Questões de Concurso Comentadas sobre conceitos filosóficos em filosofia

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Q3973338 Filosofia

Texto 5A2-VI 


    Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.


Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).

Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)



Texto 5A2-VII 


    Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos. 


Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.

Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.

Da leitura dos textos 5A2-VI e 5A2-VII conclui-se que, para Adorno e Horkheimer, a indústria cultural é caracterizada por
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Q3973337 Filosofia

Texto 5A2-VI 


    Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.


Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).

Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)



Texto 5A2-VII 


    Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos. 


Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.

Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.

Com base no texto 5A2-VI, é correto afirmar que, segundo Adorno, a substituição da expressão ‘cultura de massas’ por ‘indústria cultural’ justifica-se para
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Q3973335 Filosofia

Texto 5A2-V 


    Distanciemo-nos, enfim, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.


    Mas a que apelo nos referimos? Toda a nossa existência se sente — em toda parte, uma vez por diversão, outra vez por necessidade, ou incitada ou forçada — provocada a se dedicar ao planejamento e cálculo de tudo. O que fala nessa provocação? Ela emana apenas de um capricho arbitrário do ser humano? Ou nisso nos aborda já o próprio ente e justamente de tal modo que nos interpela na perspectiva de sua planificabilidade e calculabilidade? Então até mesmo o ser estaria sendo provocado a manifestar o ente no horizonte da calculabilidade? De fato. E não só isso. Na mesma medida que o ser, o homem é provocado, quer dizer, chamado à razão para abrigar em segurança o ente que se dirige a ele, como a base substancial de seu planificar e calcular, realizando indefinidamente essa exploração.


Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Conferências e escritos filosóficos.

Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1957], p. 382 (com adaptações)

Com base no texto 5A2-V e na crítica da técnica feita por Heidegger, é correto afirmar que planejamento e cálculo, na experiência moderna do mundo, são 
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Q3973333 Filosofia

Texto 5A2-II 


     Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.


Francis Bacon. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade.

São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações). 



Texto 5A2-III


     O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.


Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.




Texto 5A2-IV


     Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.


Immanuel Kant. Crítica da razão pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.

São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações). 

Com base na comparação entre as ideias dos empiristas veiculadas nos textos 5A2-II e 5A2-III e a crítica de Kant no texto 5A2-IV, assinale a opção correta.
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Q3973332 Filosofia

Texto 5A2-II 


     Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.


Francis Bacon. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade.

São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações). 



Texto 5A2-III


     O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.


Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.




Texto 5A2-IV


     Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.


Immanuel Kant. Crítica da razão pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.

São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações). 

No texto 5A2-IV, Kant defende que o conhecimento 
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Q3973330 Filosofia
    Assim como nos foi dado mostrar que o ser da obra de arte é um jogo, que só se cumpre na sua recepção pelo espectador, pode-se dizer, dos textos em geral, que somente na sua compreensão se produz a retransformação do rastro de sentido morto, em sentido vivo. Já tínhamos visto que a obra de arte só alcança seu preenchimento na representação que ela encontra, e isto nos tinha obrigado a concluir que toda obra de arte literária só pode se realizar inteiramente pela leitura.
Hans-Georg Gadamer. Verdade e método. Tradução de Flávio Paulo Meurer. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 262 (com adaptações).

Considerando esse fragmento de texto e a compreensão gadameriana da arte, assinale a opção correta, de acordo com Gadamer.
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Q3973328 Filosofia
    Quantas vezes ocorreu-me sonhar, durante a noite, que estava neste lugar, que estava vestido, que estava junto ao fogo, embora estivesse inteiramente nu dentro de meu leito?
René Descartes. Meditações. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1642], p. 94.

