologia
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I. Um modelo muito utilizado na literatura para a descrição do sistema fonológico da criança é o dos processos fonológicos, que diz respeito à simplificação das regras fonológicas que envolvem sequências de sons na pronúncia das palavras.
II. A maioria dos processos fonológicos faz parte do desenvolvimento atípico da fala, sendo eliminados ao longo dos anos escolares.
III. No distúrbio fonológico, a dificuldade está na representação mental da regra fonológica. Isso quer dizer que o indivíduo tem dificuldades em fazer uso das regras da fonologia de sua língua.
Está correto o que se afirma em
1. [ta´pEw] fichapéu. 2. [´Kawo] fi carro. 3. [borbo´eta] fiborboleta. 4. [sa’dres] fixadrez. 5. [si’lipi] fiFelipe. Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta de cada uma das ocorrências.
Considerando a fala como um modo de ordenação simbólica, por se tratar de um sistema de comunicação (como a língua portuguesa, por exemplo), pode-se compará-la à pintura, à música, à dança. A fala é exemplo de linguagem verbal e as demais, de linguagem não-verbal. Assinale a opção que melhor descreve o processo de comunicação por meio de uma forma simbólica.
No que se refere à deglutição atípica, julgue o item a seguir.
A deglutição atípica pode acarretar imprecisão
articulatória em virtude da hipotonia de língua, gerando
uma distorção na fala.
Quanto às manifestações do distúrbio articulatório na criança, julgue o item que segue.
Quando a criança apresenta pequenas trocas que lhe causam
grande incômodo, a mesma deve ser encaminhada ao
fonoaudiólogo.
Quanto às manifestações do distúrbio articulatório na criança, julgue o item que segue.
Quando a fala apresenta-se ininteligível devido a trocas,
omissões, substituições ou distorções, deve-se procurar um
especialista.
De acordo com a idade é esperado que a criança seja capaz de realizar certos fonemas: com 18 meses, /b/e/m/; com 2 anos, arquifonemas e grupos consonantais. Tendo atraso nesse período, deve-se procurar um especialista.
Segundo Schrager (1985), pode-se encontrar características típicas em um indivíduo com perda auditiva neurossensorial bilateral congênita de 50 dB a 60 dB na melhor orelha. Acerca desse tipo de perda auditiva, julgue o item a seguir.
Com a adaptação de próteses auditivas e a terapia para
habilitação ou reabilitação, as alterações de fala e de
linguagem podem ser compensadas.
Existem muitas variações individuais, mas, de maneira geral, de acordo com o grau da perda, pode-se observar manifestações características em uma criança com perda auditiva bilateral. Segundo Skinner (1989), o aprendizado de linguagem de uma criança com perda auditiva leve está sujeito a uma série de propensões, que incluem o(a)
mascaramento do ruído ambiental: a criança normal precisa
de uma relação sinal/ruído de 30 dB, ou seja, a fala deve
estar 30 dB acima do ruído, para que seja possível sua
compreensão. Uma alteração na acuidade auditiva, mesmo
de grau leve, dificulta muito a percepção da fala em
ambiente ruidoso.
Existem muitas variações individuais, mas, de maneira geral, de acordo com o grau da perda, pode-se observar manifestações características em uma criança com perda auditiva bilateral. Segundo Skinner (1989), o aprendizado de linguagem de uma criança com perda auditiva leve está sujeito a uma série de propensões, que incluem o(a)
confusão em segmentação e prosódia: a criança deixa de
perceber elementos lingüísticos como plurais, marcadores
verbais e entonação, que constituem fatores essenciais para
uma interpretação eficiente da fala.
incapacidade de perceber os sons da fala: se estes não são percebidos claramente, em função de um déficit auditivo, o aprendizado da fala pode ser prejudicado.