Questões de Concurso
Comentadas sobre doenças crônicas não transmissíveis em enfermagem
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Em relação às lesões ocasionadas nos pés de pacientes com Diabetes Mellitus (DM), analise as assertivas abaixo:
I. As lesões nos pés da pessoa com DM podem ter um componente isquêmico, neuropático ou misto.
II. Avaliar, na pessoa com DM, presença de sintomas neuropáticos, positivos e negativos, e presença de sintomas vasculares.
III. A inspeção da pele deve ser ampla, incluindo: higiene dos pés e corte das unhas, onicomicose nas unhas, bolhas, eritema, e diferenças na temperatura de todo o pé ou parte dele, em relação ao outro pé.
IV. A osteomielite é uma complicação grave da lesão em pé de pessoas com DM.
Quais estão corretas?
A hipertensão é uma condição muito prevalente que contribui para efeitos adversos na saúde, incluindo, entre outros, mortes prematuras, ataques cardíacos, insuficiência renal e acidente vascular e cerebral. Devido à variabilidade individual da medida da pressão arterial, é recomendado, para se realizar o diagnóstico, que se obtenham duas ou mais aferições em pelo menos duas ou mais visitas, ao longo de um período de uma ou mais semanas. Sobre os aspectos técnicos da verificação da pressão arterial, considere as afirmações abaixo.
I A posição recomendada para a medida da pressão arterial é a deitada.
II As medidas nas posições ortostática e supina devem ser feitas, pelo menos, na primeira avaliação, em todos os indivíduos e em todas as avaliações de idosos, diabéticos, portadores de disautonomias, alcoolistas e/ou em uso de medicação antihipertensiva.
III Na primeira avaliação, as medidas devem ser obtidas em ambos os braços e, em caso de diferença, deve-se utilizar como referência sempre o braço com o maior valor para as medidas subsequentes.
IV Na gestante, por questões relacionadas a essa condição, a PA deve ser obtida somente por meio da medida no braço esquerdo, na posição de decúbito lateral esquerdo, em repouso.
Estão corretas apenas as afirmações
Um paciente de 64 anos, tabagista, obeso, chegou à unidade básica de saúde referindo cefaleia, mal-estar e dor no peito com falta de ar. Tem história de hipertensão arterial há 12 anos, hiperlipidemia, diabetes melito. Ao ser avaliado pelo enfermeiro, a pressão arterial era 145 x90 mmhg, frequência cardíaca de 86 batimentos por minuto, frequência respiratória de 28 movimentos por minuto e glicemia capilar pós-prandial =102 mg/dl. A terapêutica medicamentosa do paciente inclui diuréticos, inibidor da enzima conversora de angiotensina e antidiabético da classe das sulfonilureias de segunda geração.
Julgue os itens que se seguem, relativos à situação hipotética apresentada:
I. Na consulta de enfermagem para estratificação de risco cardiovascular, recomenda-se a utilização do escore de Framingham.
II. De acordo com a estratificação dos portadores de hipertensão arterial adotada pelo Ministério de Saúde, o paciente inclui-se no grupo de risco moderado.
III. A obesidade e o sedentarismo são importantes fatores de risco presentes, que se relacionam tanto com a diabetes mellitus quanto com a hipertensão arterial.
IV. Na aferição da pressão arterial, o enfermeiro deve certificar-se de que o paciente não está com a bexiga cheia, que não praticou exercícios físicos há pelo menos 60 minutos, que não ingeriu bebidas alcoólicas, café ou alimentos e não fumou nos 30 minutos anteriores.
V. A terapêutica diurética pode causar desequilíbrio do volume de fluidos ou eletrólitos, incluindo hipocalemia e hiponatremia.
Das afirmativas anteriores:
O Diabetes mellitus (DM) não controlado pode provocar a longo prazo disfunção e falência de vários órgãos, especialmente rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos. Estudos epidemiológicos sustentam a hipótese de uma relação direta e independente entre os níveis sanguíneos de glicose e a doença cardiovascular. Também está associado ao aumento da mortalidade e ao alto risco de desenvolvimento de complicações micro e macrovasculares, bem como de neuropatias. As complicações agudas do DM incluem a descompensação hiperglicêmica aguda, que pode evoluir para complicações mais graves como cetoacidose diabética e síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica, e a hipoglicemia. Por serem complicações recorrentes nos atendimentos de emergência, a identificação rápida dos sinais e sintomas e o diagnóstico precoce proporcionará um tratamento rápido e eficaz e aumento da sobrevida desses pacientes. Deste modo, analise as afirmativas seguintes e marque a opção correta quanto aos sinais e sintomas das principais complicações agudas do DM.
I. Os principais sintomas da cetoacidose são: poliúria, enurese, hálito cetônico, fadiga, visão turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, hiperventilação, e alterações do estado mental. O diagnóstico é realizado por hiperglicemia (glicemia >250mg/dl), cetonemia e acidose metabólica (pH <7,3 e bicarbonato <15mEq/l.).
II. A síndrome hiperosmolar não cetótica é um estado de hiperglicemia grave (> 600 a 800mg/dL) acompanhada de desidratação e alterações no estado mental, na ausência de Cetose. Ocorre apenas no diabetes tipo 2, em que um mínimo de ação insulínica preservada pode prevenir a cetogênese. A mortalidade é mais elevada que nos casos de cetoacidose diabética devido à idade mais elevada dos pacientes e à gravidade dos fatores precipitantes.
III. Hipoglicemia é a diminuição dos níveis
glicêmicos, com ou sem sinais, para valores abaixo
de 70 mg/dL. Geralmente, a queda da glicemia leva
a sintomas neuroglicopênicos (fome, tontura,
fraqueza, dor de cabeça, confusão, coma,
convulsão) e a manifestação de liberação do
sistema simpático (sudorese, taquicardia,
apreensão, tremor).