Questões de Concurso
Sobre métodos de controle de pragas em engenharia agronômica (agronomia)
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Julgue o item a seguir, relativo a fitopatologia.
A calda sulfocálcica foi o primeiro fungicida a ter a sua
eficácia comprovada, tendo sido formulado e aplicado no
controle do fungo Phytophthora palmivora, causador do
míldio da videira.
Julgue o item a seguir, relativo a fitopatologia.
Fungicidas sistêmicos apresentam ação erradicante e
supressora da infecção, sendo absorvidos pelas raízes e pela
parte aérea das plantas, mas sem translocação pelo sistema.
Julgue o item a seguir, relativo a fitopatologia.
Na Irlanda do século XIX, a doença conhecida como
“requeima da batata” inviabilizou a produção de batata por
vários anos, o que contribuiu para a morte e emigração de
mais de dois milhões de irlandeses.
Julgue o item a seguir, relativo a fitopatologia.
Para a redução do inóculo do protozoário
Plasmodiophora brassicae, causador da doença conhecida
como “hérnia das crucíferas”, recomenda-se a rotação de
cultivos com espécies vegetais não hospedeiras.
Julgue o item a seguir, relativo a fitopatologia.
O nematoide da murcha do pinheiro, denominado
Bursaphelenchus xylophilus, é um patógeno relevante à
cultura do pinheiro e praga quarentenária presente no Brasil.
Julgue o item a seguir, relativo a fitopatologia.
O princípio geral de controle de doenças de plantas
conhecido como exclusão atua na prevenção da introdução e
disseminação de agentes fitopatogênicos em áreas onde estes
ainda não ocorrem, tendo a quarentena vegetal como medida
de controle.
A respeito dos artrópodes e de sua importância para a agricultura, julgue o item a seguir.
Os insetos são os únicos invertebrados que voam e,
diferentemente dos outros artrópodes, possuem o corpo
divido em cabeça, tórax e abdome, e apresentam três pares
de pernas.
A lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis) é a principal desfolhadora da soja no Brasil, sendo encontrada em todos os locais de produção, e representa um risco à produção e à qualidade dos cultivos brasileiros. Faça a leitura das afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA com relação a essa praga.
I – Seus danos ocorrem nas vias de ingresso das plantas, que são a parte aérea (flor, folha, gemas, fruto/vagem, estruturas reprodutivas e pontos de crescimento).
II – A lagarta da soja, em seu estágio imaturo, alimenta-se somente nos primeiros estágios de desenvolvimento da planta, danificando apenas as folhas e as gemas.
III – As larvas atacam ramos, flores e cápsulas da semente.
IV – O controle pode ser feito por meio do manejo integrado de pragas, utilizando cultivares geneticamente modificadas expressando a toxina Bt e também inseticidas biológicos e químicos, seletivos aos inimigos naturais.
O manejo integrado na cultura do milho visa eliminar as plantas daninhas durante o período crítico de competição, que é quando a convivência com as plantas daninhas pode causar danos irreversíveis à cultura, prejudicando seu rendimento. Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I – Culturas de cobertura, como nabo forrageiro, aveia, ervilhaca peluda e milheto, no período de entressafra, têm pouco poder de supressão na emergência e no desenvolvimento das plantas daninhas.
II – A colheita mecânica quando realizada em lavouras com alta infestação de corda-de-viola (Ipomoea sp.) e trapoeraba (Commelinna sp.) pode ser inviabilizada, pois a máquina não consegue operar devido ao embuchamento dos componentes da plataforma de corte.
III – A utilização de sementes de boa procedência e livres de sementes de plantas daninhas e também a limpeza de máquinas e implementos são importantes para evitar a disseminação de sementes e de outras estruturas de reprodução.
IV – Maior espaçamento entrelinhas e menor densidade de plantio, adubações e irrigação são técnicas que permitem à cultura tornar-se mais competitiva com as plantas daninhas.
A buva (Conyza bonariensis e Conyza canadensis), popularmente conhecida por rabo de foguete, arranha gato e voadeira, é uma planta daninha de difícil controle, que, em alguns casos, pode afetar até 80% da lavoura, o que mostra a necessidade do controle eficaz dessa planta daninha. Leia atentamente as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
I – Ações comunitárias que envolvam principalmente a eliminação de plantas que crescem nas margens de estradas e outras áreas marginais são fundamentais, pois as minúsculas sementes dessas plantas disseminam-se pelo vento com muita facilidade.
II – O controle manual, por meio de capina ou arranquio, e aplicações localizadas de herbicidas são boas alternativas e ajudam no manejo integrado.
III – O manejo no inverno, após a cultura de verão, é importante porque as plantas pequenas de buva são controladas com maior facilidade se comparadas às grandes.
IV – O cultivo da área com trigo, centeio ou aveia aumenta a quantidade de plantas de buva quando comparado com áreas não cultivadas, deixadas em pousio.
A lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea) incide normalmente na ponta da espiga do milho, onde se alimenta de estigmas e de grãos antes que atinjam a maturação fisiológica. Uma espiga pode, inicialmente, ser infestada por várias lagartas dessa espécie, principalmente se o nível populacional de mariposas no cultivo for elevado. Observe as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA com relação ao manejo e ao controle dessa praga em lavouras de milho.
I – A semeadura de genótipos transgênicos resistentes é uma das principais medidas indicadas para o manejo dessa praga.
II – O desenvolvimento da lagarta no interior da espiga dificulta o controle químico. Por isso existe a recomendação de aplicar isca tóxica para atrair e matar as lagartas antes que realizem as posturas.
III – A pulverização de inseticidas para controlar essa praga deve ser apenas destinada ao controle de lagartas adultas que penetraram nas espigas.
IV – A liberação de vespas nas lavouras, sobretudo as pertencentes ao gênero Trichogramma (Hymenoptera: Trichogrammatidae), tem sido uma ferramenta utilizada no manejo dessa praga, principalmente em lavouras destinadas à produção de sementes.
I – Dessecar antecipadamente a cobertura vegetal e aplicar inseticida em pré-semeadura do milho em áreas infestadas.
II – Utilizar genótipos resistentes e tratar as sementes com inseticidas sistêmicos.
III – Na necessidade de aplicar inseticidas na pós-emergência das plantas, dar preferência para aqueles seletivos aos inimigos naturais, que para essa praga são especialmente a “tesourinha” e algumas espécies de moscas e vespas que parasitam ovos e lagartas.
IV – Vistoriar semanalmente 10 plantas em dois locais de cada talhão da lavoura, até 60 dias depois da emergência das plantas. Até 30 dias depois da emergência, essa praga deve ser controlada quando 30% das plantas estão infestadas. Dos 30 aos 60 dias, controlar com 20% de plantas infestadas.