Questões de Concurso
Sobre ontologia e a natureza do ser em filosofia
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“O pensamento simbólico não é domínio exclusivo da criança, do poeta ou do desequilibrado: ele é consubstancial ao ser humano: precede a linguagem e a razão discursiva. O símbolo revela certos aspectos da realidade — os mais profundos — que desafiam qualquer outro meio de conhecimento. As imagens, os símbolos, os mitos, não são criações irresponsáveis da psiqué; eles respondem a uma necessidade e preenchem uma função: pôr a nu as mais secretas modalidades do ser. Por conseguinte o seu estudo permite-nos conhecer melhor o homem, ‘o homem sem mais’, aquele que ainda não transigiu com as condições da história.” (p. 13).
“Não se deve encarar este simbolismo do Centro com as suas implicações geométricas do espírito científico ocidental. Para cada um destes microcosmos podem existir vários ‘centros’. Como não tardaremos a ver, todas as civilizações orientais — Mesopotâmia, Índia, China, etc. — conhecem um número ilimitado de ‘Centros’. Melhor ainda: cada um destes ‘Centros’ é considerado e mesmo designado literalmente por ‘Centro do Mundo’. Como se trata de um espaço sagrado, que é dado por uma hierofania ou construído ritualmente, e não de um espaço profano, homogéneo, geométrico, a pluralidade dos ‘Centros da Terra’ no interior de uma só região habitada não oferece qualquer dificuldade. Estamos em presença de uma geografia sagrada e mítica, a única efetivamente real e não de uma geografia profana, ‘objetiva’, de certo modo abstrata e não essencial, construção teórica de um espaço e de um mundo que não se habita e que, portanto, não se conhece.” (p. 39).
“O que distingue o historiador das religiões de um historiador sem mais, é que ele lida com fatos que, se bem que históricos, revelam um comportamento que ultrapassa de longe os comportamentos históricos do ser humano. Se é verdade que o homem se encontra sempre ‘em situação’, esta situação nem por isso é sempre histórica, ou seja, condicionada unicamente pelo momento histórico contemporâneo. O homem integral conhece outras situações além da sua condição histórica; conhece, por exemplo, o estado onírico, ou de sonho acordado, ou de melancolia e de desprendimento, ou de beatitude estética, ou de evasão, etc. — e todos estes estados não são ‘históricos’, se bem que sejam também autênticos e tão importantes para a existência humana como a sua situação histórica.” (p. 32-33).
Considerando a defesa eliadiana da autonomia e da perenidade do simbolismo, bem como sua crítica ao historicismo redutor e ao positivismo, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
Ailton Krenak. O coração no ritmo da Terra, in: Ailton Krenak. Futuro ancestral, São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 94 (com adaptações).
A partir das reflexões presentes no texto precedente, compreende-se a existência de
Ailton Krenak. O coração no ritmo da Terra. In: Ailton Krenak. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 94 (com adaptações).
Com base no texto precedente e nas demais ideias de Ailton Krenak, é correto afirmar que as suas ponderações sobre educação e futuro
A dimensão religiosa das artes deu aos objetos artísticos ou às obras de arte uma qualidade que foi estudada pelo filósofo alemão Walter Benjamin: a aura. Que é a aura? A aura é a absoluta singularidade de um ser – natural ou artístico –, sua condição de exemplar único que se oferece num aqui e agora irrepetível, sua qualidade de eternidade e fugacidade simultâneas, seu pertencimento necessário ao contexto onde se encontra e sua participação numa tradição que lhe dá sentido.
(Marilena Chaui. Convite à filosofia, 2000)
No trecho, Chauí apresenta a noção de “aura” proposta por Walter Benjamin, a qual se caracteriza por sua
Dasein, nessa perspectiva, corresponde
Considere a imagem abaixo:

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y3lr2nzn5o
O Budismo é uma tradição filosófico-religiosa originada na Índia no século VI a.C., a partir dos ensinamentos de Siddhartha Gautama, conhecido como Buda ("o desperto"). Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).
(__)Estruturado sobre uma base ética, meditativa e sapiencial, o Budismo propõe um caminho para a libertação do sofrimento (dukkha) e da ignorância (avidya), causas fundamentais do ciclo de renascimentos (samsara).
(__)Do ponto de vista histórico, o Budismo se expandiu pela Ásia em diversas escolas e tradições. O Theravada ("Doutrina dos Anciãos"), predominante no Sudeste Asiático, mantém uma orientação mais próxima dos textos páli e da vida monástica. O Mahayana ("Grande Veículo"), difundido na China, Coreia e Japão, introduz a ideia do bodhisattva, ser que adia o nirvana para auxiliar todos os seres a alcançarem a iluminação.
(__)Ontologicamente, o Budismo nega a existência de um "eu" substancial (anatta), sustentando que todos os fenômenos são condicionados (pratityasamutpada) e impermanentes (anicca). Essa visão conduz à noção de vacuidade (sunyata), conceito central especialmente no Mahayana, segundo o qual todas as coisas existem apenas em interdependência, sem essência própria. Tal perspectiva redefine a relação entre sujeito e mundo, propondo um conhecimento não dual que dissolve as fronteiras entre o "eu" e o "outro".
A sequência CORRETA é, de cima para baixo:
I.Na teologia cristã, o conceito ganhou releitura a partir das epístolas paulinas. Logo, o corpo é entendido como o elemento físico e sensorial que conecta o homem ao mundo; o espírito, como sede da razão, vontade e emoções; e a alma, como o princípio de comunhão com o divino.
II.O dualismo — que divide o homem apenas em corpo e alma — tornou-se a visão predominante na teologia ocidental, sobretudo a partir de Santo Agostinho e Tomás de Aquino, que interpretaram a alma como princípio vital e racional do corpo, dispensando uma distinção ontológica autônoma do espírito.
III.Na tradição oriental e em correntes místicas cristãs, a tricotomia manteve relevância como explicação simbólica da ascensão espiritual: o corpo representa o plano sensorial, a alma o plano psíquico e o espírito o plano pneumático, em direção à união com o divino.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Considerando teses centrais do pensamento de Hegel, cabe afirmar que, para ele,
A etapa da consciência infeliz é caracterizada como a
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia. 2. Ed. São Paulo: Paulus, 2005. v. 2, p. 261.
São Boaventura diferencia-se de Santo Tomás de Aquino por
De acordo com a posição de Kant nessa obra, é correto afirmar que