Questões de Concurso Comentadas sobre filosofia e a grécia antiga em filosofia

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Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Filosofia |
Q3626501 Filosofia
Considerando a leitura filosófica da passagem do mito ao logos, bem como as formas inaugurais do pensamento filosófico grego, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta e mais consistente com os fundamentos teóricos da tradição filosófica ocidental. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Filosofia |
Q3626500 Filosofia
Em relação ao papel do mito e da razão na formação da consciência filosófica, analise as proposições a seguir:

I.O mito apresenta-se como narrativa fundadora que responde à angústia existencial pela via do sagrado e do maravilhoso, sustentando explicações simbólicas que, apesar de não serem empíricas, cumprem papel estruturador de significados culturais.
II.A razão, ao se afirmar como instrumento de análise crítica e argumentação racional, substitui o mito pela busca do conhecimento sistemático, mas não necessariamente o invalida como linguagem antropológica de sentido.
III.A substituição do mito pela razão representa uma ruptura abrupta e descontinua, em que toda forma de pensamento anterior ao logos passa a ser considerada inválida e dogmática.

Está correto o que se afirma em:
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Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Filosofia |
Q3626481 Filosofia
Considere as afirmativas apresentadas a seguir relacionadas à origem e ao papel da filosofia no mundo grego e suas transformações posteriores. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)A filosofia surge como um saber contemplativo e desinteressado, voltado à busca de causas primeiras e universais, distinguindo-se do conhecimento técnico por sua pretensão de necessidade lógica e não de utilidade.
(__)O pensamento filosófico conserva sua função crítica à medida que se organiza como metadiscurso capaz de questionar os próprios critérios de validação dos saberes sociais instituídos.
(__)A universalização do discurso filosófico, no mundo antigo, exclui a noção de conflito e historicidade, mantendo-se sempre alinhado a pressupostos eternos e imutáveis da razão.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
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Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Filosofia |
Q3626478 Filosofia
Com base nos fundamentos clássicos da origem da filosofia, analise as assertivas a seguir:

I.A filosofia nasce como ruptura frente ao saber mítico, caracterizando-se por um discurso racional que busca os fundamentos do real, ainda que mantenha com o mito um vínculo de forma e conteúdo em sua gênese.
II.O surgimento da filosofia coincide com o advento da escrita e com a ampliação do espaço público de deliberação, de modo que sua estrutura argumentativa reflete a ascensão da polis como lócus do logos.
III.Ao se institucionalizar nas escolas pré-socráticas, a filosofia abdica da experiência sensível como critério de verdade, voltando-se integralmente à racionalidade metafísica, em clara oposição ao método socrático-dialético.

Está correto o que se afirma em:
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Q3588270 Filosofia
No texto “Do que se tem pensado sobre o trabalho”, Suzana Albornoz apresenta uma análise histórica da noção de trabalho: “Os estudiosos da Grécia são unânimes em afirmar que ali a prática material produtiva ocupava um lugar secundário. A ideia, de que o homem se faz a si mesmo e se eleva como ser humano justamente através e sua atividade prática, com seu trabalho, transformam o mundo material, é uma ideia moderna, alheia ao pensamento antigo”.
Segundo Suzana Albornoz, a visão grega antiga sobre o trabalho era marcada pela
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Q3540928 Filosofia
A teoria do conhecimento de Platão está diretamente relacionada à sua ontologia e à distinção entre o mundo sensível e o mundo inteligível. Considerando essa teoria, assinale a alternativa que melhor expressa o papel da dialética na obtenção do conhecimento verdadeiro.
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Q3540917 Filosofia
Na República, Platão propõe um modelo educativo que visa à formação dos governantes da cidade ideal. Esse modelo baseia-se em uma educação progressiva e seletiva, estruturada para conduzir os indivíduos mais aptos ao conhecimento do Bem. Considerando a concepção platônica de educação, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3529275 Filosofia
Perguntam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins a respeito da concepção platônica do conhecimento: “Como é possível ultrapassar o mundo das aparências ilusórias? Platão supõe que o puro espírito já teria contemplado o mundo das ideias, mas tudo esquece quando se degrada ao se tornar prisioneiro do corpo, considerado o ‘túmulo da alma’’’ (2009).

Aranha e Martins (2009) ressaltam que a resposta à pergunta levantada no excerto está ligada
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Q3529273 Filosofia
Aristóteles aponta na Ética a Nicômaco: “Posto que todo conhecimento e prévia escolha objetivam algum bem, examinemos o que cumpre declararmos ser a meta da política, ou seja, qual o mais elevado entre todos os bens cuja obtenção pode ser realizada pela ação. No tocante à palavra, é de se afirmar que a maioria esmagadora está de acordo no que tange a isso, pois tanto a multidão quanto as pessoas refinadas a ela se referem como a felicidade” (2001).

Na Ética a Nicômaco, Aristóteles argumenta que a felicidade consiste em
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Q3529272 Filosofia
Ao analisar a dialética platônica, Danilo Marcondes afirma: “Embora represente um rompimento com o senso comum, uma superação da opinião, a dialética platônica tem como ponto de partida o senso comum e a opinião, submetidos a um reexame crítico. O filósofo não invoca uma revelação externa, uma inspiração, uma autoridade divina superior” (2010. Adaptado).

