Questões de Concurso
Comentadas sobre filosofia da cultura em filosofia
Foram encontradas 185 questões
Por que é que a gente nasce? Qual é o sentido da vida? A vida tem sentido? Deus existe? Deus não existe? A matéria é eterna? Por que nascemos? Por que morremos? Qual é a origem do Mal e do sofrimento? Por que é que, no momento em que nascemos, já estamos condenados à morte por um crime que não cometemos? A Arte é uma tentativa de resposta a essas indagações. Vejam bem: não é uma tentativa de explicação, como a da Ciência; é uma tentativa de, pela criação da Beleza artística, criar uma resposta ou uma contraproposta à Beleza e à Feiura naturais. A Arte, em qualquer tempo e em qualquer lugar, foi, e será sempre, uma daquelas tentativas de resposta que o Homem empreende perante o desafio do mundo, o enigma do Universo, o segredo da Vida e da Morte. O que pode variar — e varia — é a maneira de cada comunidade enfrentar esses problemas e realizar sua Arte peculiar e singular.
Ariano Suassuna. Uma teoria da arte rupestre. Anais do I Simpósio de Pré-História do
Nordeste Brasileiro. Recife: CNPq, UFPE, 1991, p. 127 (com adaptações).
Infere-se do texto que, para seu autor, a arte e o pensamento são indissociáveis, já que, por meio da arte, é possível tentar responder às questões do pensamento.
“Representa amplo movimento de pensamento que dominou grande parte da cultura europeia, em suas manifestações filosóficas, políticas, pedagógicas, historiográficas e literárias, de cerca de 1840 até quase às vésperas da Primeira Guerra Mundial. A partir de Comte, existiu uma época de paz substancial na Europa. A revolução industrial mudou radicalmente o modo de vida na Europa e os entusiasmos se cristalizaram em torno da ideia de progresso humano e social irrefreável, já que, de agora em diante, possuíam-se os instrumentos para a solução de todos os problemas. Para o pensamento da época, esses instrumentos eram sobretudo a ciência e suas aplicações na indústria, bem como o livre intercâmbio e a educação. Assim, acreditava-se no primado da ciência.”
(REALE, Giovanni. História da Filosofia. V 3. Paulus, 1990, p. 295-7.)
A afirmativa anterior refere-se ao movimento:
I. Compreensão da importância das questões acerca do sentido e da significação da própria existência e das produções culturais. II. Percepção da integração necessária entre a filosofia e a produção científica, artística, bem como com o agir pessoal e político. III. Capacitação para um modo especificamente filosófico de formular e propor soluções a problemas, nos diversos campos do conhecimento. IV. Capacidade para análise, interpretação e comentário de textos teóricos, segundo os mais rigorosos procedimentos de técnica hermenêutica.
Quais estão corretas?
“A ciência desconfia da veracidade de nossas certezas, de nossa adesão imediata às coisas, da ausência de crítica e da falta de curiosidade. Por isto, onde vemos coisas, fatos e acontecimentos, a atitude científica vê problemas e obstáculos, aparências que precisam ser explicadas e, em certos casos, afastadas”.
NÃO corresponde às características gerais do conhecimento científico:
(...) E na introdução à dialética transcendental, Kant diz: “Verdade ou aparência não se encontram no objeto na medida em que ele se dá na intuição e sim no juízo a seu respeito, na medida em que é pensado.”
A caracterização da verdade como “concordância”, adequatio, omoiosis, é, de certo, por demais vazia e universal. (...)
(HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo, § 44, b). In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009, p.156.)
A partir do trecho da obra Ser e tempo de Heidegger, pode ser afirmado que
I- Manter-se-á a continuidade da vertente que se iniciou com a “ intenção de ruptura “.
II- Uma vertente de caria tecnocrático, herdeira da “perspectiva modernizadora“, mas renovada pelo neoliberalismo e reciclada por outras teorias sistêmico-organizacionais.
III- Desenvolvimento da vertente neoconservadora, inspirada na epistemologia pós-moderna.
IV- Vertentes que propagam a desqualificação da teorização sistemática, pautada num anticapitalismo romântico, de glorificação do saber popular e apelo aos valores de solidariedade.
Os PCNs para o Ensino Médio definem como competências e habilidades para o ensino de filosofia
1.º) Representação e comunicação:
• ler textos filosóficos de modo significativo;
• ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros;
• elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo;
• debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição em face de argumentos mais consistentes.
2.º) Investigação e compreensão:
• articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais.
3.º) Contextualização sociocultural:
• contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica quanto em outros planos: o pessoal-biográfico; o entorno sociopolítico, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica.
