Questões de Concurso
Sobre ortopedia e traumatologia na fisioterapia em fisioterapia
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I. As entorses laterais de tornozelo fazem parte das três lesões musculoesqueléticas mais comuns, com maior recorrência em todo o membro inferior, sendo que diversos fatores intrínsecos e extrínsecos estão associados à ocorrência de entorse, como limitação da ADM de dorsiflexão, diminuição da propriocepção, deficiências posturais e de equilíbrios previamente à lesão, força muscular diminuída, coordenação, resistência cardiorrespiratória e diminuição do tempo de resposta dos músculos fibulares.
II. Na avaliação clínica do paciente com suspeita de entorse, deve ser realizada a coleta de dados da anamnese, com a identificação, inclusive, de fatores de risco, como o histórico de outras entorses, instabilidade, atividade específica ou esportiva durante ou após o momento da lesão, superfície em questão, calçados utilizados e uso de suportes rígidos ou elásticos. Não se faz necessária a observação da presença de equimose, hematoma, dor à palpação distal da fíbula, queixas funcionais, presença de edema local ou difuso e parestesia.
III. Na fase aguda, logo após a ocorrência da lesão de entorse, é de senso comum e de uso corriqueiro pelos clínicos a abordagem seguindo os princípios dos protocolos PRICE e RICE, que consistem em proteção, descanso, crioterapia, compressão e elevação. Durante ambas as fases (subaguda e crônica) após a entorse de tornozelo, o processo de fibroplasia aumenta a rigidez do tecido conectivo, limitando a ADM, a cronicidade dessa condição leva a um desalinhamento articular, com um deslizamento posterior do tálus diminuído, componente artrocinemático essencial para o funcionamento adequado da articulação do tornozelo limitando, assim, a ADM de dorsiflexão.
IV. O uso de técnicas de mobilização manual na reabilitação da entorse de tornozelo aguda não tem efeitos benéficos a curto prazo na melhora e na restauração da ADM de tornozelo na dorsiflexão, além de aumentar a intensidade da dor. A liberação miofascial, por sua vez, é uma técnica utilizada para o aumento da ADM de tornozelo, a qual otimiza o comprimento do tecido mole, aumentando a dor e piorando a função.
V. O tratamento terapêutico a ser direcionado às entorses de tornozelo consiste, principalmente, em exercícios neuromusculares e de equilíbrio, sendo que o treino proprioceptivo estimula os sinais aferentes e o feedback sensorial para os proprioceptores do tornozelo até o sistema nervoso central, aprimorando a função sensório-motora e a manutenção do senso de orientação durante as atividades.
“É uma condição auto-limitante que envolve o quadril, iniciada pela necrose avascular da cabeça do fêmur. A causa precisa da necrose avascular que rompe o fluxo sanguíneo para a epífise da cabeça do fêmur é desconhecida. A doença ocorre normalmente entre 3 e 13 anos de idade, com os meninos sendo afetados com uma frequência 3 a 5 vezes maior do que as meninas. Progride ao longo de quatro estágios claramente definidos: inicial, fragmentação, reossificação e curado. E, do ponto de vista clínico, as crianças com essa doença apresentam um caroço e dor referida na virilha, coxa ou joelho. Se a condição não for detectada, pode haver desenvolvimento de limitações da amplitude de movimento do quadril com restrições na rotação medial e abdução do quadril, é possível que haja contratura em flexão do quadril, e uma marcha do tipo Trendelenburg é observada com frequência.”
1. Fratura incompleta em que uma das corticais do osso fica lascada e a outra permanece conectada, porém deformada, mais comum em crianças.
2. Decorrente de uma grande força de tração gerada por um tendão ou ligamento em uma determinada porção óssea.
3. Quando ocorre fratura em dois ossos longos, ficando a articulação sem sustentação, essas fraturas estão frequentemente ligadas a traumas de grande energia.
4. Com múltiplos fragmentos ósseos (dois ou mais) que ficam desorganizados no foco da fratura.
5. Em que um dos segmentos ósseos foi deslocado e há a perda da comunicação entre o periósteo dos dois lados.
A. Fratura flutuante.
B. Fratura cominutiva.
C. Fratura em galho-verde.
D. Fratura com deslocamento.
E. Fratura por avulsão.
Durante sua jornada de trabalho como carregador em uma empresa de logística, um homem, de 30 anos, relata ter sentido um falseio acompanhado de um estalido do seu joelho quando estava pegando um pacote dentro do carro para entregar a um cliente; ele relata ter rodado o corpo sobre o joelho nesse momento. Chegou a cair no chão e teve dor intensa e edema em seu joelho. Considerando o movimento descrito pelo homem, o fisioterapeuta possui como hipótese ter ocorrido a lesão do LCA.