Nesse fragmento da obra Meditações, René Descartes 
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Q3973325 Filosofia
A filosofia é frequentemente descrita como um movimento de “estranhamento” e de crítica à consciência cotidiana. Considerando um contexto intercultural e de ensino de filosofia, assinale a opção correta. 
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Q3973323 Filosofia
A respeito da crítica de Nietzsche à moral tradicional e da possibilidade de sua aplicação no ensino escolar de filosofia, assinale a opção correta. 
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Q3973322 Filosofia
No que se refere às ideias de Platão, Aristóteles, Agostinho e Spinoza e ao papel da filosofia na formação ética, assinale a opção correta. 
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Q3973321 Filosofia
Assinale a opção correta a respeito de uma possível contribuição do ensino de filosofia para a construção da cidadania democrática. 
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Q3973318 Filosofia
Considerando que a filosofia pode revelar como a consciência cotidiana naturaliza certas relações entre ser humano e natureza na sociedade de consumo, assinale a opção correta. 
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Q3973317 Filosofia
Conforme as diretrizes preconizadas na atualidade, o ensino escolar de filosofia
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Q3973315 Filosofia
No contexto da emergência da filosofia na Grécia antiga, alguns autores falam em uma “universalização da palavra” (logos). Esse processo caracterizou-se pela
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Ano: 2026 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: IPAAM Provas: CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Administração | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia de Pesca | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Elétrica | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Florestal | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Geografia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Análise de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Biologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Ciências Contábeis | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Geologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Antropologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Química | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Direito (Bacharel) | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Agronômica | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Medicina Veterinária | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Pedagogia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Sociologia | CESPE / CEBRASPE - 2026 - IPAAM - Analista Ambiental – Especialidade: Engenharia Ambiental/Sanitarista |
Q3972895 Filosofia
Acerca da ética, assinale a opção correta.
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Q3964151 Filosofia

 A relação entre ética, moral e cidadania envolve a compreensão de como valores, normas e práticas orientam a vida em sociedade e a atuação dos indivíduos no espaço público. Essa abordagem permite analisar, em nível conceitual, tanto os costumes socialmente praticados quanto a reflexão crítica sobre eles, bem como o papel do cidadão na construção e na preservação da vida coletiva (BRASIL, 1988).


Com base nessa relação, é CORRETO afirmar que:  

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Q3964084 Filosofia

A relação entre ética, moral e cidadania envolve a compreensão de como valores, normas e práticas orientam a vida em sociedade e a atuação dos indivíduos no espaço público. Essa abordagem permite analisar, em nível conceitual, tanto os costumes socialmente praticados quanto a reflexão crítica sobre eles, bem como o papel do cidadão na construção e na preservação da vida coletiva (BRASIL, 1988).


Com base nessa relação, é CORRETO afirmar que: 

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Q3963456 Filosofia
Há uma teoria que afirma que a ética tem como objetivo proporcionar o máximo de felicidade ao maior número possível de pessoas. Para essa teoria, a felicidade residiria na busca do máximo prazer e no mínimo de dor para a população, admitindo, assim, o sacrifício individual em favor do coletivo. Tal teoria é denominada: 
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Q3961052 Filosofia
Ética e moral não são palavras sinônimas, embora estejam correlacionadas. Enquanto a ética aponta para a teoria dos valores, a moral tem mais a ver com a prática, ou seja, com a vivência mesma desses valores. Sendo assim, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3958453 Filosofia
 A relação entre ética, moral e cidadania envolve a compreensão de como valores, normas e práticas orientam a vida em sociedade e a atuação dos indivíduos no espaço público. Essa abordagem permite analisar, em nível conceitual, tanto os costumes socialmente praticados quanto a reflexão crítica sobre eles, bem como o papel do cidadão na construção e na preservação da vida coletiva (BRASIL, 1988).
Com base nessa relação, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
41: A
42: E
43: B
44: D
45: D
46: A
47: B
48: E
49: A
50: D
51: C
52: E
53: A
54: B
55: A
56: D
57: A
58: C
59: C
60: A