Questões de Concurso
Sobre utilização de recursos hídricos em engenharia agronômica (agronomia)
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Analise as alternativas abaixo sobre as diretrizes da PNMC, o Plano ABC+ e as tecnologias de convivência e conservação no semiárido, julgando-as como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).
I. O Plano ABC+ prevê ações de adaptação focadas diretamente na resiliência do semiárido brasileiro, estimulando o uso de sistemas integrados (como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) adaptados às condições edafoclimáticas locais e a recuperação de áreas degradadas com vistas a mitigar os avanços do processo de desertificação.
II. O cultivo de espécies forrageiras adaptadas e tolerantes ao deficit hídrico (como a palma forrageira) e o uso de técnicas de captação in loco e manejo de recursos hídricos (como barragens subterrâneas e cisternas de produção) são estratégias agrícolas de conservação e adaptação validadas e fomentadas pelo Plano ABC+ no Nordeste.
III. A Lei nº 12.187/2009 estabelece que, devido à vulnerabilidade climática, qualquer atividade agropecuária ou florestal desenvolvida na Caatinga é tipificada como crime ambiental impositivo, determinando a remoção compulsória de todas as populações rurais e a expropriação imediata de suas propriedades.
IV. O Plano ABC+ condena o uso do Sistema Plantio Direto e da manutenção de cobertura morta sobre o solo em regiões semiáridas, prescrevendo que os produtores rurais devem realizar aração profunda e gradagem pesada continuadas para expor o subsolo à radiação solar direta de forma a acelerar a evapotranspiração.
Assinale a sequência CORRETA:
Analise as alternativas abaixo sobre a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável do Relatório Brundtland à agricultura de sequeiro paraibana.
I. No contexto da agricultura de sequeiro da Paraíba, a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável exige a integração indissociável das dimensões social, econômica e ecológica, de modo que a produtividade e a renda geradas no presente não esgotem a fertilidade do solo ou a segurança hídrica das bacias hidrográficas para as futuras gerações.
II. As oscilações e instabilidades pluviométricas históricas observadas na Paraíba afetam diretamente a sustentabilidade econômica e alimentar regional. A transição para um modelo sustentável de agricultura de sequeiro requer o planejamento de estratégias de convivência com o clima, como o uso de cultivares adaptadas, rotação de culturas e sistemas de captação de água, garantindo a estabilidade da produção e a segurança alimentar.
III. O Relatório Brundtland sustenta que, em regiões semiáridas com alta vulnerabilidade climática, a melhor estratégia de sustentabilidade consiste no abandono de todas as culturas alimentares tradicionais de sequeiro e na conversão completa das lavouras em polos de exploração industrial intensiva de minérios poluentes para acelerar a acumulação de capital financeiro.
IV. A análise da sustentabilidade estrutural demonstra que o equilíbrio ecológico e a conservação de solos sob cultivo de sequeiro na Paraíba são favorecidos quando o solo é mantido completamente descoberto e exposto à radiação solar direta de forma contínua durante o período de estiagem, pois isso reduz os custos de manejo de plantas espontâneas.
Estão CORRETAS:
Diante dessa situação, considerando as boas práticas de jardinagem e conservação ambiental, é correto afirmar que:
( ) O balanço hídrico de primeiro grau, mais complexo, exige parâmetros biológicos avançados como a severidade de pragas e doenças para calcular a deficiência hídrica local.
( ) A identificação dos períodos de excedente e deficiência hídrica por meio do balanço normal permite definir se o sistema de cultivo adotado será de sequeiro ou irrigado.
( ) Ao integrar as necessidades específicas de uma cultura através do coeficiente de cultivo o balanço hídrico passa a ser denominado “balanço hídrico de cultura”.
( ) O cálculo do balanço hídrico de cultura possibilita estabelecer o turno de rega, o número médio de irrigações e a lâmina de água a ser aplicada.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
L2 = 4 Kh (2D + h) / q
em que:
L = espaçamento entre drenos (m);
Kₕ = condutividade hidráulica do solo (m d⁻¹);
D = profundidade do dreno em relação à camada impermeável (m);
h = carga hidráulica, correspondente à altura do lençol freático no ponto médio entre dois drenos paralelos, acima do nível dos drenos (m);
q = taxa de recarga ou drenagem (m d⁻¹).
