Questões de Concurso Comentadas sobre a política em filosofia

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Q3529292 Filosofia
Analisando a obra filosófica de John Stuart Mill, Elizabeth Balbachevsky esclarece: “Com Mill, o liberalismo despe- -se de seu ranço conservador, defensor do voto censitário e da cidadania restrita, para incorporar em sua agenda todo um elenco de reformas que vão desde o voto universal até a emancipação da mulher. Na obra de Mill podemos acompanhar um esforço articulado e coerente para enquadrar e responder as demandas do movimento operário inglês”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Dessa forma, como indicado no excerto, a obra de Stuart Mill expressa
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Q3529290 Filosofia
Em coletânea organizada por Francisco Weffort, intitulada Os clássicos da política, J. A. Guilhon Albuquerque esclarece que, para Montesquieu: “Tal como é possível estabelecer as leis que regem os corpos físicos a partir das relações entre massa e movimento, também as leis que regem os costumes e as instituições são relações que derivam da natureza das coisas. Mas aqui se trata de massa e movimento de outra ordem, a massa e o movimento próprios da política, que poderiam corresponder, se precisássemos levar adiante a metáfora, a quem exerce o poder e como ele é exercido.

(In: Weffort. 2006. Adaptado)

Ao estabelecer esse paralelo entre leis naturais e leis políticas, Montesquieu está dialogando com
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Q3529289 Filosofia
No capítulo intitulado John Locke e o individualismo liberal, Leonel Itaussu Almeida Mello afirma:

“Para John Locke o estado de natureza era um estado de relativa paz, concórdia e harmonia. Nesse estado pacífico, os seres humanos já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade na acepção tradicional, em sentido estrito, significava especificamente a posse de bens móveis ou imóveis.”

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

John Locke também propôs uma acepção geral da noção de “propriedade” referindo-se
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Q3529288 Filosofia
Na coletânea intitulada Os clássicos da política, Renato Janine Ribeiro aponta que a concepção de estado de natureza do ser humano é fundamental para compreender o pensamento de Thomas Hobbes: “Todo ser humano é opaco aos olhos de seu semelhante – eu não sei o que o outro deseja, e por isso tenho que fazer uma suposição de qual será a sua atitude mais prudente. Como ele também não sabe o que quero, também é forçado a supor o que farei”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Devido à opacidade intrínseca do ser humano, Hobbes defende que 
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Q3529287 Filosofia
Em carta dirigida a F. Vettori, Maquiavel escreve: “Minha missão é falar sobre o Estado”. Este trecho da carta revela sua “predestinação” inarredável: falar sobre o Estado. De fato, sua preocupação em todas as suas obras é o Estado. Não o melhor Estado, aquele tantas vezes imaginado, mas que nunca existiu. Mas o Estado real, capaz de impor a ordem. Maquiavel rejeita a tradição idealista de Platão, Aristóteles e Tomás de Aquino e segue a trilha inaugurada pelos historiadores antigos, como Tácito, Políbio e Tito Lívio. Seu ponto de partida e de chegada é a realidade concreta.

(Sadek, M. T. In: Weffort, 2006. Adaptado)

Maria Tereza Sadek indica que, em suas obras, Maquiavel enfatiza
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Q3529286 Filosofia
Maria Tereza Sadek, na obra organizada por Francisco Weffort Os clássicos da política, explica que: “o maquiavelismo serve a todos os ódios, metamorfoseia-se de acordo com os acontecimentos, já que pode ser apropriado por todos os envolvidos em disputa. É uma forma de desqualificar o inimigo, apresentando-o sempre como a encarnação do mal. Personificando a imoralidade, o jogo sujo e sem escrúpulos, o “maquiavelismo”, ou melhor, o “antimaquiavelismo” tornou-se mais forte do que Maquiavel.”