Com base na análise de Danilo Marcondes, o papel do filósofo consiste em
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Q3529271 Filosofia
“Lembremos a figura de Sócrates. Procurado pelos jovens, passava horas discutindo na praça pública. Interpelava os transeuntes, dizendo-se ignorante, e fazia perguntas aos que julgavam entender determinado assunto: “O que é a coragem e a covardia?”, “O que é a beleza?”, “O que é a justiça?”, “O que é a virtude?”. Desse modo, Sócrates não fazia preleções, mas dialogava. Ao final, o interlocutor concluía não haver saída senão reconhecer a própria ignorância.”

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins apontam que, nessas conversações, Sócrates pretendia
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Q3529270 Filosofia
O texto talvez mais famoso de Heráclito é o fragmento 91: “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o rio não é mais o mesmo”. A tradição posterior teria acrescentado, “e nós também não somos mais os mesmos”. Esse fragmento sintetiza exatamente a ideia da realidade em fluxo, simbolizada pelo rio que representa o movimento encontrado em todas as coisas, inclusive, no caso do acréscimo, em nós. Alguns intérpretes chegam a ver nessa metáfora implicações para a questão do conhecimento, a impossibilidade de banhar-se duas vezes no mesmo rio indicando a impossibilidade de um acesso mais permanente ao real.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

A noção de “realidade em fluxo”, inspirada no fragmento atribuído a Heráclito, suscita interpretações
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Q3529269 Filosofia
“Filósofos pré-socráticos, em muitos casos, certamente deixaram uma obra escrita, que conhecemos em parte, como p.ex. o Poema de Parmênides, e o tratado Da natureza de Heráclito. Entretanto, essas obras não sobreviveram integralmente. São duas as principais fontes de que dispomos para o conhecimento dos filósofos pré-socráticos: a doxografia e os fragmentos.”

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Destaca Danilo Marcondes que a diferença entre essas duas fontes consiste em que
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Q3529267 Filosofia
No livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aponta: “É significativo que Tales de Mileto seja considerado o primeiro filósofo e que o pensamento filosófico tenha surgido não nas cidades do continente grego como Atenas, mas nas colônias gregas do Mediterrâneo oriental, no mar Egeu. Essas colônias, dentre as quais se destacaram Mileto e Éfeso, foram importantes portos e entrepostos comerciais. Eram cidades cosmopolitas onde reinava um certo pluralismo cultural, com a presença de diversas línguas, tradições, cultos e mitos” (2010. Adaptado).

No que diz respeito à origem da Filosofia, para o autor, o cosmopolitismo cultural promoveu
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Q3525812 Filosofia
Danilo Marcondes explica, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, um ponto fundamental do pensamento dos filósofos pré-socráticos: “A característica central da explicação da natureza pelos primeiros filósofos é […] o apelo à noção de causalidade. O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui assim a forma básica da explicação científica. […] A explicação causal possui, entretanto, um caráter regressivo. Ou seja, explicamos sempre uma coisa por outra e há assim a possibilidade de se ir […] até o infinito. […] Surge a necessidade de se estabelecer uma causa primeira […] que sirva de ponto de partida para todo o processo racional”.

Entre os filósofos pré-socráticos, Demócrito concebia como princípio explicativo mencionado
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Q3525806 Filosofia
Sobre a relação entre Platão e Sócrates, Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, afirma: “A crítica de Platão a Sócrates diz respeito […] à concepção de filosofia como método de análise, que […] seria […] insuficiente para caracterizá-la. Seu principal argumento era que um método necessita, para a sua aplicação correta e eficaz, de um fundamento teórico que estabeleça exatamente os critérios segundo os quais o método é aplicado de forma correta e eficaz. […] É esse o papel da famosa teoria platônica das ideias ou das formas, que pode ser considerada o início da metafísica clássica”.

Segundo Marcondes, a principal função da Teoria das Ideias de Platão é
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Q3525801 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes discute diferentes teorias metafísicas da Antiguidade. Dentre elas, o contraste entre Aristóteles e Platão. Nas palavras do autor: “Aristóteles, ao contrário de Platão, valoriza os sentidos e sua contribuição para o desenvolvimento do conhecimento. Enquanto Platão considerava os sentidos pouco confiáveis, proporcionando apenas uma ‘visão de sombras’, Aristóteles os vê como pontos de partida do processo de conhecimento e indispensáveis para esse processo”.

No excerto, a diferença entre teoria metafísica apresentada e a platônica diz respeito à
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Q3525792 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes aborda a transição do pensamento mítico para o filosófico. Diz ele: “O pensamento mítico, com seu apelo ao sobrenatural e aos mistérios, vai assim deixando de satisfazer às necessidades da nova organização social, mais preocupada com a realidade concreta […]. É nesse contexto que o pensamento filosófico-científico encontrará as condições favoráveis para o seu nascimento”.

Com base no excerto, a transição mencionada se caracteriza como
Alternativas
Q3525100 Filosofia
Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos) ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné, numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade: “Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte”.
O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de
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Q3523476 Filosofia
Aristóteles adota uma concepção de realidade segundo a qual o que existe é a substância individual, que podemos considerar aqui como o indivíduo material concreto. Este seria o constituinte último da realidade, o que evitaria o paradoxo da relação, ou da regressão infinita, enfrentado pela ontologia platônica (Marcondes, 2010. Adaptado).
O paradoxo da relação surge porque Platão
Alternativas
Respostas
121: D
122: D
123: D
124: B
125: D
126: A
127: B
128: C
129: C
130: A
131: B
132: D
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134: E
135: D
136: B
137: C
138: B
139: D
140: E