Qual teste diagnóstico pode ser usado para confirmar a hipótese?
Em uma empresa de contabilidade, um dos trabalhadores reclama muito de dor na região cervical, com irradiação para membro superior. Na avaliação durante a consulta, o fisioterapeuta resolve testar a hipótese de que o indivíduo tenha radiculopatia cervical.
Qual dos testes inclui essa hipótese?
I - As órteses estabilizadoras de punho podem ser indicadas para reduzir dor e inflamação, limitar movimentos, proteger contra lesão articular, melhorar a função da mão, e prevenir ou corrigir contraturas e desvios radial ou ulnar.
II-A órtese para repouso, ou órtese de posicionamento funcional, deve manter punho, mão e dedos em posição fisiológica, ou seja, 45° de extensão de punho, 30° na articulação metacarpofalangeana e 15° nas articulações interfalangianas.
III - Para pacientes neurológicos hipertônicos, portadores de sequelas por acidente vascular cerebral ou trauma raquimedular, traumatismo cranioencefálico, é recomendado o uso de órteses estáticas de posicionamento para manter a mão em posição de repouso visando o relaxamento muscular.
IV - Para casos de traumas e fraturas, o posicionamento deve ser realizado com 20° tensão de punho, 60° de flexão da articulação metacarpofalangiana e discreta flexão das articulações interfalangianas, com o objetivo de equilibrar a tensão entre os flexores e os extensores longos dos dedos
V - Nas órteses para punho e polegar, o polegar deve estar posicionado de modo a permitir fácil oponência e a articulação interfalangiana distal não precisa ser envolvida pela órtese.
Das assertivas acima qual está INCORRETA?
Dentre os ligamentos citados abaixo qual deles limita a extensão da coluna?
I - As retrações musculares dos músculos dos MMII que interferem na coluna lombar podem ser investigadas pelos testes de Ober e de Thomas, e pelo ângulo poplíteo.
II - A palpação muscular permite identificar a presença de pontos-gatilhos por meio da reprodução dos sintomas; a presença desses pontos é comum nos músculos glúteos e piriforme.
III - O teste de força muscular manual permite identificar a força máxima que o paciente consegue realizar e, assim, propor intervenções específicas de treinamento.
IV - Os testes de palpação levam a uma melhor compreensão sobre a função muscular do paciente, o que permite melhores propostas terapêuticas.
Considerando as afirmativas acima, assinale a alternativa que contém somente as CORRETAS.
Qual declaração é verdadeira em relação à espondilolistese degenerativa?
Qual dos seguintes músculos provavelmente foi afetado por essa lesão nervosa?
Baseado no caso clínico descrito acima, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
I - Essa paciente apresenta valores de T-Score da coluna lombar indicativo de osteoporose, e os valores referentes ao colo do fêmur indicam osteopenia.
II - Os aspectos físicos apresentados no caso clínico são característicos das alterações encontradas em pacientes com osteoporose, como: dores torácicas, espasmos musculares paravertebrais e instabilidade postural causada pela postura anteriorizada.
III - Entre os fatores de risco do caso clínico para osteoporose podemos citar sexo feminino, sedentarismo, tabagismo, uso de corticoide e idade avançada.
Sobre a biomecânica do ombro, assinale a alternativa INCORRETА:
I) movimento grande no meio do arco em ritmo lento sem resistência, que, além de ativar as comportas medulares, estimula o retorno venoso e linfático, causando clearance articular;
II) é caracterizado por micromovimentos no começo do arco de movimento em ritmo lento, livre da resistência de tecidos, tendo como efeito fisiológico a entrada de informações neurológicas através de mecanorreceptores, ativando as comportas medulares;
III) micromovimentos no final do arco que promovem estresses teciduais capazes de movimentar discretamente tecidos fibróticos;
IV) movimento por todo arco com oscilação mais rápida, com resistência dada pelos tecidos periarticulares, acrescido de estresses nos tecidos encurtados por aderências.
A sequência que indica os graus corretos do método Maitland é