Questões de Concurso
Sobre maquiavel e o príncipe em filosofia
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"Mas, sendo minha intenção escrever coisa útil para quem a entende, pareceu-me mais conveniente ir diretamente à verdade efetiva da coisa do que à imaginação dela. E muitos imaginaram repúblicas e principados que nunca foram vistos nem conhecidos como existentes na realidade; porque há tanta distância entre como se vive e como se deveria viver, que aquele que deixa o que se faz por aquilo que se deveria fazer aprende antes a arruinar-se do que a preservar-se. Assim, um homem que queira fazer profissão de bondade em tudo, é natural que se arruíne entre tantos que não são bons. Donde é necessário a um príncipe, querendo manter-se, aprender a poder não ser bom e a usar ou não usar disso conforme a necessidade."
(MAQUIAVEL, N. O Príncipe, cap. XV. Tradução de Maria Júlia Goldwasser. São Paulo: Martins Fontes.)
A partir do excerto e considerando a relação entre ética e política na filosofia de Maquiavel, especialmente no que se refere ao conceito de virtù , analise as afirmativas a seguir:
I.A virtù refere-se à capacidade do governante de agir de modo eficaz diante das circunstâncias, o que pode implicar o afastamento de padrões morais tradicionais.
II.A relação entre ética e política, em Maquiavel, indica uma autonomia da esfera política, na qual o critério de ação é a conservação do poder e da ordem do Estado.
III.A virtù está diretamente vinculada à moral cristã, sendo definida como a prática constante das virtudes como humildade, caridade e piedade.
IV.A virtù envolve a habilidade de lidar com a "fortuna", permitindo ao governante adaptar-se às contingências e agir estrategicamente.
Assinale a alternativa correta:
(Sadek, M. T. In: Weffort, 2006. Adaptado)
Maria Tereza Sadek indica que, em suas obras, Maquiavel enfatiza
Sobre modelos de Estado e da política na Idade Moderna, considere as afirmativas a seguir.
I → A obra de Nicolau Maquiavel aponta para um Estado definido tanto pela defesa da própria existência quanto pelo atendimento das expectativas dos cidadãos, apresentando diálogo com modelo romano antigo.
II → Jean Bodin contribuiu à Política ao enunciar as ideias de soberania e de razão de Estado, promovendo a separação entre a esfera da política e a esfera da religião.
III → As propostas de Thomas Hobbes em “O Leviatã” partem de uma interpretação pessimista sobre o ser humano, marcadamente egoísta, mas demonstram um pensamento inovador ao alicerçar a origem do poder do Estado no consenso da população em ser governada.
IV → O iluminista Jean-Jacques Rousseau aprimourou a ideia de contrato social ao propor um governo republicano parlamentar composto por pessoas com alto grau de estudo e de especialização, o que representava o triunfo das luzes sobre a ignorância no campo da política.
Estão corretas
Filósofo italiano considerado o fundador do pensamento político moderno, uma vez que desenvolveu sua filosofia política em um quadro teórico completamente diferente do que se tinha até então. Trata-se de:
(MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 79 - 80).
Sobre o pensamento de Maquiavel, é INCORRETO afirmar que:
(WEFFORT, 2001, p. 16.)
Nessa obra em específico (O Príncipe), Maquiavel:
“Não desconheço que muitos têm tido, e têm, a opinião de que as coisas do mundo são governadas pela fortuna e por Deus, de modo que a prudência dos homens não as poderia corrigir nem lhes ofertaria algum remédio. Dessa maneira, poder-se-ia pensar que ninguém deve se importar muito com elas, deixando-se simplesmente reger pela fortuna. Essa opinião é muito aceita na nossa época, pela grande variação das coisas, o que se percebe diariamente, fora de toda conjuntura humana. Em algumas ocasiões, quando considero o assunto, tendo a aceitá-lo. Apesar disso, e uma vez que nosso livre-arbítrio permanece, acredito poder ser verdadeiro o fato de que a fortuna arbitre metade de nossas ações, mas que, mesmo assim, ela nos permita governar a outra metade quase inteira” (MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Nova Cultural, 2000).
O trecho apresentado sintetiza a visão de mundo do autor, de modo a entender que:
(MAQUIAVEL, 2019, p. 93.)
Considerando a teoria de Nicolau Maquiavel e, ainda, analisando o trecho apresentado, assinale o significado subjacente desta afirmação.
A partir dos conhecimentos sobre a obra de Maquiavel expressa no livro O príncipe, avalie as questões que seguem e marque a alternativa correta:
Maquiavel, filósofo que viu a fragmentação da Itália, dividida em reinos, repúblicas, ducados e Igreja, escreveu, em 1513, a obra O príncipe. O objetivo de resolver os problemas de seu tempo conduziu o filósofo a uma nova concepção de política e de sociedade. Tal concepção rompe com a política tradicional.
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ARANHA, M.; ARRUDA, M. Introdução à filosofia.
São Paulo: Moderna, 2009, com adaptações.
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Assinale a alternativa que expressa corretamente o pensamento político de Maquiavel.
Maquiavel subverte a abordagem tradicional da teoria política feita pelos gregos e medievais, e, por isso, é considerado o fundador da ciência política ao enveredar por caminhos “ainda não trilhados”, como ele mesmo diz.
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ARANHA, M.; ARRUDA, M. Introdução à filosofia.
São Paulo: Moderna, 2009, com adaptações.
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Em relação à nova abordagem, exposta no texto, conclui-se que a política de Maquiavel é
(Maquiavel. O Príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2001)
Valendo-se disso, é correto afirmar que
1. A filosofia moderna é marcada, de modo especial, por processos exacerbados de mensuração e experimentação em detrimento da reflexão e da abstração.
2. O debate filosófico no início da Idade Moderna é marcado pela discussão entre racionalistas, como Descartes, e empiristas, como Bacon.
3. A filosofia moderna representa um modelo de ruptura ou de uma guinada em relação aos modelos e padrões filosóficos da Idade Média.
4. Entre os representantes da filosofia moderna destacaram-se pensadores como Spinoza, Leibniz, Hobbs, Locke, Newton e Hume.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Para Maquiavel, o governante não deve apelar a qualquer meio para conservar o Estado, pois o homem vulgar poderá julgá-lo por recorrer a meios escusos em detrimento dos resultados alcançados.