Questões de Concurso
Sobre os contratualistas (hobbes, locke e rousseau) em filosofia
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Marilena Chauí. Iniciação à Filosofia [Manual do Professor]. p. 504 (com adaptações).
Considerando-se as informações do texto precedente e aspectos a ele relacionados, é correto concluir que
Os pensadores Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau, (contratualistas clássicos ou jusnaturalistas), partem da ideia de direito natural e do contrato como forma de regulação das relações entre governantes e governados. Sobre o assunto, informe se é (V) verdadeiro ou (F) falso o que se afirma a seguir:
( ) Para Thomas Hobbes o homem vive em conflito permanente, onde a violência e a insegurança predominam.
( ) John Locke parte da ideia de contrato social como mediador da passagem do estado de natureza para o Estado Civil.
( ) Jean-Jacques Rousseau entende que para um governo garantir sua legitimidade, é necessário que responda os anseios do rei.
( ) Para John Locke a propriedade é um direito natural.
( ) Thomas Hobbes pretende dar uma justificativa sobrenatural para a existência do Estado (absolutista).
A sequência correta de cima para baixo é:
“Dos poderes humanos o maior deles é aquele que é composto pelos poderes de vários homens, unidos por consentimento de uma só pessoa, natural ou civil, que tem o uso de todos os seus poderes na dependência de sua vontade.” Leviatã, Thomas Hobbes (1588-1679)
Na filosofia política de Thomas Hobbes, percebe-se que:
( ) A condição em que todos os homens naturalmente se encontram é para Hobbes a da guerra de todos contra todos. ( ) Justiça e injustiça não são mais do que convenções estabelecidas pelos homens. ( ) A política tem fundamento natural, logo, deriva dos ditames da natureza. ( ) A terceira lei da natureza prescreve que os homens busquem a paz.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
COLUNA II ( ) Em sua investigação, concluiu que o ser humano, embora vivendo em sociedade, não possui o instinto natural da sociabilidade. Cada indivíduo encara seu semelhante como um concorrente que precisa ser dominado; e onde não houve o domínio de um indivíduo sobre o outro, existirá sempre uma competição intensa. ( ) Valoriza os valores da vida natural e ataca a corrupção, a avareza e os vícios da sociedade civilizada. Exalta a liberdade e se contrapõe à falsidade e ao artificialismo da vida civilizada. Além de investigar a origem do poder político, investigou também a existência ou não de uma justificativa válida para os indivíduos, originalmente livres, terem submetido sua liberdade ao poder político do Estado, além de se preocupar com a legitimidade desse poder. ( ) O ser humano é por natureza um ser social, pois, para sobreviver, não pode ficar completamente isolado de seus semelhantes. A organização social adequada à natureza humana é a polis, presente entre as realidades que existem naturalmente, e o homem é por natureza um animal político. ( ) Ao refletir sobre a possibilidade de abuso de poder nas monarquias, propôs que se estabelecesse a divisão do poder político em três instâncias, com a intenção de que elas fossem harmônicas entre si. ( ) Na política, há uma distância entre o ideal e a realidade. Por isso, afastou-se da concepção idealizada de política e centrou sua reflexão na constatação de que o poder político tem como função regular as lutas e tensões entre os grupos sociais, os quais, em seu entendimento, eram basicamente dois: o grupo dos poderosos e o povo. Para esse filósofo, a política tem como objetivo a manutenção do poder do Estado. ( ) Sua concepção de política é aristocrática, por supor que a grande massa de pessoas é incapaz de dirigir a cidade e que apenas uma parcela da elite, os sábios, está apta a exercer o poder político. ( ) Ao refletir sobre a origem do poder político e sua necessidade de congregar os seres humanos, a falta de uma normatização geral leva à situação em que cada qual seria o seu próprio juiz, engendrando problemas nas relações entre os indivíduos. Por isso teve-se a necessidade de criação do Estado, para garantir a segurança dos indivíduos. Assinale a sequência correta.
Dadas as informações constantes no texto acima descrito, é correto afirmar que:
Coluna I
1. Realidade é um processo histórico. 2. Penso logo existo. 3. Proletários de todo mundo, uni-vos! 4. O homem nasce livre e por toda parte está acorrentado.
Coluna II
( ) Descartes ( ) Hegel ( ) Rousseau ( ) Marx
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Analise as afirmativas a seguir.
I. “Há, às vezes, diferença entre a vontade de todos e a vontade geral: esta só atende ao interesse comum, enquanto a outra olha o interesse privado, e não é senão uma soma das vontades particulares. Porém, tirando estas mesmas vontades, que se destroem entre si, resta como soma dessas diferenças a vontade geral.” (Rousseau, 1980:32.)
PORQUE
II. “Voltaire era um autor pró-clerical, e se dedicou a muitas causas pelo poder da Igreja e contra os abusos do fanatismo. Ele escreveu muito contra a superstição e o que era então chamado de entusiasmo, compreendido como a convicção de sentir-se imbuído de Deus ou de tarefas atribuídas por Ele. Apesar disso, Voltaire não era ateu. Por toda a sua vida e nos mais diversos escritos, ele afirmou a existência de Deus, que sempre lhe pareceu ser a crença mais razoável, e parte de sua produção filosófica pode ser compreendida a partir de questionamentos de caráter religioso.” (Disponível em: www.gazetadopovo.com.br.)
Assinale a alternativa correta.
I. Não pretendeu transformar o discurso do cristianismo em discurso racional: para ele, fé e razão constituem âmbitos diferentes. II. As leis, às quais os homens comumente referem as suas ações, são de três tipos diversos: as leis divinas; as leis civis; e, as leis da opinião pública ou reputação. III. O empirismo lockiano possui bases na tradição empirista inglesa e, por isso, se opõe às ideias cartesianas de tal modo a produzir antagonismo.
A respeito de John Locke está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
( ) Foi altamente influenciado pela filosofia aristotélica e pela escolástica. ( ) Tentou explicar toda a realidade com base em apenas dois elementos: o corpo e o movimento. ( ) Os pressupostos que constituem a base da construção da sociedade e do Estado de Hobbes são fundamentalmente dois. Em primeiro lugar admite que, embora todos os bens sejam relativos, há, porém, entre eles um bem primeiro e originário, que constitui a vida e a sua conservação. Em segundo lugar, ele nega que existam justiça e injustiça naturais, já que, não existem valores absolutos, sustentando que os valores são frutos de convenções estabelecidas por nós mesmos e que, portanto, são cognoscíveis de modo perfeito e a priori, juntamente com tudo que delas deriva. ( ) O egoísmo e o convencionalismo são os pontos cardeais da nova ciência política, que, segundo Hobbes, pode se desdobrar como sistema dedutivo perfeito, assim como o da geometria euclidiana.
A sequência está correta em
Quando a estes fatos novos é incorreto afirmar.