Questões de Concurso Comentadas sobre a política em filosofia

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Q3566759 Filosofia
Com base na concepção de “poder”, do filósofo Michel Foucault, analise o trecho a seguir:

Para Michel Foucault, o poder não é uma entidade unitária, nem um bem a ser possuído, mas uma relação histórica, contingente e ____________, que se exerce entre sujeitos e se manifesta em práticas, discursos e instituições. Ao invés de se localizar exclusivamente no ____________, o poder circula em múltiplos pontos do corpo social, configurando uma rede dinâmica de ações sobre ações. Por isso, não pode ser reduzido apenas à função de repressão: ele é também ____________, pois produz saberes, verdades e subjetividades. A análise do poder, nesse sentido, exige a consideração de suas condições de emergência, seus instrumentos, seus campos de aplicação e os efeitos que produz em uma dada ____________ ao deslocar o foco da soberania para os dispositivos disciplinares e biopolíticos.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
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Q3566756 Filosofia
Analise o trecho a seguir, da apresentação da obra “A Ideologia Alemã, de Marx e Engels”: 

“Ao construir sua teoria – na luta constante para marcar uma clara delimitação em relação à presença monstruosa de um sistema de pensamento tão tentador como o hegeliano –, Marx e Engels concentraram o combate teórico inicial em uma diferenciação em relação aos pressupostos idealistas de Hegel. Na diferenciação com o ‘saber absoluto’, os dois filósofos revelam a natureza do seu materialismo, que remete para a produção e a reprodução das condições de existência dos homens. Dela decorrem as relações dos homens com a natureza e com suas formas de organização social, isto é, dos sujeitos com o que lhes aparece como a objetividade do mundo. Uma forma específica de apropriação da natureza determina as formas de organização social e a consciência. A apreensão do significado que as formas de reprodução da vida têm para a existência humana representa a primeira grande formulação do materialismo dialético para a compreensão da história e da consciência humana. A cada estado de desenvolvimento das formas de produção material da sua existência correspondem formas específicas de estruturação social, além de valores e formas de apreensão da realidade. Destacar esse papel de pressuposto incontornável da produção da vida material significa, ao mesmo tempo, colocar o trabalho no centro das condições de vida e consciência humana” (Sader, 2007).

Com base no trecho acima e nos fundamentos do materialismo histórico-dialético, analise as assertivas a seguir:

I. A crítica marxista ao idealismo hegeliano se dá principalmente por meio da negação da dialética como método especulativo e da sua substituição por uma metodologia empírica baseada na observação das leis naturais.

II. A categoria “trabalho” aparece como a mediação fundamental entre o ser humano e a realidade objetiva, sendo o elemento que possibilita compreender tanto a estrutura social quanto as formas de consciência.

III. A concepção marxista rompe com a perspectiva hegeliana ao afirmar que a consciência dos indivíduos determina sua existência, o que fundamenta a centralidade do sujeito na história.

IV. A historicidade do ser humano está enraizada na capacidade de transformar a natureza por meio do trabalho, e de transmitir material e simbolicamente essas transformações às gerações futuras.

V. A crítica marxista à alienação assume que o trabalho, ao invés de ser a expressão da humanidade do sujeito, torna-se uma atividade estranhada, pois o homem não se reconhece naquilo que produz.

Quais estão corretas? 
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Q3566753 Filosofia
Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant:

“Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza, em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível, mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana, não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servirnos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituição estatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”.

Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:

I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico guiado por um propósito natural implícito.
II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant, rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.
III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.
IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.
V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo à realização das potencialidades morais do gênero humano.

Quais estão corretas?
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Q3566749 Filosofia
Analise o trecho a seguir, retirado e adaptado do Livro I, da “Política” de Aristóteles.