Com base nos princípios da drenagem agrícola e na teoria de Hooghoudt, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. A teoria de Hooghoudt introduz o efeito do fluxo radial nas proximidades dos drenos, considerando a resistência adicional decorrente da convergência das linhas de corrente em direção ao dreno.
II. O dimensionamento de sistemas de drenagem do solo envolve a relação entre a profundidade de instalação dos drenos e o espaçamento entre eles, uma vez que ambos influenciam o rebaixamento do lençol freático.
III. A drenagem agrícola consiste exclusivamente na remoção do excesso de água acumulada em profundidade no solo, tendo como finalidade principal maximizar a retenção de água no perfil para a produção agrícola.
IV. Os modelos matemáticos de cálculo da drenagem constituem ferramentas para estimar, de forma aproximada, a profundidade e o espaçamento dos drenos, especialmente em áreas onde ainda não existe um sistema de drenagem implantado.
( ) A ETo corresponde à evapotranspiração de uma cultura que cobre totalmente o solo, em pleno desenvolvimento vegetativo, sem restrições hídricas ou nutricionais, sendo estimada exclusivamente pela equação de Penman-Monteith, a qual requer dados meteorológicos.
( ) A disponibilidade de água no solo é considerada uma característica física relevante, pois corresponde à quantidade de água retida entre a capacidade de campo (CC) e o ponto de murcha temporária (PMT).
( ) A capacidade total de água no solo (CTA) representa a quantidade máxima de água armazenada na zona radicular explorada pela cultura, considerando, para fins de manejo da irrigação, a profundidade do solo onde se concentram pelo menos 50% das raízes das plantas.
( ) A capacidade real de água no solo (CRA) corresponde a uma fração da capacidade total de água no solo (CTA), sendo definida em função do manejo adotado e da tolerância da cultura ao déficit hídrico.
( ) A irrigação real necessária corresponde ao consumo efetivo de água pela cultura, expresso em forma de lâmina de irrigação, que deve ser aplicada ao solo para suprir adequadamente suas necessidades hídricas.
I. O agricultor deve procurar o órgão estadual ou federal competente pela gestão dos recursos hídricos para solicitar a autorização legal de uso da água proveniente de represas, rios, córregos, ribeirões, lagoas ou poços.
II. A legislação federal brasileira estabelece, de forma uniforme para todos os estados, que poços tubulares com profundidade inferior a 120 metros e vazão de até 3.500 litros por hora litros por hora (0,0010 m³ s⁻¹) são automaticamente dispensados de outorga de direito de uso da água.
III. Plantas que apresentam sistemas radiculares profundos e densos exploram um pequeno volume de solo e, consequentemente, tornam-se rapidamente sensíveis à deficiência hídrica.
IV. O sistema de irrigação por pivô central caracteriza-se por elevado investimento inicial, área de irrigação em módulo fixo e menor flexibilidade operacional, podendo ainda favorecer a formação de trilhas de rodagem que, quando mal manejadas, contribuem para processos erosivos.
( ) Em áreas com declividades naturais superiores a 0,1%, recomenda-se a implantação dos sulcos/camalhões em ângulo em relação à linha de maior declive, de modo a reduzir a declividade efetiva ao longo dos sulcos e minimizar processos erosivos.
( ) Áreas previamente sistematizadas com declividade nula (cota zero) demandam a construção de sulcos/camalhões mais largos e com maior altura, a fim de assegurar condições adequadas de drenagem superficial e evitar o encharcamento da zona radicular.
( ) O comprimento e a largura dos sulcos/camalhões são definidos exclusivamente por fatores artificiais relacionados ao preparo e à mecanização da lavoura, não sofrendo influência das condições naturais do solo e do relevo.
( ) O sistema de sulcos/camalhões é indicado, preferencialmente, para áreas planas ou suavemente onduladas, com declividades uniformes, sendo indispensável a prévia sistematização do terreno para garantir o adequado funcionamento da irrigação.
( ) A largura dos camalhões está condicionada às características físicas do solo, bem como às práticas culturais e ao tipo de cultura conduzida no sistema.