Questões de Concurso Sobre assistência farmacêutica e saúde pública em farmácia

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Q4434108 Farmácia
Uma usuária de 58 anos, residente em uma região afastada da Clínica da Família de referência, começou a apresentar sede frequente e aumento do volume urinário.

Como o deslocamento até a unidade de saúde era difícil, procurou uma drogaria próxima de sua residência, onde conhecia a farmacêutica e confiava nas orientações prestadas por ela.

Durante o atendimento, foi realizada a medição da glicemia capilar, que apresentou valor acima do intervalo de referência. Preocupada, a usuária perguntou se o resultado confirmava diabetes e solicitou que essa informação fosse registrada no documento fornecido pela drogaria.

Considerando as Boas Práticas Farmacêuticas previstas na RDC nº 44/2009, assinale a conduta correta. 
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Q4429636 Farmácia
A programação de medicamentos é o planejamento das quantidades de medicamentos a serem adquiridos para evitar desabastecimento. Um dos métodos de programação baseia-se em dados de morbidade das doenças para as quais os medicamentos padronizados são usados, considerando a prevalência/incidência na população e os esquemas terapêuticos comuns. Essa descrição refere-se ao método denominado de
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Q4429635 Farmácia
A Política Nacional de Medicamentos (PNM) do Brasil, instituída pelo Ministério da Saúde, tem como objetivo principal promover o uso racional de medicamentos. Esse uso racional busca assegurar que os medicamentos sejam prescritos de maneira adequada, em doses corretas, por períodos apropriados e com o menor risco possível para os pacientes. Isso envolve a promoção de práticas como a elaboração e o estímulo ao uso do
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Q4429631 Farmácia
A área da farmacoeconomia desempenha um papel primordial na formulação de políticas de saúde, ao analisar não só os custos diretos dos medicamentos mas também seus benefícios e impactos macroeconômicos na saúde pública. Essa área visa avaliar, comparativamente, as opções terapêuticas sob o prisma de eficácia, eficiência e sustentabilidade a longo prazo. Sendo assim, na análise de medicamentos, a finalidade central da farmacoeconomia é
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Q4429039 Farmácia
De acordo com a legislação vigente sobre os medicamentos essenciais, assinale a alternativa correta.
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Q4429038 Farmácia
De acordo com a legislação que estabelece as normas sobre o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa correta.
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Q4429036 Farmácia
De acordo com a Resolução no 338, de 06 de maio de 2004, do Conselho Nacional de Saúde, que aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), assinale a alternativa que apresenta corretamente um dos eixos estratégicos estabelecidos para sua implementação.
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Q4429035 Farmácia
A promoção do Uso Racional de Medicamentos envolve a identificação e a prevenção de Resultados Negativos associados a Medicamentos, os quais são classificados em problemas de necessidade, efetividade e segurança. Durante as consultas de acompanhamento farmacoterapêutico em uma Unidade Básica de Saúde, foram avaliados cinco pacientes.
Assinale a alternativa que apresenta um caso corretamente classificado como uma situação de Inefetividade Quantitativa.
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Q4429034 Farmácia
A seleção de medicamentos constitui uma etapa fundamental da assistência farmacêutica, envolvendo métodos e sistemas estruturados para apoiar a tomada de decisão quanto aos medicamentos a serem incorporados.
Assinale a alternativa correta considerando os diferentes métodos de seleção de medicamentos.
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Q4429031 Farmácia
De acordo com a Portaria do Ministério da Saúde nº 3.916 de 1998, que dispõe sobre a Política Nacional de Medicamentos, assinale a alternativa correta.
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Q4423911 Farmácia
A expansão das atividades clínicas do farmacêutico ocorreu, em parte, como resposta ao fenômeno da transição demográfica e epidemiológica observado na sociedade. A crescente morbimortalidade relativa às doenças e agravos não transmissíveis e à farmacoterapia repercutiu nos sistemas de saúde e exigiu um novo perfil do farmacêutico

Acerca da resolução nº 585 de 29 de agosto de 2013, que regulamenta as atribuições clínicas dos farmacêuticos é CORRETO afirmar que: 
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Q4422261 Farmácia

Nos últimos anos, os órgãos de saúde registraram um aumento expressivo no diagnóstico de sífilis no Brasil, especialmente entre a população jovem. Trata-se de uma infecção sexualmente transmissível (IST) que pode ser tratada pelo SUS e facilmente prevenida.



