Questões de Concurso
Sobre pensamentos políticos - karl marx em filosofia
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Os filósofos podem lançar mão de diversos elementos estruturantes para dar ordenamento aos seus argumentos. Ao longo da história, um desses elementos estruturantes foi a própria lógica. No caso da lógica, há a possibilidade de se adotar a lógica formal como princípio ordenador da argumentação, mas há também a possibilidade de se adotar uma lógica dialética. Quanto à lógica formal, à lógica dialética e a algumas diferenças entre elas, julgue o seguinte item.
O uso da lógica formal clássica no contexto de uma
argumentação torna inconsistente o uso da lógica
dialética na mesma argumentação.
Para a indagação: por que os sujeitos sociais não percebem o vínculo entre o poder econômico e o poder político? Marx observa que os trabalhadores se veem como indivíduos isolados (cada qual com sua família, seus parentes e amigos) que conhecem seu próprio trabalho, mas ignoram os trabalhos das outras categorias de trabalhadores, isto é, não se percebem como formando uma classe social única. Por não se perceberem como classe social, não se reconhecem como produtores da riqueza e das coisas.
Esse fenômeno Marx chama de:
Portanto, a moralidade, a religião, a metafísica, assim como todo o resto das ideologias e suas formas correspondentes de consciência, não conservam mais o semblante de independência. Elas não possuem uma história, um desenvolvimento; são os homens que, desenvolvendo suas produções materiais e seus intercâmbios materiais, alteram junto com tais processos sua existência real, seu pensamento e os produtos de seu pensamento.
(MARX, K. e ENGELS, F. A ideologia alemã. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p. 136)
A partir do trecho acima citado de Marx e Engels, pode-se afirmar que a ideologia é
I. A pesquisa social para os frankfurtianos deve ser especializada, restrita aos campos de saber específicos, visto que a pretensão de totalidade, mais do que contribuir, prejudica e embaça as análises da sociedade.
II. A teoria crítica da sociedade é a designação dada ao conjunto de elaborações desenvolvidas pela Escola de Frankfurt. O nome da teoria não é apenas um nome fantasia sem sentido, porém uma referência ao atributo que a distinguiria dos trabalhos da sociologia empírica americana.
III. Embora os frankfurtianos tenham recusado a ortodoxia marxista, trata-se de uma teoria crítica cujo esforço foi reatualizar a transformação operada por Karl Marx.
IV. De orientação nitidamente liberal, a Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social e seus estudos procuram questionar a crescente valorização das pesquisas de orientação marxista. Mais do que um experimento de pesquisa social, a Escola de Frankfurt é uma militância liberal.
Dentre as alternativas abaixo, em qual delas há afirmativas verdadeiras?
Apesar de criticar as perspectivas liberais contratualistas, Hegel explica, com a utilização da dialética do senhor e do escravo, o trajeto histórico da consciência-de-si que, percorrendo a dominação e o reconhecimento, corresponderia ao estado de natureza teorizado pelos contratualistas.
Para Marx, o Estado busca, apesar da sua ideologia, promover o bem comum, incentivando a superação das contradições da sociedade civil, embora ele deva ser destruído para a destituição do poder da burguesia.
Na perspectiva de Marx, a ideologia é o conjunto de falsas representações da realidade que ocultam as dinâmicas de expropriação e exploração e, também, o fenômeno da alienação dos indivíduos em função do trabalho.
Assim como Hegel, Marx considera que a consciência determina univocamente as relações do homem com a sociedade.
As superestruturas jurídicas e políticas determinam univocamente as relações de produção.