Questões de Concurso
Sobre doenças crônicas não transmissíveis em enfermagem
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Com base nas informações do caso, assinale a alternativa CORRETA quanto a conduta da enfermeira:
I. Em pessoas com DM tipo 2 em uso de antidiabéticos orais a monitorização da glicemia capilar não é recomendada rotineiramente.
II. A meta para o tratamento da hiperglicemia em adultos, atualmente recomendada pela Associação Americana de diabetes, é alcançar HbA1c <5,7%.
III. Uma maior flexibilidade dos índices glicêmicos é recomendada também para pessoas com Diabetes do tipo II cujo início ocorreu entre 45 e 65 anos.
IV. O controle glicêmico pode ser monitorado por glicemias de jejum, pré-prandial (antes das refeições), pós-prandial (após as refeições) e pela hemoglobina glicada.
Agora assinale a alternativa CORRETA:
Assinale a alternativa CORRETA quanto a interpretação do resultado do teste pós-sobrecarga de glicose:
Com base no caso acima, qual é a conduta adequada da enfermeira da Unidade de Saúde da Família prevista no Caderno de Atenção Básica 36?
Valdemar, 68 anos, compareceu à consulta de enfermagem para avaliação de seu estado geral. Mudou-se para a casa do filho, que mora no território adstrito da sua Unidade de Saúde da Família. O paciente, ao ser indagado sobre os hábitos alimentares e de ingestão hídrica, comunicou sua pouca vontade beber água e a dificuldade de perder o hábito de adicionar sal na comida para “dar mais gosto”. Já tratava da hipertensão arterial sistêmica há 3 anos com inibidor da enzima conversora de angiotensina e não se exercitava há 4 anos, desde que sua esposa faleceu. Sr. Valdemar é pintor e, embora tenha conseguido se aposentar, diz que o dinheiro é pouco e continua trabalhando para conseguir pagar as contas e ajudar o filho, que atualmente está desempregado. Durante a avaliação, evidenciou-se, entre outras coisas, uma pressão arterial de 150 x 100 mmHg e edema de membros inferiores cacifo 2+/4+.
Considerando os diagnósticos do CIPESC, assinale a alternativa CORRETA a diagnósticos possíveis e adequados para o caso:
I. A hipertensão refratária é semelhante à hipertensão arterial resistente, sendo necessário o uso de três ou mais classes de fármacos anti-hipertensivos.
II. Na suspeita de hipertensão refratária devem ser descartados casos de pseudorresistência ocasionados pela aferição incorreta da PA.
III. O polimorfismo genético do sistema renina-angiotensina aldosterona tem sido associado à hipertensão refratária.
IV. Para o diagnóstico diferencial é necessário a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) para a exclusão do efeito do avental branco e da hipertensão mascarada.
I. O uso da terapia medicamentosa requer cuidados, em especial em caso de insulinodependente, com a evolução da indústria, hoje existem medicamentos capazes de simular a insulina humana.
II. Mudanças no estilo de vida, como dieta e prática de atividade física, são importantes para o sucesso do tratamento de um paciente com condição crônica.
III. A neuropatia requer atenção especial para evitar a instalação de lesões crônicas, assim, o cuidado com os pés é essencial ao paciente com diabetes. O autocuidado ocorre desde orientações para realização de inspeção diária nos pés à prescrição de calçado terapêutico.
IV. O instrumento existente para avaliação da sensibilidade, além do exame físico do paciente, é o teste de monofilamento, a técnica consiste em tocar em pontos da região plantar com o monofilamento em locais distintos e instruir o paciente para relatar em qual região está sendo o toque.
I. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, para realizar a investigação de marcador de rigidez arterial em pacientes sem doença arterial periférica, deve ser realizado a Velocidade de Onda de Pulso (VOP).
II. O Índice Tornozelo-Braquial (ITB) é a razão entre a pressão sistólica no tornozelo e no braço, cujo resultado ≤ 0,90 foi associado a aproximadamente o dobro de mortalidade idade-ajustada em 10 anos, mortalidade cardiovascular e maior taxa de eventos coronários.
III. Cabe ao enfermeiro incentivar o autocuidado e capacitar as pessoas para aumentar seu controle sobre os determinantes.
IV. Na Atenção Primária deve ser realizada consulta de enfermagem e procedimentos, solicitar exames complementares e prescrever medicações conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas.
V. O enfermeiro deve encaminhar o paciente a outros serviços, conforme fluxo estabelecido pela rede local. Para tanto, é necessário avaliar as condições de risco como, por exemplo, buscar por lesões em órgãos alvos, as quais muitas vezes são subdiagnosticadas.
O Diabetes Mellitus (DM) é uma patologia crônica de relevância mundial. Além de ser uma condição de início insidioso dos sintomas e progressão, estudos demostram uma baixa adesão terapêutica e altíssimo percentual de indivíduos ainda não diagnosticados, o que aumenta consideravelmente a probabilidade de desfechos desfavoráveis dessa comorbidade, que é considerada uma das principais responsáveis por mortalidade prematura e pelos gastos públicos em saúde. Uma das medidas mais efetivas para redução da morbimortalidade em pessoas com DM consiste na redução e controle dos níveis glicêmicos, e a Atenção Primária à Saúde (APS) é um ponto de atenção eficaz e oportuno para realização dessas medidas. Entretanto, a proporção de diagnóstico encontra-se distante do esperado e o acompanhamento das pessoas com essa comorbidade apresenta um cenário preocupante. Sabendo que o nível glicêmico das pessoas com Diabetes é a chave para o diagnóstico, controle e acompanhamento, além de se tratar de um importante parâmetro preditor de complicações, a _____________ oferece importantes vantagens, pois reflete os níveis glicêmicos de 3 (três) meses passados, sofrendo menor variabilidade decorrente do dia a dia. Assim, a utilização desse método torna-se oportuna e necessária.
I - Diabetes mal controlado.
II - Neuropatia periférica (sensorial, motora e autonômica).
III - Condições associadas à hipóxia e/ou má perfusão tecidual (por exemplo, anemia, doença cardíaca, doença respiratória, doença arterial periférica, insuficiência renal ou artrite reumatoide).
IV - Uso de corticosteroides.
V - Álcool, tabagismo ou uso de drogas ilícitas.
VI - Desnutrição ou obesidade.
VII - Lesão anatomicamente localizada perto de um local de potencial contaminação (por exemplo, períneo ou sacro).