Questões de Concurso
Comentadas sobre filosofia e a grécia antiga em filosofia
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Hannah Arendt aborda a questão da liberdade para os gregos antigos da era clássica.
Segundo a filósofa, o cidadão da pólis grega possuía a seguinte relação com a liberdade
Tornar-se-á, portanto, senhor de si. Sobre o quadrifármaco é correto afirmar que
Segundo Aristóteles, os movimentos terrestre e celestial são classificados, respectivamente, em
Cada um desses tipos de conhecimento são subdivididos do seguinte modo:
Para ilustrar essa descoberta (a metafísica), em seu diálogo Fédon, Platão usa a imagem
Eles pertenceram à Escola
As duas expressões são representadas respectivamente por:
Tal corrente é conhecida como:
Leia o trecho a seguir para responder à pergunta seguinte.
“(...) Se a esta [a Verdade] só chegar pelas palavras de quem o interpela, não foram as palavras a lhe ensinar; mas apenas o tornaram lúcido para aprender de seu interior. Por exemplo, se te interpelando sobre este assunto que estamos tratando, que nada possa se ensinar com palavras, e a ti inicialmente parecesse absurdo, dado não poder ver com firmeza o todo, quererias consultar aquele Mestre interior; e se eu dissesse: onde aprendeste ser verdadeiro o que afirmei - se estarias correto ao garantir conhecer o que afirmo?
Poderias responder que eu as ensinei. Então eu acrescentaria: que tinha visto um homem a voar; e minhas palavras também o deixariam certo tanto quanto eu dissesse que os homens sapientes são melhores que os nescientes? Negarias com certeza, respondendo não crer na primeira destas afirmações; mesmo que acreditasses, ela seria para ti desconhecida, porém da segunda estarias certo de saber. Entenderias que nada aprendeste com elas, e mesmo tendo eu afirmado, as ignoraria, até aquilo que lhe seria conhecido, visto que ao ser interpelado sobre as partes, juraria aquela desconhecer e da outra ter conhecimento.
Assim, admitirias o que antes negou quando reconheceste como claras e certas as partes em que constam: o ouvinte ignora que sejam verdadeiras, ou não ignora que sejam falsas, ou sabe serem verdadeiras. Destas à primeira, se crê ou se opina ou se duvida; da segunda, se nega; da terceira, se confirma; mas em nenhuma se aprende. Assim está demonstrado que nem aquele que depois das palavras ignora o assunto, tampouco aquele que as reconhece como falsas, depois de ter ouvido, após interpelado poderia responder coisas semelhantes, demonstrando que por minhas palavras nada aprendera.”
(AGOSTINHO. De magistro. Editora Fi: Porto Alegre, 2015. p. 133-
135. Destaques do tradutor.).
(CASERTANO, Giovanni. Uma introdução à República de Platão. Tradução de Maria da Graça Gomes de Pina. São Paulo: Paulus, 2011. p. 110).
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna o tema central do diálogo República de Platão.
Observe a imagem abaixo.

Platão distingue o conhecimento da mera
crença ou opinião ao dizer que o conhecimento
deve ser uma crença verdadeira para a qual se
pode dar uma justificativa, um fundamento
lógico ou "lógos". Considerando a analogia da
linha dividida, presente no diálogo República
(509d-511e), assinale a alternativa correta,
segundo Platão, que apresenta como o
conhecimento é obtido a partir da nossa
experiência sensível.
(JAEGER, W. La teología de los primeros filósofos griegos. Fondo de Cultura Económica: México - Buenos Aires, 1952. p. 83. Tradução adaptada).
O fragmento pré-socrático acima citado é atribuído a um dos filósofos abaixo. Assinale a alternativa que corresponde ao nome do filósofo que teria dito a frase.
(SIQUEIRA BATISTA, Rodrigo. Mito, filosofia e medicina na Grécia antiga. Relações entre a poesia épica, a filosofia pré-socrática e a medicina de Hipócrates. Dissertação (mestrado) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Filosofia. p. 55).
Sobre a expressão “mito já decantado” no contexto do trecho citado, assinale a alternativa incorreta.
Considere os fragmentos abaixo para responder à questão seguinte.
“Bruscamente, na Jônia, o logos ter-se-ia separado do mito, como uma venda que caísse dos olhos. E uma vez revelada a luz desta razão, ela não mais teria deixado de iluminar o progresso do espírito humano.”
(VERNANT, Jean-Pierre. Les origines de la pensée grecque. 10. ed.
Paris: Presses Universitaires de France, 2009. p. 102).
“A análise de Cornford revela estreitas correspondências entre a teogonia de Hesíodo e a filosofia de um Anaximandro. É certo que o primeiro fala ainda de gerações divinas enquanto o outro descreve já processos naturais; mas isso é porque o segundo se recusa a jogar na ambigüidade de termos como phyein [natural] e genesis [originário], que significam simultaneamente conceber e produzir, nascimento e origem.”
(VERNANT, Jean-Pierre. Les origines de la pensée grecque. 10. ed.
Paris: Presses Universitaires de France, 2009. p. 103).
Da antiguidade até o início da modernidade, a ética sempre esteve associada à capacidade de conhecimento do homem. Acerca desse tema, julgue o item seguinte.
Para Platão, a virtude se identifica com a sabedoria, por isso
não pode ser aprendida.
Da antiguidade até o início da modernidade, a ética sempre esteve associada à capacidade de conhecimento do homem. Acerca desse tema, julgue o item seguinte.
A ética de Espinoza valoriza o conhecimento racional.
Criar conceitos sempre novos é o objeto da filosofia. É porque o conceito deve ser criado que ele remete ao filósofo como àquele que o tem em potência, ou que tem sua potência e sua competência. Não se pode objetar que a criação se diz antes do sensível e das artes, já que a arte faz existir entidades espirituais e que os conceitos filosóficos são também sensibilia. Para falar a verdade, as ciências, as artes, as filosofias são igualmente criadoras, mesmo se compete apenas à filosofia criar conceitos no sentido estrito. Os conceitos não nos esperam inteiramente feitos, como corpos celestes. Não há céu para os conceitos. Eles devem ser inventados, fabricados ou antes criados, e não seriam nada sem a assinatura daqueles que os criam.
Deleuze e Guattari. O que é a filosofia?
Com relação ao tema abordado no texto anterior e a assuntos pertinentes à filosofia, à arte e às ciências, julgue o próximo item.
Desde Aristóteles, a filosofia é pensada como reminiscência,
e essa característica é o que a distingue das artes e das
ciências.
É evidente que nem um juízo verdadeiro, nem uma proposição verdadeira podem ser contrários de outro juízo verdadeiro e de outra proposição verdadeira. As proposições contrárias são as que afirmam e predicam qualidades contrárias, enquanto as proposições verdadeiras são suscetíveis de ser verdadeiras ao mesmo tempo: ora, os contrários não podem pertencer simultaneamente ao mesmo sujeito.
Aristóteles. Órganon.
Considerando o assunto do texto apresentado, julgue o item que se segue.
O juízo é um ato do espírito pelo qual é possível afirmar ou
negar uma coisa de outra.