Questões de Concurso Sobre engenharia florestal
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I. Em áreas declivosas, a propagação do fogo diminui à medida que o grau de inclinação aumenta. Desconsiderando-se a ação do vento, o fogo tende a se alastrar para baixo, visto que as chamas produzidas passam a aquecer o material combustível localizado na parte inferior do terreno, favorecendo sua ignição e a continuidade na propagação do fogo.
II. O vento assume grande importância no comportamento do fogo, pois renova o oxigênio na área de combustão. Além disso, transfere calor para os demais combustíveis presentes ao redor, porém o vento não transporta material particulado incandescente, o que poderia proporcionar novos focos.
III. A precipitação disponibiliza umidade para o material combustível. Dessa forma, dificulta ou torna impossível o início e a propagação de incêndios florestais. Assim, quanto maiores os períodos de estiagem, menores serão as perdas de umidade dos materiais combustíveis, e mais favoráveis se tornarão as condições para a ocorrência de incêndios florestais.
Está CORRETO o que se afirma:
I. Florestas jovens são resultantes de um processo natural de regeneração da vegetação em áreas onde no passado houve corte raso da floresta primária. Nesses casos, em geral, as terras foram usadas para agricultura, exploração madeireira e pastagem, e a floresta ressurge espontaneamente, após o abandono da atividade.
II. Florestas maduras se encontram em um estágio tardio de sucessão e são relativamente estáveis. A dinâmica florestal não cessa, e existem distúrbios localizados (endógenos) como quedas de árvores ou inundações locais.
III. Geralmente, florestas maduras apresentam menor número de árvores com áreas basais grandes, enquanto florestas jovens apresentam uma alta densidade de árvores de maior porte e redução significativa na cobertura e na altura do dossel.
Está CORRETO o que se afirma:
(1) Classificação. (2) Transplante. (3) Raleio. (4) Seleção.
( ) Essa atividade ocorre quando várias plântulas emergem no mesmo recipiente, sendo necessária a retirada das excedentes. Esse procedimento deve ser realizado quando as plantas são pequenas, o que permite retirá-las sem comprometer a muda que permanece. Para tanto, primeiro se realiza irrigação e depois se retira(m) a(s) planta(s) excedente(s) do substrato.
( ) Essa prática envolve colocar as mudas em um recipiente com maior volume de substrato, usado para espécies nativas ou plantas utilizadas na arborização urbana. Após, as mudas são regadas e podem ser movidas para uma área de aclimatação ou expostas a pleno sol, dependendo da estação e das necessidades específicas de cada espécie.
( ) Essa atividade visa melhorar a uniformidade do lote de mudas. Para tanto, estas são separadas por tamanho, com foco, na maior parte das vezes, na altura. As plantas são organizadas em sublotes de tamanhos (pequeno, médio e grande). Após, cada sublote é manejado separadamente. Essa atividade é normalmente realizada durante o estágio intermediário da produção do lote de mudas.
( ) Essa prática envolve a remoção de plantas malformadas, bifurcadas, doentes ou com algum problema que possa comprometer a qualidade do lote de mudas. É contínua dentro do viveiro, comum em viveiros de raiz nua e em viveiros de recipientes. É realizada junto a outras atividades. Sempre que uma planta não atende aos padrões de qualidade, ela é removida do lote.
( ) No desbaste baixo, eliminam-se as árvores dos estratos médio a superior do povoamento, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento de árvores dominantes e codominantes, o que se deseja conduzir até o final da rotação.
( ) Como desvantagens dos desbastes podemos citar possíveis danos físicos aos indivíduos remanescentes, a compactação do solo e, consequentemente, a redução do crescimento das árvores do povoamento restante. Há diminuição da percentagem de tronco aproveitável devido ao aumento da conicidade.
(1) Autorização para Exploração (AUTEX).
(2) Área de Manejo Florestal (AMF).
(3) Inventário Florestal Contínuo.
(4) Unidade de Trabalho (UT).
( ) Um sistema por meio do qual parcelas permanentes são instaladas e periodicamente medidas ao longo do ciclo de corte, para produzir informações sobre o crescimento e a produção da floresta.
( ) Documento expedido pelo órgão competente que autoriza o início da exploração da Unidade de Produção Anual (UPA) e especifica o volume máximo por espécie permitido para exploração.
( ) Conjunto de Unidades de Manejo Florestal que compõem o PMFS, contíguas ou não, localizadas em um único Estado.
( ) Subdivisão operacional da Unidade de Produção Anual.
I. A madeira do alburno é menos higroscópica que a do cerne.
II. A madeira do alburno "aceita" melhor a aplicação de agentes protetores.
III. A madeira do alburno é mais sensível ao ataque de fungos.
É correto o que se afirma em:
( ) A utilização da variável diâmetro para quantificar o volume da madeira se deve ao fato de a forma do diâmetro das árvores se aproximar de um círculo. Essa medida é feita a 1,30m acima do solo, chamada DAP (medida do diâmetro à altura do peito), sendo padronizada para facilitar a operação de medição.
( ) A medição do DAP sempre a 1,30m acima do solo é importante, pois, se houver variação dos diâmetros, será somente devido à individualidade de cada árvore, não havendo a interferência da altura de medição. O diâmetro deve sempre incluir a casca da madeira, independentemente do objetivo da exploração.
( ) A altura é uma variável componente da fórmula do volume e serve para ajudar na projeção de produção florestal de determinada área. Pode ser medida diretamente com trena ou indiretamente com instrumentos conhecidos como clinômetros e hipsômetros (altímetro e dendrômetro).
( ) A relação entre a altura e o diâmetro das árvores (relação hipsométrica) é mais bem observada em florestas inequiâneas (de mesma idade) à medida que se acentua o desenvolvimento das árvores. Quanto mais crescem as árvores, mais aumentam seus diâmetros.