Questões de Concurso
Sobre mito e filosofia em filosofia
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Ao nos referimos a povos diferentes, corre-se o risco do exotismo e da comparação depreciativa, ou seja, um etnocentrismo. No entanto, em uma análise mais ampla, o mito é considerado, dentre outros fatores, nas sociedades tribais:
Durante um longo período da história grega, a mitologia constituiu a fonte exclusiva das explicações para a existência do homem e para a organização do mundo. A transição gradativa do domínio do “mito” pelo “logos” foi crucial no desenvolvimento do pensamento, especificamente para o surgimento da filosofia. Considerando “mito” e “logos”, na Grécia antiga, assinale a afirmativa correta.
( ) Os pensadores pré-socráticos inauguraram, a partir do século VI a. C., uma nova atitude mental ante a realidade material, substituindo progressivamente as elaborações de cunho mitológico por especulação de caráter científico-filosófico.
( ) Entre os gregos, as práticas ou disciplinas que visavam a busca da verdade eram conhecidas como catarse.
( ) O método socrático de interrogação que pretendia induzir os indivíduos a descobrirem as verdades que trazem em si sem o saber, é conhecido como maiêutica.
( ) Em Platão, o processo pelo qual a alma se eleva por degraus das aparências sensíveis às realidades inteligíveis ou ideias é denominado dialética.
( ) Aristóteles denominava silogismo a operação mental que consiste em inferir uma conclusão de duas proposições estabelecidas como premissas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
1. No início do século VI a. C. surgem os primeiros pensadores cosmológicos que, progressivamente, foram abandonando a narrativa mítica e, no seu lugar, empregaram um discurso racional sobre a natureza, os acontecimentos naturais e a ordem do mundo.
2. A filosofia surgiu quando pensadores gregos perceberam que as verdades do mundo e dos humanos não eram algo secreto e misterioso, que precisavam ser revelados por divindades, mas podiam ser conhecidas através de operações mentais do raciocínio.
3. A filosofia, no sentido etimológico do termo, ou seja, como amor e respeito pelo saber, surge com a publicação dos escritos de Platão e Aristóteles, resultados da perscrutação.
4. Quando os pensadores da Grécia Antiga compreenderam que o conhecimento depende apenas do uso correto do pensamento e que permite que a verdade possa ser conhecida por todos, surge a filosofia.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Coluna 1
1 - Período naturalista 2 - Período humanista 3 - Período sistemático 4 - Período helenístico
Coluna 2
( ) Do final do século IV ao final do século III a.C., quando a filosofia tem por tarefa reunir e sistematizar todo o conhecimento anterior sobre o mundo e o ser humano. ( ) Também chamado cosmológico ou pré-socrático, data do final do século VII ao final do século V a.C., quando a filosofia se ocupa fundamentalmente da origem do mundo e das causas das transformações na natureza. ( ) Também denominado antropológico ou socrático, ocorre do final do século V até todo o século IV a.C., quando o objeto principal da filosofia são as questões humanas, como a ética e a política. ( ) Também conhecido como greco-romano ou religioso, surge do final do século III a.C. até o século VI d.C. Nesse longo período, que já alcança Roma e o pensamento cristão, a filosofia interessa-se principalmente pelas questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre a humanidade e Deus.
Marque a sequência CORRETA:
O orfismo foi um dos elementos culturais que não favoreceram o surgimento da filosofia na Grécia, pois causou um rompimento com uma visão naturalista de mundo.
A centralidade da cidade grega na ágora, praça pública onde os problemas de interesse comum eram debatidos, favoreceu o surgimento da filosofia na Grécia.
As circunstâncias geográficas da Grécia foram fatores relevantes para o advento do pensamento filosófico em seu meio, uma vez que, por se tratar de uma região montanhosa, cercada pelo mar, os gregos não enfrentaram o flagelo das invasões, que costumavam assolar regiões planas.
As transformações socioeconômicas por que a Grécia passou nos séculos VII e VI a.C., com o abandono de formas aristocráticas de governo, deram ensejo a certas condições – como o amor pela liberdade – que adiaram o surgimento da filosofia na Grécia.
Hesíodo foi muito importante para a formação do imaginário grego, imprimindo-lhe muitos princípios que norteariam a ética filosófica do pensamento antigo.
Os poemas homéricos não apenas narravam uma série de fatos, mas também investigavam, ainda que no nível mítico, suas causas e razões, o que atrasou o advento da filosofia grega.
Antes do advento da filosofia, como é concebida na historiografia tradicional, os poetas tinham uma grande importância na educação e na formação espiritual do homem grego. Algumas peculiaridades dos poemas homéricos, como o grande senso de harmonia, de proporção, de limite e de medida, foram fundamentais para o surgimento da filosofia como conhecemo-la no Ocidente.
Disponível em www.querobolsa/enem/filosofia, visualizado em 28out2021
É correto afirmar que o surgimento da filosofia como ciência teve como finalidade
Tornar-se-á, portanto, senhor de si. Sobre o quadrifármaco é correto afirmar que
Eles pertenceram à Escola
Tal corrente é conhecida como:
Leia o trecho a seguir para responder à pergunta seguinte.
“(...) Se a esta [a Verdade] só chegar pelas palavras de quem o interpela, não foram as palavras a lhe ensinar; mas apenas o tornaram lúcido para aprender de seu interior. Por exemplo, se te interpelando sobre este assunto que estamos tratando, que nada possa se ensinar com palavras, e a ti inicialmente parecesse absurdo, dado não poder ver com firmeza o todo, quererias consultar aquele Mestre interior; e se eu dissesse: onde aprendeste ser verdadeiro o que afirmei - se estarias correto ao garantir conhecer o que afirmo?
Poderias responder que eu as ensinei. Então eu acrescentaria: que tinha visto um homem a voar; e minhas palavras também o deixariam certo tanto quanto eu dissesse que os homens sapientes são melhores que os nescientes? Negarias com certeza, respondendo não crer na primeira destas afirmações; mesmo que acreditasses, ela seria para ti desconhecida, porém da segunda estarias certo de saber. Entenderias que nada aprendeste com elas, e mesmo tendo eu afirmado, as ignoraria, até aquilo que lhe seria conhecido, visto que ao ser interpelado sobre as partes, juraria aquela desconhecer e da outra ter conhecimento.
Assim, admitirias o que antes negou quando reconheceste como claras e certas as partes em que constam: o ouvinte ignora que sejam verdadeiras, ou não ignora que sejam falsas, ou sabe serem verdadeiras. Destas à primeira, se crê ou se opina ou se duvida; da segunda, se nega; da terceira, se confirma; mas em nenhuma se aprende. Assim está demonstrado que nem aquele que depois das palavras ignora o assunto, tampouco aquele que as reconhece como falsas, depois de ter ouvido, após interpelado poderia responder coisas semelhantes, demonstrando que por minhas palavras nada aprendera.”
(AGOSTINHO. De magistro. Editora Fi: Porto Alegre, 2015. p. 133-
135. Destaques do tradutor.).