Questões de Concurso Comentadas sobre filosofia e a grécia antiga em filosofia

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Q3673373 Filosofia
Leia o trecho de diálogo a seguir para responder à questão.

“Teeteto: Ah sim, Sócrates. Na verdade, uma vez ouvi alguém fazer essa distinção. Eu me esquecera disso, mas agora me lembro. Dizia ele que o conhecimento é a opinião verdadeira associada ao discurso racional, mas que a opinião verdadeira dissociada da explicação racional sai do âmbito do conhecimento; e que matérias que carecem de uma explicação racional são incognoscíveis [...] enquanto aquelas que contam uma explicação racional são cognoscíveis”
Fonte: (PLATÃO. Teeteto. In: ____. Diálogos I. Tradução e notas Edson Bini. Bauru: Edipro, 2007. Coleção Clássicos Edipro. p. 139).

Neste trecho do diálogo entre Sócrates e Teeteto, Platão apresenta três elementos explicativos que, juntos, caracterizam a definição clássica de conhecimento. A saber, esses elementos são
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Q3673372 Filosofia

Leia o seguinte trecho de diálogo para responder à questão



“Estrangeiro: Então eu formarei um discurso [uma sentença] para ti no qual uma ação e o resultado da ação estão combinados através de um nome e um verbo e me dirás sobre o que é o discurso [o sujeito da sentença].

Teeteto: Eu o farei o melhor que puder.

Estrangeiro: ‘Teeteto senta’. Não é um longo discurso, é? Teeteto: Não, é razoavelmente curto.

Estrangeiro: Agora cabe a ti dizer sobre o que é e qual é o seu sujeito.

Teeteto: Está claro que é sobre mim e que sou eu o seu sujeito.

[...]

Estrangeiro: ‘Teeteto, com quem estou falando agora, voa’.

Teeteto: Todos se disporiam a concordar que esse também é sobre mim e que sou seu sujeito.

Estrangeiro: Mas concordamos que todo discurso (sentença) tem necessariamente uma particular qualidade.

Teeteto: Sim.

Estrangeiro: Ora, que qualidade deveríamos atribuir a cada um desses discursos (sentenças)?

Teeteto: Suponho que uma é falsa, ao passo que a outra é verdadeira.

Estrangeiro: A verdadeira indica fatos como são sobre ti.

Teeteto: Certamente.

Estrangeiro: Enquanto a falsa indica coisas diferentes dos fatos.

Teeteto: Sim.”


Fonte: (PLATÃO. Sofista. In: ____. Diálogos I. Tradução e notas Edson Bini. Bauru: Edipro, 2007. Coleção Clássicos Edipro. p. 236-237).



A teoria da verdade representada neste trecho é a

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Q3673366 Filosofia
Na obra A República, Platão desenvolve a sua filosofia sobre a Cidade Ideal e a sua relação com a Justiça. Nenhuma cidade pode ser a ideal sem pensar o que é a justiça e o que constitui a sua natureza; como ela orienta as paixões e a razão, gerando a virtude e assim situando cada pessoa mediante aquilo com que ela pode contribuir na construção da cidade. Àqueles cuja virtude produz o saber das coisas práticas, cabe assumi-las e as realizar, e, assim, a Justiça se conserva na Pólis. Àqueles cuja virtude é a disciplina militar, compete-lhes a estratégia e a organização em tropas. É reservado àqueles que podem pensar a Justiça e alcançam a sua ideia o governo da Cidade e a realização da Justiça mediante o bom e correto julgamento das realidades. Sobre as realidades, Platão as distinguiu numa célebre alegoria, que está no Livro VII e que recebeu o nome de Alegoria da Caverna. Nela, uma ideia é fundamental para a compreensão da distinção que o filósofo faz dos tipos de alma que constituem o ser humano e lhe permite, mediante o seu exercício rigoroso, contemplar as coisas à luz do sol e na sua falta, satisfazer-se à projeção das chamas da fogueira; essa ideia é a de
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Q3673336 Filosofia
Os pré-socráticos foram os primeiros a buscar um princípio fundamental para a origem do universo (a arkhé), diferenciando-se de explicações mitológicas. a Sobre esses princípios, é correto afirmar: 
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Q3661783 Filosofia
“Por natureza, todos os seres humanos inclinam-se ao saber. Sinal disso é seu apreço pelas sensações. De fato, abstração feita de sua utilidade, elas são apreciadas por si mesmas e, dentre todas, sobretudo, as visuais”. (Aristóteles, Metafísica, Livro A (1980).
Segundo Aristóteles, o desejo humano pelo conhecimento requer uma definição ampliada das diversas formas do conhecimento, considerando seu processo de formação. Para compreender este processo, desde as sensações até o saber teórico, mostra que o conhecimento verdadeiro é mais elevado
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Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Física |
Q3626630 Filosofia
A cosmologia aristotélica apresentava um modelo de universo finito, eterno e hierarquicamente organizado, que exerceu profunda influência sobre a astronomia e a filosofia por séculos. Este modelo geocêntrico era baseado em uma distinção fundamental entre o mundo celeste e o terrestre. Acerca da estrutura do cosmos segundo Aristóteles, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.