(Sadek, M.T.In: Welfort, 2006. Adaptado)

Ressalta Maria Tereza Sadek que, efetivamente, o chamado “antimaquiavelismo” é concebido como
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Q3529285 Filosofia
Em Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes explica que: “Marx não foi estritamente um filósofo, embora tenha uma obra filosófica importante; sua filosofia, bem como suas ideias revolucionárias, foram forças teóricas e políticas fundamentais do séc. XX. Historiador, cientista político, sociólogo, economista, jornalista, ativista político e revolucionário, além de filósofo” (2010. Adaptado).

Segundo Danilo Marcondes (2010), Marx concebia sua própria obra como
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Q3527788 Filosofia
Assinale a alternativa correta quanto à leitura apresentada por Ferreira (in Rangel, 2001) sobre a liberdade como entendida na corrente de pensamento do liberalismo.
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Q3525823 Filosofia
Quando reflete eticamente sobre a democracia, Peter Singer, em seu livro Ética Prática, discute formas de legitimar a desobediência civil em uma sociedade democrática: “A primeira baseia-se no fato de a decisão que contestamos não representar uma expressão genuína da opinião da maioria. […] Neste caso, o uso de meios ilegais pode ser encarado como uma extensão do uso de meios legais para garantir uma decisão genuinamente democrática. […] A desobediência civil é um meio adequado para estes fins quando os meios legais se revelam ineficazes, porque, apesar de ser ilegal, não ameaça a maioria nem tenta coagi-la”.

De acordo com Peter Singer, a desobediência civil no contexto mencionado
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Q3525822 Filosofia
Em seu texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek afirma o seguinte sobre relação entre fortuna e virtù: “ao se indagar sobre a possibilidade de se fazer uma aliança com a Fortuna, esta não é mais uma força impiedosa, mas uma deusa boa [...]. Ela é mulher, deseja ser seduzida e está sempre pronta a entregar-se aos homens bravos, corajosos, aqueles que demonstram ter virtù”.

No excerto, a concepção de ação política para Maquiavel se estabelece a partir da relação apresentada. Tal relação consiste em 
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Q3525821 Filosofia
A saída do estado de “guerra de todos contra todos” em Hobbes é abordada por Renato Janine Ribeiro, em seu texto Hobbes: o medo e a esperança, na seguinte passagem: “Como pôr termo a esse conflito? Há uma base jurídica para isso […] a lei de natureza […] Mas não basta o fundamento jurídico. É preciso que exista um Estado dotado da espada, armado, para forçar os homens ao respeito. […] No Estado deve haver um poder soberano, isto é, um foco de autoridade que possa resolver todas as pendências e arbitrar qualquer decisão. Hobbes desenvolve essa ideia”.

Para Hobbes, a criação do Estado com poder soberano foi o que tornou possível a
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Q3525816 Filosofia
Milton Meira do Nascimento, em seu texto Rousseau: da servidão à liberdade, explica a unidade temática presente nas obras Contrato social e Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de Rousseau, como se segue: “A chave para se entender a articulação entre essas duas obras está no primeiro parágrafo no capítulo I, do livro I, do Contrato: ‘O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se aprisionado. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que eles. Como se deve esta transformação? Eu o ignoro: o que poderá legitimá-la? Creio poder resolver esta questão’”.

De acordo com Rousseau, a forma legítima de superar a transformação mencionada consiste
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Q3525815 Filosofia
Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes analisa a relação entre os sofistas e Sócrates na seguinte passagem: “O pensamento de Sócrates e dos sofistas deve ser entendido, portanto, tendo como pano de fundo o contexto histórico e sociopolítico de sua época, pois tem um compromisso bastante direto e explícito com essa realidade. Isso mostra uma proximidade maior entre Sócrates e os sofistas do que entre Sócrates e os pré-socráticos”.

Segundo Danilo Marcondes, o elemento central que aproxima os filósofos mencionados é
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Q3525805 Filosofia
. Renato Janine Ribeiro, em seu texto Hobbes: o medo e a esperança, comenta sobre a natureza humana segundo Hobbes. Eis a passagem: “Hobbes […] não afirma que os homens são absolutamente iguais, mas que são ‘tão iguais que…’: iguais o bastante para que nenhum possa triunfar de maneira total sobre outro. Todo homem é opaco aos olhos de seu semelhante […]. Como ele também não sabe o que quero, também é forçado a supor o que farei. Dessas suposições recíprocas, decorre que geralmente o mais razoável para cada um é atacar o outro […]: assim a guerra se generaliza entre os homens”.