Sobre essa doença, assinale a alternativa que NÃO está correta:

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Q4421806 Farmácia
Os medicamentos do Grupo 2 do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica são responsabilidade:
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Q4417229 Farmácia
A Resolução n.º 338, de 6 de maio de 2004, do Conselho Nacional de Saúde, aprovou a Política Nacional de Assistência Farmacêutica. A respeito dessa Política, julgue as assertivas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Tem como finalidade contribuir na melhoria de vida da população, integrando ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde.
(__)Seu objetivo é apoiar ações de saúde na promoção do acesso aos medicamentos essenciais e promover o seu uso racional.
(__)A Assistência Farmacêutica é uma política pública voltada prioritariamente à aquisição e à dispensação de medicamentos, sendo as ações de promoção de saúde e de uso racional de medicamentos atribuições independentes dessa política.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q4417227 Farmácia
No município de Maravilha-SC, a gestão pretende qualificar a Assistência Farmacêutica. Para isso, propõe as seguintes medidas:

I.Aprimorar a programação de medicamentos com base nas necessidades da população.
II.Melhorar as condições de armazenamento e controle de estoque.
III.Estruturar espaços que favoreçam a dispensação qualificada e o atendimento humanizado.
IV.Desenvolver ações de cuidado farmacêutico integradas às equipes de saúde.
V.Restringir a atuação farmacêutica às atividades logísticas, evitando atividades clínicas.

É medida a ser adotada o que se apresenta em:
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Q4417226 Farmácia
Durante a dispensação em uma unidade da rede municipal de saúde, o farmacêutico analisa a prescrição de um paciente em tratamento contínuo. O medicamento prescrito possui indicação para a condição clínica apresentada e integra a padronização do serviço. Entretanto, a avaliação farmacoterapêutica também exige considerar aspectos relacionados ao paciente, ao esquema de tratamento e aos demais medicamentos utilizados. À luz dos princípios do uso racional de medicamentos, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada:
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Q4417221 Farmácia
Em uma unidade da rede municipal de saúde, o farmacêutico verifica aumento recorrente da demanda por determinado medicamento, redução do estoque disponível e prazo regular entre a solicitação e o recebimento de novos lotes. Para subsidiar a programação de medicamentos e evitar tanto o desabastecimento quanto o excesso de estoque, o profissional deve: 
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Q4411950 Farmácia
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
No encerramento do texto, o autor defende a necessidade de superar a visão puramente instrumental do insumo farmacêutico. Ao caracterizar os medicamentos como veículos de ideologias, o texto fundamenta a tese central de que esses produtos: 
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Q4411949 Farmácia
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
De acordo com o texto, a Política Nacional de Medicamentos (PNM), integrante da Política Nacional de Saúde, foi elaborada com a finalidade de alinhar a Assistência Farmacêutica às diretrizes do Sistema Único de Saúde. A respeito dos objetivos expressos da PNM, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um de seus pilares fundamentais.
Alternativas
Q4399396 Farmácia
O ciclo da assistência farmacêutica é composto por etapas técnicas interdependentes e sequenciais. A etapa em que se definem quais medicamentos devem ser disponibilizados, considerando critérios de eficácia, segurança, qualidade, custo e as necessidades epidemiológicas da população, sendo atribuição precípua da Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT), é denominada:
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: A
4: D
5: D
6: E
7: C
8: C
9: D
10: B
11: E
12: B
13: B
14: E
15: B
16: D
17: D
18: A
19: D
20: B