“E o porquê de o homem ser um animal político em maior medida que qualquer abelha ou animal gregário, é evidente. Pois como dizemos, a natureza não produz nada sem propósito; apenas o homem, dentre os animais, possui o logos. É assim que a voz pode configurar dor ou prazer e, deste modo, outros animais inferiores também a possuem (já que a sua natureza própria foi levada até o ponto de perceberem o que é doloroso ou prazeroso e transmitirem isto uns aos outros), enquanto o logos existe para tornar manifesto o vantajoso e o ruim, assim como o justo e o injusto; pois isto é o que faz o que é próprio ao homem e o diferencia dos outros animais: que ele sozinho tenha a percepção do bem e do mal, do justo e do injusto, etc. E é a comunidade dessas percepções que produz a família e a polis” (1253a10-18).

A partir da leitura do trecho acima e dos pressupostos filosóficos de Aristóteles, analise as assertivas a seguir:

I. O filósofo distingue a linguagem (logos) da simples voz, atribuindo à primeira a função de transmitir emoções básicas e garantir a sobrevivência.
II. A linguagem é o fundamento racional da vida em comunidade, pois permite ao homem deliberar sobre valores morais compartilhados pelos cidadãos, como o justo e o injusto.
III. A natureza social e política do homem se fundamenta em sua capacidade de construir coletivamente significados éticos, o que o diferencia de outros animais gregários.
IV. Aristóteles não deixa de aceitar que outros animais também possuam linguagem articulada (logos), mas limitada às emoções simples de prazer e dor.

Quais estão corretas? 
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Q3566748 Filosofia
Sobre a definição de justiça apresentada por Sócrates em “A República”, de Platão, assinale a alternativa correta. 
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Q3540935 Filosofia
No contexto da filosofia política moderna, o contratualismo se destaca como uma teoria que procura explicar a origem e a legitimação do poder político. Nesse sentido, assinale a alternativa correta a respeito dos princípios fundamentais do contratualismo.
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Q3540933 Filosofia
Michel Foucault, em suas obras dedicadas ao estudo do poder, elabora uma análise das relações sociais que subverte as noções clássicas de dominação e autoridade. Assinale a alternativa que melhor reflete a concepção de poder proposta por Foucault.
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Q3540930 Filosofia
O pensamento político de Nicolau Maquiavel apresenta uma abordagem distinta em relação às concepções tradicionais de governança e moralidade. Em suas reflexões sobre o poder, esse filósofo examina as estratégias e as virtudes necessárias para que um governante possa assegurar a estabilidade e a perpetuação do Estado. Considerando as informações mencionadas, assinale a alternativa que caracteriza a concepção política de Maquiavel.
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Q3540927 Filosofia
No contexto da filosofia política moderna, o contratualismo e o naturalismo representam abordagens distintas sobre a origem e a legitimidade do poder político. Considerando as definições e os conceitos fundamentais de ambas as correntes, assinale a alternativa que apresenta a comparação mais precisa entre elas.
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Q3540925 Filosofia
Na análise da ética política de Nicolau Maquiavel, ele propõe uma visão pragmática a respeito das virtudes e dos comportamentos necessários para o exercício do poder. Dentro desse contexto, a concepção maquiavélica sobre a moralidade da ação política rompe com a tradição ética cristã e aristotélica. Com base no exposto, assinale a alternativa que melhor reflete a posição ética de Maquiavel.
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Q3540923 Filosofia
Michel Foucault analisa a evolução das práticas punitivas e como estas estão relacionadas às transformações do poder e da disciplina nas sociedades modernas. Nesse sentido, assinale a alternativa que corresponde à perspectiva filosófica de Foucault.
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Q3540922 Filosofia
Dentro da filosofia política moderna, o naturalismo se constitui como uma corrente que visa compreender a organização política e social a partir de princípios considerados naturais ou universais. Com base no exposto, assinale a alternativa correta sobre o conceito de naturalismo na política.
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Q3540918 Filosofia
Michel Foucault desenvolve uma análise crítica sobre as instituições e as práticas sociais que regulam os indivíduos. Assinale a alternativa correta a respeito do pensamento de Foucault.
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Q3529292 Filosofia
Analisando a obra filosófica de John Stuart Mill, Elizabeth Balbachevsky esclarece: “Com Mill, o liberalismo despe- -se de seu ranço conservador, defensor do voto censitário e da cidadania restrita, para incorporar em sua agenda todo um elenco de reformas que vão desde o voto universal até a emancipação da mulher. Na obra de Mill podemos acompanhar um esforço articulado e coerente para enquadrar e responder as demandas do movimento operário inglês”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Dessa forma, como indicado no excerto, a obra de Stuart Mill expressa
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Q3529290 Filosofia
Em coletânea organizada por Francisco Weffort, intitulada Os clássicos da política, J. A. Guilhon Albuquerque esclarece que, para Montesquieu: “Tal como é possível estabelecer as leis que regem os corpos físicos a partir das relações entre massa e movimento, também as leis que regem os costumes e as instituições são relações que derivam da natureza das coisas. Mas aqui se trata de massa e movimento de outra ordem, a massa e o movimento próprios da política, que poderiam corresponder, se precisássemos levar adiante a metáfora, a quem exerce o poder e como ele é exercido.