A explicação apresentada por Renato Janine Ribeiro ressalta que a
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Q3525798 Filosofia
Milton Meira do Nascimento, em seu texto Rousseau: da servidão à liberdade, traz a célebre citação do texto de Rousseau intitulado Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens: “O primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer: ‘Isto é meu’, e encontrou pessoas bastante simples para crê-lo, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil”.

Segundo Rousseau, a consequência fundamental do marco descrito no excerto é que a
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Q3525796 Filosofia
Maria Tereza Sadek analisa a concepção de natureza humana na filosofia de Maquiavel, em seu texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, na passagem: “Maquiavel estuda a história […]. Seu ‘diálogo’ com os homens da antiguidade clássica e sua prática levam-no a concluir que por toda parte […] pode-se observar a presença de traços humanos imutáveis. Daí afirmar, os homens ‘são ingratos, volúveis, simuladores, covardes ante os perigos, ávidos de lucro’ (O príncipe, cap. XVII). Estes atributos negativos compõem a natureza humana e mostram que o conflito e a anarquia são desdobramentos necessários dessas paixões e instintos malévolos”.

De acordo com Maquiavel, o papel da política frente à natureza humana é
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Q3525791 Filosofia
No texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek destaca a mudança de paradigma promovida por Maquiavel: “Em seu texto Maquiavel rejeita a tradição idealista de Platão, Aristóteles e Santo Tomás de Aquino e segue a trilha inaugurada pelos historiadores antigos […]. Seu ponto de partida e de chegada é a […] verità effettuale – a verdade efetiva das coisas”.

A noção de “verdade efetiva”, mencionada no excerto, marca a mudança ao 
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Q3525115 Filosofia
No texto “John Locke e o individualismo liberal”, Leonel Itaussu Almeida Mello apresenta um conceito fundamental para a compreensão do contratualismo lockeano. Diz ele: “Em Locke, o contrato social é um pacto de consentimento em que os homens concordam livremente em formar a sociedade civil para preservar e consolidar ainda mais os direitos que possuíam originalmente no estado de natureza. No estado civil os direitos naturais inalienáveis do ser humano à vida, à liberdade e aos bens estão melhor protegidos sob o amparo da lei, do árbitro e da força comum de um corpo político unitário”.
À luz da teoria contratualista mencionada, a noção de “pacto de consentimento” é
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Q3525114 Filosofia
Aristóteles aborda uma das relações entre ética e política, no livro Ética a Nicômaco, da seguinte forma: “A resposta à pergunta que estamos fazendo é também evidente pela definição da felicidade, por quando dissemos que ela é uma atividade virtuosa da alma, de certa espécie. (…) o objetivo da vida política é o melhor dos fins, e essa ciência dedica o melhor de seus esforços a fazer com que os cidadãos sejam bons e capazes de nobres ações”.
No excerto, o Estado, detentor da vida política, possui o papel de
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Q3525112 Filosofia
“No processo de legitimação do pacto social, o fundamental é a condição de igualdade das partes contratantes. As cláusulas do contrato, quando bem compreendidas, reduzem-se a uma só”, explica Milton Meira do Nascimento no texto “Rousseau: da servidão à liberdade”. E completa com um trecho do próprio Rousseau: “a alienação total de cada associado, com todos os seus direitos, à comunidade toda, porque, em primeiro lugar, cada um dando-se completamente, a condição é igual para todos e, sendo a condição igual para todos, ninguém se interessa por tornar onerosa para os demais”.
De acordo com Rousseau, a falta da “alienação total” implica
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Respostas
161: A
162: D
163: D
164: C
165: B
166: E
167: D
168: D
169: E
170: A
171: C
172: C
173: A
174: A
175: D
176: C
177: E
178: A
179: D
180: A