Os PCNs para o Ensino Médio definem como competências e habilidades para o ensino de filosofia
1.º) Representação e comunicação:
• ler textos filosóficos de modo significativo;
• ler de modo filosófico textos de diferentes estruturas e registros;
• elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo;
• debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição em face de argumentos mais consistentes.
2.º) Investigação e compreensão:
• articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais.
3.º) Contextualização sociocultural:
• contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica quanto em outros planos: o pessoal-biográfico; o entorno sociopolítico, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica.
O momento didático corresponde à circunstância pontual de organização de uma proposta didática em condições definidas e implica escolher o que se vai ensinar e, de maneira coerente, como se vai fazê-lo, em circunstâncias específicas. A coerência entre o que e como ensinar constrói-se didaticamente a partir de supostos filosóficos que se sustentem ― momento reflexivo/crítico e momento teórico/propositivo ― e de uma cuidadosa avaliação e consideração do marco institucional do segmento ao qual se dirigem as aulas. Nesse ponto, é essencial compreender a quem estão dirigidas essas aulas ou, melhor ainda, com quem o professor constrói o espaço filosófico de ensino, já que cada grupo será uma realidade diferente e, portanto, um espaço diferente para a filosofia. O êxito de um curso dependerá, em definitivo, de uma integração ativa de todos esses elementos.
Alejandro Cerletti. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p. 94 (com adaptações).
Considerando o texto acima, assinale a opção correta.
A filosofia é teoria, visão crítica e trabalho do conceito, devendo ser preservada como tal e não como um somatório de ideias que o estudante deva decorar e que constitua em um manual sem vida, dogmático e antifilosófico, uma doutrinação sem diálogo, tornando-se a soma de preconceitos, recusando à filosofia esse traço que julgamos característico e essencial. Desse modo, cabe ao professor ensinar filosofia acompanhando ou, pelo menos, respeitando o movimento do pensar à luz de grandes obras, independentemente do autor ou da teoria escolhida.
Idem, p. 35 (com adaptações).
Com referência ao texto acima, é correto afirmar que o professor deve selecionar os conteúdos do ensino médio para filosofia com base essencialmente
A educação atual deve contemplar o ensino das ciências, das artes, das letras e da cultura clássica de forma integrada e harmônica, desvinculada de mitos e preconceitos. A filosofia, por exemplo, se abordada desde o início do processo de escolarização, auxiliará professores e alunos a perceberem as relações existentes entre as diversas disciplinas. Contudo, para tanto, não se pode conceber uma disciplina de filosofia de maneira isolada, na qual são ensinados conceitos e sistemas sem diálogo com o conjunto dos saberes. Nesse sentido, o filósofo deve-se informar das múltiplas linhas de pesquisa em andamento na escola, construindo, assim, um diálogo inter e transdisciplinar com esses conhecimentos.
Vanderlei Carbonara. Concepções ético-epistemológicas que fundamentam a ação interdisciplinar e transdisciplinar no ensino fundamental e médio. In: Celso Candido & Vanderlei Carbonara (Orgs.). Filosofia e ensino: um diálogo transdisciplinar. Ijuí: Unijuí, 2004, p. 103 (com adaptações).
Com referência ao assunto abordado no fragmento de texto acima, assinale a opção correta.
Para Schopenhauer, a causa e a essência do mundo estão na vontade de viver, e a consciência não passa de um serviço sacrificado dessa vontade. Relacionando esse pensamento com a teoria da arte do filósofo, assinale a alternativa correta.
A distinção entre obras de arte e objetos técnicos é possível quando observa-se que enquanto estes últimos têm sua finalidade subordinada a uma função, as obras de arte não estão necessariamente vinculadas a alguma funcionalidade.
Arte e técnica são termos originários de campos semânticos semelhantes, tendo arte origem etimológica no latim e técnica, no grego.
A partir da metade dos anos 60 do século passado, no Brasil, a consciência de seu caráter de continente periférico, alheio às decisões mundiais, apêndice dos blocos de poder, substituiu a euforia desenvolvimentista. Sua marginalidade, agravada, a partir dos anos 80, pela recessão econômica, só parece compatível com as estritas análises político-econômicas (...). O tratamento filosófico das questões era confundido com o ecletismo e o antiexperimentalismo da época colonial, sendo então tomado como traço de letrados tradicionais e incapazes de contribuir para a solução prática dos problemas (...). Essa alergia à reflexão filosófica se mostra, na conjuntura atual, pela incapacidade de lidar com a interpretação da cultura senão como prolongamento da conjuntura político-econômica.
Luiz Costa Lima. Apud F. Ceppas. Anotações sobre a formação filosófica no Brasil e o ensino de filosofia. In: S. Gallo, M. Danelon e G. Cornelli. Ensino de filosofia: teoria e prática. Ed. Unijuí, 2004 (com adaptações).
A partir das idéias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.