Questões de Concurso
Sobre fisioterapia neurológica em fisioterapia
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I. A espasticidade caracteriza-se pelo aumento do tônus dependente da velocidade do alongamento, decorrente de lesão do neurônio motor superior.
II. A Escala de Ashworth Modificada destina-se à mensuração da força muscular do paciente hemiparético, graduada de zero a cinco.
III. O conceito neuroevolutivo Bobath propõe a facilitação de padrões normais de movimento e a inibição de padrões patológicos.
Está CORRETO o que se afirma em:
(__)A espasticidade é caracterizada pela diminuição do tônus muscular após a lesão do neurônio motor superior.
(__)O conceito de neuroplasticidade fundamenta a recuperação funcional após a lesão do sistema nervoso.
(__)A hemiplegia decorrente do acidente vascular cerebral acomete o lado corporal ipsilateral à lesão encefálica.
(__)O treino orientado à tarefa favorece a reaquisição de habilidades funcionais na reabilitação neurológica.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
( ) Mudanças físicas: pode ocorrer perda de peso, redução de massa muscular, escaras de decúbito, infecções, pneumonia.
( ) Memória episódica: é a memória que as pessoas têm de episódios da sua vida, passando do mais mundano ao mais pessoalmente significativo.
( ) Memória de procedimento: esta categoria abrange a memória do significado das palavras, como, por exemplo, uma flor ou um cão.
( ) Memória semântica: esta é a memória de como conduzir os nossos atos, quer física como mentalmente, por exemplo, como usar uma faca e um garfo, ou jogar xadrez.
( ) Agnosia: é o termo usado para descrever a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados, apesar do fato de a força muscular, a sensibilidade e a coordenação estarem intactas.
( ) Afasia: é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou a perda de capacidade para falar ou compreender a linguagem falada, escrita ou gestual, em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso.
( ) Apraxia: é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos, e para que servem.
( ) Mudança de personalidade: uma pessoa que tenha sido sempre calma, educada e afável pode comportar-se de uma forma agressiva e doentia. São comuns as mudanças bruscas e frequentes de humor.
I. Na reabilitação pós-hospitalização, a fisioterapia avalia mobilidade, função respiratória, integridade da pele, sistema sensório-motor, amplitude de movimento, tônus e força muscular. O objetivo é estimular a reabilitação e prevenir complicações futuras, utilizando ferramentas e escalas de avaliação para documentar a evolução a curto, médio e longo prazo.
II. A fisioterapia pós-lesão medular, ao abranger domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF), visa melhorar a participação e qualidade de vida, modificando deficiências para promover a independência. Com os avanços na medicina, reabilitação e tecnologia, indivíduos com lesão medular vivem mais e com maior independência. O foco da reabilitação mudou para qualidade de vida e participação comunitária, tornando essencial avaliar e implementar intervenções que melhorem essa participação.
III. No planejamento da reabilitação, é crucial estabelecer metas funcionais viáveis de curto e longo prazo. Elas são individuais, baseadas na avaliação fisioterapêutica, e respeitam as necessidades e o nível/extensão da lesão medular.
IV. O foco da reabilitação é maximizar a independência funcional. Contudo, se a lesão impedir essa independência, pode ser preciso um cuidador. A avaliação fisioterapêutica, ao identificar dificuldades e potenciais, direciona as metas de tratamento, incluindo, se necessário, cuidadores e familiares. O fisioterapeuta pode ter em mente algumas metas funcionais esperadas em indivíduos com lesão medular completa, de acordo com o nível neurológico preservado. É crucial a avaliação individual de cada paciente para definir novas metas e observar a evolução clínica.
V. A fisioterapia para lesão medular visa fortalecer regiões preservadas, estimular trocas posturais e transferências, otimizar controle de tronco, promover independência em cadeira de rodas e ortostatismo terapêutico. A recuperação funcional e neuroplasticidade estão ligadas a estímulos sensoriais e exercícios repetitivos; otimizar mobilidade, independência e qualidade de vida ainda é um desafio, daí a importância de diferentes intervenções.