(__)O modelo cosmológico aristotélico era heliocêntrico, com o Sol ocupando o centro imóvel do universo e todos os planetas, incluindo a Terra, girando ao seu redor em esferas cristalinas.
(__)O universo era dividido em duas regiões distintas: o mundo sublunar (terrestre), sujeito à geração e à corrupção, composto pelos quatro elementos (terra, água, ar e fogo); e o mundo supralunar (celeste), perfeito e imutável.
(__)Fenômenos como cometas, meteoros e a Via Láctea eram considerados eventos celestes que ocorriam na região dos planetas e das estrelas fixas, sendo, portanto, compostos pelo mesmo elemento perfeito dos astros.
(__)Os corpos celestes, como os planetas e as estrelas, eram compostos por um quinto elemento, o éter ou quintessência, e realizavam movimentos circulares uniformes e eternos, considerados os mais perfeitos.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
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Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Filosofia |
Q3626501 Filosofia
Considerando a leitura filosófica da passagem do mito ao logos, bem como as formas inaugurais do pensamento filosófico grego, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta e mais consistente com os fundamentos teóricos da tradição filosófica ocidental. 
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Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Filosofia |
Q3626500 Filosofia
Em relação ao papel do mito e da razão na formação da consciência filosófica, analise as proposições a seguir:

I.O mito apresenta-se como narrativa fundadora que responde à angústia existencial pela via do sagrado e do maravilhoso, sustentando explicações simbólicas que, apesar de não serem empíricas, cumprem papel estruturador de significados culturais.
II.A razão, ao se afirmar como instrumento de análise crítica e argumentação racional, substitui o mito pela busca do conhecimento sistemático, mas não necessariamente o invalida como linguagem antropológica de sentido.
III.A substituição do mito pela razão representa uma ruptura abrupta e descontinua, em que toda forma de pensamento anterior ao logos passa a ser considerada inválida e dogmática.

Está correto o que se afirma em:
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Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Filosofia |
Q3626481 Filosofia
Considere as afirmativas apresentadas a seguir relacionadas à origem e ao papel da filosofia no mundo grego e suas transformações posteriores. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)A filosofia surge como um saber contemplativo e desinteressado, voltado à busca de causas primeiras e universais, distinguindo-se do conhecimento técnico por sua pretensão de necessidade lógica e não de utilidade.
(__)O pensamento filosófico conserva sua função crítica à medida que se organiza como metadiscurso capaz de questionar os próprios critérios de validação dos saberes sociais instituídos.
(__)A universalização do discurso filosófico, no mundo antigo, exclui a noção de conflito e historicidade, mantendo-se sempre alinhado a pressupostos eternos e imutáveis da razão.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
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Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Filosofia |
Q3626478 Filosofia
Com base nos fundamentos clássicos da origem da filosofia, analise as assertivas a seguir:

I.A filosofia nasce como ruptura frente ao saber mítico, caracterizando-se por um discurso racional que busca os fundamentos do real, ainda que mantenha com o mito um vínculo de forma e conteúdo em sua gênese.
II.O surgimento da filosofia coincide com o advento da escrita e com a ampliação do espaço público de deliberação, de modo que sua estrutura argumentativa reflete a ascensão da polis como lócus do logos.
III.Ao se institucionalizar nas escolas pré-socráticas, a filosofia abdica da experiência sensível como critério de verdade, voltando-se integralmente à racionalidade metafísica, em clara oposição ao método socrático-dialético.