(In: Weffort. 2006. Adaptado)

Ao estabelecer esse paralelo entre leis naturais e leis políticas, Montesquieu está dialogando com
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Q3529289 Filosofia
No capítulo intitulado John Locke e o individualismo liberal, Leonel Itaussu Almeida Mello afirma:

“Para John Locke o estado de natureza era um estado de relativa paz, concórdia e harmonia. Nesse estado pacífico, os seres humanos já eram dotados de razão e desfrutavam da propriedade na acepção tradicional, em sentido estrito, significava especificamente a posse de bens móveis ou imóveis.”

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

John Locke também propôs uma acepção geral da noção de “propriedade” referindo-se
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Q3529288 Filosofia
Na coletânea intitulada Os clássicos da política, Renato Janine Ribeiro aponta que a concepção de estado de natureza do ser humano é fundamental para compreender o pensamento de Thomas Hobbes: “Todo ser humano é opaco aos olhos de seu semelhante – eu não sei o que o outro deseja, e por isso tenho que fazer uma suposição de qual será a sua atitude mais prudente. Como ele também não sabe o que quero, também é forçado a supor o que farei”.

(In: Weffort, 2006. Adaptado)

Devido à opacidade intrínseca do ser humano, Hobbes defende que 
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Q3529287 Filosofia
Em carta dirigida a F. Vettori, Maquiavel escreve: “Minha missão é falar sobre o Estado”. Este trecho da carta revela sua “predestinação” inarredável: falar sobre o Estado. De fato, sua preocupação em todas as suas obras é o Estado. Não o melhor Estado, aquele tantas vezes imaginado, mas que nunca existiu. Mas o Estado real, capaz de impor a ordem. Maquiavel rejeita a tradição idealista de Platão, Aristóteles e Tomás de Aquino e segue a trilha inaugurada pelos historiadores antigos, como Tácito, Políbio e Tito Lívio. Seu ponto de partida e de chegada é a realidade concreta.

(Sadek, M. T. In: Weffort, 2006. Adaptado)

Maria Tereza Sadek indica que, em suas obras, Maquiavel enfatiza
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Q3529286 Filosofia
Maria Tereza Sadek, na obra organizada por Francisco Weffort Os clássicos da política, explica que: “o maquiavelismo serve a todos os ódios, metamorfoseia-se de acordo com os acontecimentos, já que pode ser apropriado por todos os envolvidos em disputa. É uma forma de desqualificar o inimigo, apresentando-o sempre como a encarnação do mal. Personificando a imoralidade, o jogo sujo e sem escrúpulos, o “maquiavelismo”, ou melhor, o “antimaquiavelismo” tornou-se mais forte do que Maquiavel.”

(Sadek, M.T.In: Welfort, 2006. Adaptado)

Ressalta Maria Tereza Sadek que, efetivamente, o chamado “antimaquiavelismo” é concebido como
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Q3529285 Filosofia
Em Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, Danilo Marcondes explica que: “Marx não foi estritamente um filósofo, embora tenha uma obra filosófica importante; sua filosofia, bem como suas ideias revolucionárias, foram forças teóricas e políticas fundamentais do séc. XX. Historiador, cientista político, sociólogo, economista, jornalista, ativista político e revolucionário, além de filósofo” (2010. Adaptado).

Segundo Danilo Marcondes (2010), Marx concebia sua própria obra como
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Respostas
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102: D
103: D
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