Questões de Concurso
Comentadas sobre educação física no ambiente escolar em educação física
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Qual das alternativas apresenta corretamente uma diretriz importante para a atuação docente nesse contexto?
Com base no fundamento da condução de bola, qual das alternativas está correta?
I- Conhecer-se, apreciar-se e cuidar da saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade de lidar com elas, é considerada uma competência específica de linguagens para o ensino fundamental.
II- Há dois elementos fundamentais comuns às práticas corporais, a saber: movimento corporal, como elemento essencial e organização interna (de maior ou menor grau), pautada por uma lógica específica.
III- Usufruir das práticas corporais de forma autônoma para potencializar o envolvimento em contextos de lazer e ampliar as redes de sociabilidade e a promoção de saúde integram o conjunto de competências específicas da Educação Física para o ensino fundamental.
IV- Os esportes de marca, de precisão e de combates são objetos de conhecimento da Educação Física organizados para os 6º, 7º, 8º e 9º anos do ensino fundamental.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia a situação hipotética abaixo.
Em uma escola pública de ensino fundamental, durante uma reunião pedagógica, o professor de Educação Física apresentou seu planejamento anual: objetivos centrados no desenvolvimento da força, da resistência e da postura correta; conteúdos organizados em séries de exercícios físicos repetitivos e em treinos esportivos voltados para o condicionamento; a metodologia com sessões padronizadas de alongamento e exercícios rítmicos, aplicados de forma uniforme para toda a turma; e a avaliação consistia em testes físicos de velocidade, flexibilidade e resistência cardiorrespiratória.
Considerando os elementos organizativos do ensino da Educação Física e as orientações da BNCC, assinale a alternativa que identifica a principal inadequação entre objetivos e metodologia adotados pelo professor.
Analise as assertivas abaixo sobre as concepções da Educação Física.
I. A abordagem crítico-superadora concebe o currículo como campo de disputa social, tematizando as práticas corporais de forma a possibilitar leitura crítica da realidade, indo além da mera execução técnica.
II. A proposta crítico-emancipatória fundamenta-se no princípio da autonomia e da capacidade de autorreflexão do sujeito, mas não exclui o ensino sistemático dos conteúdos, que são ressignificados pela mediação dialógica.
III. O eixo da aptidão física relacionada à saúde vincula-se a indicadores biométricos e fisiológicos, propondo a atividade física como estratégia de prevenção de doenças e promoção de bem-estar, ainda que frequentemente critique a dimensão cultural do movimento.
IV. Tanto a concepção crítico-superadora quanto a crítico-emancipatória rejeitam a noção de universalidade curricular, priorizando principalmente as práticas culturais locais em detrimento de referências amplas ou comuns.
V. A perspectiva da aptidão física relacionada à saúde, ao ser incorporada à Educação Física escolar, rompeu parcialmente com o enfoque biologicista, integrando plenamente dimensões culturais e críticas às práticas corporais.
Está CORRETO o que se afirma em:
(__)A BNCC classifica os esportes em sete categorias baseadas em sua lógica interna (marca, precisão, invasão, etc.), a fim de superar o ensino focado em poucas modalidades e trabalhar os princípios táticos comuns a cada grupo.
(__)A dimensão atitudinal é um aspecto central, sendo que as habilidades propostas buscam desenvolver nos alunos o respeito às regras, aos adversários e a valorização do trabalho coletivo.
(__)Nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), a BNCC prescreve o foco exclusivo no treinamento de alto rendimento, visando à formação de equipes competitivas e à participação em torneios interescolares.
(__)A BNCC propõe que, além da vivência prática do esporte, os alunos também assumam outros papéis, como o de árbitro ou organizador de pequenos festivais, para uma compreensão mais ampla do fenômeno esportivo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
I.Uma aula estruturada com foco na melhoria da aptidão física, utilizando testes motores para classificar os alunos e prescrever exercícios para a promoção da saúde, alinha-se aos pressupostos da abordagem da Saúde Renovada.
II.Uma aula que propõe aos alunos a análise crítica das manifestações da cultura corporal, como a mídia esportiva ou as danças urbanas, buscando a ressignificação dessas práticas, fundamenta-se na abordagem Crítico-Emancipatória.
III.Uma aula que se concentra na execução correta e na repetição exaustiva dos fundamentos técnicos de uma modalidade esportiva, antes de permitir o jogo propriamente dito, representa a abordagem Desenvolvimentista.
Está correto o que se afirma em:
(__)A maior parte da aula deve ser dedicada ao Randori (luta livre), pois a exposição precoce ao combate competitivo é o principal fator para o desenvolvimento da resiliência e da técnica apurada.
(__)Os exercícios de aquecimento devem priorizar atividades lúdicas e jogos que desenvolvam capacidades coordenativas gerais, como equilíbrio, ritmo e orientação espacial, em vez de focarem exclusivamente em alongamentos estáticos.
(__)O ensino das técnicas (Waza) deve ser realizado de forma fragmentada e analítica, exigindo a repetição exaustiva de um único golpe por aula, com ênfase na perfeição biomecânica, mesmo que isso reduza a participação e o engajamento dos alunos.
(__)A avaliação do progresso deve ser focada na participação, no esforço e na compreensão dos valores do judô, como o respeito ao colega, utilizando estratégias formativas em detrimento de avaliações classificatórias baseadas apenas no desempenho técnico.
A sequência está correta em:
Autismo na universidade: o que não se faz e o que é preciso fazer
[...] Nos últimos anos temos observado, no Brasil e no mundo, um aumento significativo no número de pessoas diagnosticadas com TEA [...] De acordo com o último relatório do Centro de Controle de Prevenção de Doenças (CDC), importante e respeitada agência de saúde pública americana, a estimativa atual divulgada no último relatório de 2021, a prevalência do TEA na população é de um para cada 36 crianças.
Cabe lembrar que esse número em 2004 era de um para 166 crianças e foi aumentando ao longo dos anos. Este fenômeno pode ser atribuído a uma série de fatores como maior acesso ao diagnóstico, maior número de profissionais preparados para realização do diagnóstico, maior conhecimento e conscientização sobre o transtorno por parte de pais e professores, compreensão mais ampla das manifestações do autismo, entre tantos outros.
De 2017 a 2021 tivemos no Brasil um aumento de 280% no número de estudantes diagnosticados com TEA nos ensinos infantil, fundamental ou médio. Já na educação superior, de acordo com os dados do Censo/INEP, o número de Transtornos Globais do Desenvolvimento, que incluem o TEA, aumentou de 4.018 para 6.063 entre os anos de 2021 e 2022. Como consequência desse aumento, cresce a dificuldade em incluir essas pessoas principalmente na educação superior, no qual a complexidade de atendimento é definitivamente maior.
Essa complexidade deve-se principalmente à transição de uma estrutura de apoio que no ensino fundamental e médio é mais definida e direta; à complexidade acadêmica e social mais exigente; à necessidade de maior autonomia e independência; à transição e adaptação mais exigentes, dado que há grandes mudanças na rotina e no ambiente, e finalmente falta de política e recursos educacionais capazes de suportar a diversidade de necessidades manifestadas pelos estudantes TEA.
[...] Não se trata apenas de fazer adaptações curriculares e metodológicas, de se introduzir novas tecnologias de ensino. É preciso ir além, pensar na criação de ambientes de aprendizado adaptados, verdadeiramente inclusivos e acolhedores. [...]
Não há mais espaço para dúvidas e adiamentos. As instituições precisam refletir e estudar a questão da inclusão de estudantes TEA. Criar políticas para o atendimento desses estudantes não pode estar apenas no papel, mas em ações de conhecimento, respeito, apoio e preparo de cada cidadão, sejam eles TEA ou não.
TORNELOTTO, Josiane. Autismo na universidade: o que não se faz e o que é preciso fazer, Revista Ensino Superior. Disponível em: https://revistaensinosuperior.com.br/2024/01/10/autismo-na-universidade/. Acesso em: 22 ago. 2025. [Adaptado].
Visando orientar a estruturação de atividades físicas para esse público, em junho de 2025, o Ministério do Esporte divulgou e publicou o Guia de Atividade Física para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Quais são as recomendações presentes para a organização de ambientes de intervenção inclusivos e acolhedores?