Está correto o que se afirma em:
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Q3588270 Filosofia
No texto “Do que se tem pensado sobre o trabalho”, Suzana Albornoz apresenta uma análise histórica da noção de trabalho: “Os estudiosos da Grécia são unânimes em afirmar que ali a prática material produtiva ocupava um lugar secundário. A ideia, de que o homem se faz a si mesmo e se eleva como ser humano justamente através e sua atividade prática, com seu trabalho, transformam o mundo material, é uma ideia moderna, alheia ao pensamento antigo”.
Segundo Suzana Albornoz, a visão grega antiga sobre o trabalho era marcada pela
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Q3540928 Filosofia
A teoria do conhecimento de Platão está diretamente relacionada à sua ontologia e à distinção entre o mundo sensível e o mundo inteligível. Considerando essa teoria, assinale a alternativa que melhor expressa o papel da dialética na obtenção do conhecimento verdadeiro.
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Q3540917 Filosofia
Na República, Platão propõe um modelo educativo que visa à formação dos governantes da cidade ideal. Esse modelo baseia-se em uma educação progressiva e seletiva, estruturada para conduzir os indivíduos mais aptos ao conhecimento do Bem. Considerando a concepção platônica de educação, assinale a alternativa INCORRETA.
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Q3529275 Filosofia
Perguntam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins a respeito da concepção platônica do conhecimento: “Como é possível ultrapassar o mundo das aparências ilusórias? Platão supõe que o puro espírito já teria contemplado o mundo das ideias, mas tudo esquece quando se degrada ao se tornar prisioneiro do corpo, considerado o ‘túmulo da alma’’’ (2009).

Aranha e Martins (2009) ressaltam que a resposta à pergunta levantada no excerto está ligada
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Q3529273 Filosofia
Aristóteles aponta na Ética a Nicômaco: “Posto que todo conhecimento e prévia escolha objetivam algum bem, examinemos o que cumpre declararmos ser a meta da política, ou seja, qual o mais elevado entre todos os bens cuja obtenção pode ser realizada pela ação. No tocante à palavra, é de se afirmar que a maioria esmagadora está de acordo no que tange a isso, pois tanto a multidão quanto as pessoas refinadas a ela se referem como a felicidade” (2001).

Na Ética a Nicômaco, Aristóteles argumenta que a felicidade consiste em
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Q3529272 Filosofia
Ao analisar a dialética platônica, Danilo Marcondes afirma: “Embora represente um rompimento com o senso comum, uma superação da opinião, a dialética platônica tem como ponto de partida o senso comum e a opinião, submetidos a um reexame crítico. O filósofo não invoca uma revelação externa, uma inspiração, uma autoridade divina superior” (2010. Adaptado).

Com base na análise de Danilo Marcondes, o papel do filósofo consiste em
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Q3529271 Filosofia
“Lembremos a figura de Sócrates. Procurado pelos jovens, passava horas discutindo na praça pública. Interpelava os transeuntes, dizendo-se ignorante, e fazia perguntas aos que julgavam entender determinado assunto: “O que é a coragem e a covardia?”, “O que é a beleza?”, “O que é a justiça?”, “O que é a virtude?”. Desse modo, Sócrates não fazia preleções, mas dialogava. Ao final, o interlocutor concluía não haver saída senão reconhecer a própria ignorância.”

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins apontam que, nessas conversações, Sócrates pretendia
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Q3529270 Filosofia
O texto talvez mais famoso de Heráclito é o fragmento 91: “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o rio não é mais o mesmo”. A tradição posterior teria acrescentado, “e nós também não somos mais os mesmos”. Esse fragmento sintetiza exatamente a ideia da realidade em fluxo, simbolizada pelo rio que representa o movimento encontrado em todas as coisas, inclusive, no caso do acréscimo, em nós. Alguns intérpretes chegam a ver nessa metáfora implicações para a questão do conhecimento, a impossibilidade de banhar-se duas vezes no mesmo rio indicando a impossibilidade de um acesso mais permanente ao real.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

A noção de “realidade em fluxo”, inspirada no fragmento atribuído a Heráclito, suscita interpretações
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Q3529269 Filosofia
“Filósofos pré-socráticos, em muitos casos, certamente deixaram uma obra escrita, que conhecemos em parte, como p.ex. o Poema de Parmênides, e o tratado Da natureza de Heráclito. Entretanto, essas obras não sobreviveram integralmente. São duas as principais fontes de que dispomos para o conhecimento dos filósofos pré-socráticos: a doxografia e os fragmentos.”

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Destaca Danilo Marcondes que a diferença entre essas duas fontes consiste em que
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Q3529267 Filosofia
No livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aponta: “É significativo que Tales de Mileto seja considerado o primeiro filósofo e que o pensamento filosófico tenha surgido não nas cidades do continente grego como Atenas, mas nas colônias gregas do Mediterrâneo oriental, no mar Egeu. Essas colônias, dentre as quais se destacaram Mileto e Éfeso, foram importantes portos e entrepostos comerciais. Eram cidades cosmopolitas onde reinava um certo pluralismo cultural, com a presença de diversas línguas, tradições, cultos e mitos” (2010. Adaptado).

No que diz respeito à origem da Filosofia, para o autor, o cosmopolitismo cultural promoveu
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Respostas
121: C
122: B
123: B
124: D
125: E
126: C
127: D
128: D
129: D
130: B
131: D
132: A
133: B
134: C
135: C
136: A
137: B
138: D
139: E
140: E