Questões de Concurso Sobre fisioterapia
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(MARTINEZ; PADUA & TERRA FILHO, 2004.)
No manuseio de pacientes com dispneia, frequentemente são empregados termos descritivos de condições específicas; analise-os.
I. Platipneia: sensação de dispneia que surge ou piora em uma posição lateral e desaparece ou melhora com o decúbito lateral oposto. É uma queixa não específica, que pode surgir em qualquer doença, comprometendo mais intensamente um pulmão. São exemplos dessa condição: ocorrência de derrame pleural unilateral ou paralisia diafragmática unilateral.
II. Ortopneia: denominação dada ao surgimento ou agravamento da sensação de dispneia com a adoção da posição horizontal. O sintoma tende a ser aliviado, parcial ou totalmente, com a elevação da porção superior do tórax pelo uso de um número maior de travesseiros, ou pela elevação da cabeceira da cama. Classicamente, surge em pacientes portadores de insuficiência cardíaca esquerda, sendo associada com o estabelecimento de congestão pulmonar. Embora mais frequente em cardíacos, a ortopneia também pode ser observada em pacientes com asma ou DPOC. É uma queixa característica de indivíduos portadores de fraqueza da musculatura diafragmática como, por exemplo, pacientes com doenças neuromusculares, pela elevação das vísceras abdominais, que acabam por se opor às incursões inspiratórias diafragmáticas.
III. Treponema: nome dado à sensação de dispneia, que surge, ou se agrava, com a adoção da posição ortostática, particularmente em pé. Classicamente, esse fenômeno ocorre em pacientes com quadros de pericardite, ou na presença de shunts direito-esquerdos.
IV. Dispneia paroxística noturna: nome dado à situação na qual o paciente tem seu sono interrompido por uma dramática sensação de falta de ar, levando-o a se sentar no leito, ou mesmo a se levantar e procurar uma área da casa mais ventilada, visando obter alívio da súbita sensação de sufocação. Pode estar presente, ainda, sudorese profusa. É uma condição comum em pacientes portadores de insuficiência cardíaca esquerda.
Está correto o que se afirma em
I. Tratar ou prevenir comprometimentos.
II. Melhorar, restaurar ou potencializar a função física.
III. Prevenir ou reduzir fatores de risco ligados à saúde.
IV. Otimizar o estado de saúde geral, seu preparo físico ou sensação de bem-estar.
Está correto o que se afirma em
I. Fatores biológicos: idade, sexo, raça; relação peso/altura; anormalidades ou distúrbios congênitos; história familiar de doença (predisposição genética).
II. Características ambientais físicas: situação econômica inferior; baixo nível educacional; acesso inadequado aos serviços de saúde; suporte familiar ou social limitado.
III. Fatores socioeconômicos: barreiras arquitetônicas em casa, na comunidade e local de trabalho; características ergonômicas do ambiente de casa, trabalho ou escola.
IV. Fatores comportamentais, psicológicos e de estilo de vida: vida sedentária; uso de cigarro, álcool, outras drogas; má nutrição; baixo nível de motivação; inadequação para lidar com adversidades; dificuldade para lidar com mudanças; sentimentos negativos.
Está correto o que se afirma em
(BROTT et al., 1989.)
Sobre as instruções a serem dadas pelo examinador e a avaliação das respostas obtidas, com o uso da escala, analise as afirmativas a seguir.
I. Nível de consciência: deve escolher uma resposta mesmo se uma avaliação completa é prejudicada por obstáculos como um tubo orotraqueal, barreiras de linguagem, trauma ou curativo orotraqueal. Um 3 é dado apenas se o paciente não faz nenhum movimento (outro além de postura reflexa) em resposta à estimulação dolorosa.
II. Perguntas de nível de consciência: o paciente é questionado sobre o mês e sua idade. A resposta deve ser correta – não há nota parcial por chegar perto. Pacientes com afasia ou esturpor que não compreendem as perguntas irão receber 2. Pacientes incapacitados de falar devido à intubação orotraqueal, trauma orotraqueal, disartria grave de qualquer causa, barreiras de linguagem, ou qualquer outro problema não secundário à afasia receberão um 1. É importante que somente a resposta inicial seja considerada e que o examinador não “ajude” o paciente com dicas verbais ou não verbais.
III. Comandos de nível de consciência: o paciente é solicitado a abrir e fechar os olhos e então abrir e fechar a mão não parética. Substituir por outro comando de um único passo se as mãos não podem ser utilizadas. É dado crédito se uma tentativa inequívoca é feita, mas não completada devido à fraqueza. Se o paciente não responder ao comando, a tarefa deve ser demonstrada a ele (pantomima) e o resultado registrado (i.e., segue um, nenhum, ou ambos os comandos). Aos pacientes com trauma, amputação ou outro impedimento físico, devem ser dados comandos únicos compatíveis. Somente a primeira tentativa é registrada.
IV. Melhor olhar conjugado: somente os movimentos oculares horizontais são testados. Movimentos oculares voluntários ou reflexos (óculo-cefálico) recebem nota, mas a prova calórica não é usada. Se o paciente tem um desvio conjugado do olhar, que pode ser sobreposto por atividade voluntária ou reflexa, o escore será 1. Se o paciente tem uma paresia de nervo periférica isolada (NC III, IV ou VI), deve-se marcar 1. O olhar é testado em todos os pacientes afásicos. Os pacientes com trauma ocular, curativos, cegueira preexistente, ou outro distúrbio de acuidade, ou campo visual, devem ser testados com movimentos reflexos e a escolha feita pelo investigador. Estabelecer contato visual e, então, mover-se perto do paciente de um lado para outro pode esclarecer a presença de paralisia do olhar.
Está correto o que se afirma em
Analise a curva a seguir e aponte a correta.

- Posição do paciente: De pé de costas para o examinador.
- Descrição do teste: O terapeuta instrui ao paciente que realize uma adução e rotação interna do membro superior a ser avaliado e pede ao paciente que coloque o dorso da mão na altura da região lombar. Após o terapeuta pede para que o paciente afaste o dorso da mão da lombar. Caso o paciente não consiga levar o braço até a posição ou não consiga afastá-lo da região lombar indica inflamação ou até mesmo ruptura do tendão do músculo subescapular.
- Sinais e sintomas: O paciente apresentará dificuldade para rodar internamente o braço e não conseguirá afastar o dorso da mão da região lombar caso esteja com inflamação ou ruptura do músculo subescapular.
Marque a alternativa que representa o nome dado a esse teste:
- Posição do paciente: deitado em decúbito dorsal e com flexão máxima de ambos os joelhos trazendo-os até o peito.
- Descrição do teste: o terapeuta instrui ao paciente que solte uma perna em extensão enquanto segura firmemente uma das pernas junto ao peito. O terapeuta deverá verificar a contratura em flexão apresentada pelo paciente utilizando-se de um goniômetro. O terapeuta posiciona o fulcro do goniômetro no trocanter maior do fêmur e uma das hastes ficará fixa em paralelo com a maca e a outra haste do goniômetro apontada para a face mediana da coxa.
- Sinais e sintomas: O paciente que possuir um encurtamento da musculatura flexora do quadril (reto femoral e íliopsoas), não conseguirá estender completamente a coxa sobre a maca, permanecendo em leve grau de flexão do joelho.
Marque a alternativa que representa o nome dado ao teste descrito: