Questões de Concurso
Sobre microeconomia em economia
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I. O setor descrito apresenta características típicas de monopólio natural, sendo a regulação econômica uma forma de evitar preços abusivos e ineficiências alocativas.
II. A dificuldade em monitorar o esforço dos contratados caracteriza um problema de risco moral, típico de relações de agência com assimetria de informação pós-contratual.
III. A contratação de empresas com histórico ruim por alegada ausência de alternativas pode indicar seleção adversa, onde os maus agentes são preferidos ou sobrevivem no mercado.
IV. O cenário descrito não configura problema do agente principal, pois o poder de decisão está exclusivamente com o contratante público, não havendo assimetria de interesses.
Está correto o que se afirma em
A Teoria dos Mercados Contestáveis (TMC) poderia ser enquadrada no conjunto de abordagens que, partindo do pressuposto do comportamento maximizador de lucros da firma, garante que o processo de seleção natural em economias descentralizadas leva à emergência de estruturas ótimas de mercado, no longo prazo. Utilizando as próprias palavras de Baumol: “embora as estruturas industriais que emergem na realidade não sejam sempre aquelas que minimizam custos, constituem aproximações razoáveis da estrutura eficiente” (BAUMOL, 1982, p. 8). Essa visão reafirma posturas anteriores como as de McGee (1974) e do próprio Baumol e Fischer (1978), segundo as quais, exceto para indústrias dominadas por controles estatais, pode se esperar que as estruturas de mercado apresentem uma forte correspondência com as formas mais econômicas. Na abordagem da TMC, o critério de seleção é o mínimo custo e o processo seletivo se dá pela força da concorrência potencial, e não pela entrada efetiva de novas firmas, como ocorre na microeconomia tradicional. Um mercado é dito contestável se as firmas estabelecidas são vulneráveis à entrada do tipo hit and run. Isto quer dizer que face à perspectiva de obter lucros extraeconômicos, firmas concorrentes potenciais poderão ser atraídas para esse mercado, beneficiar-se do lucro, antes que as empresas estabelecidas possam alterar seus preços se, se necessário, sair do negócio. Para que isto seja possível, não pode haver barreiras à entrada, de qualquer espécie, nem custos para saída (sun costs).
(Estudos Econômicos. São Paulo. v. 20, nº1, p. 5-28, Jan. – Abril. 1990. Adaptado.)
Com base nas informações disponibilizadas anteriormente e, ainda, conhecimentos adicionais sobre contestabilidade; barreiras à entrada; P & D; e adoção de novas tecnologias, assinale a afirmativa INCORRETA.
Até o século XIX, os economistas tinham por responsabilidade não só explicar a economia mundial e fazer prognósticos sobre o futuro da economia, mas também estabelecer princípios de economia política, que direcionassem quais políticas poderiam levar ao bem-estar social ou ao empobrecimento. No século XX, apesar da continuidade do ideário sedimentado, surge outra vertente que vai contra esse pensamento, da qual se originou a Teoria Tradicional do Bem-Estar (HICKS, 1939). As correntes teóricas prevalecentes no século XX carregam como herança uma ciência econômica dominada, desde 1870, pela Teoria do Equilíbrio Geral (NAPOLEONI, 1979). Tal teoria tem como principal representante o economista e matemático Léon Walras e apresenta, implicitamente, um conceito de atividade econômica e de ciência econômica. O principal ponto a ser atendido por Walras era trazer um maior rigor matemático para assuntos de ordem econômica, que envolveriam a interação entre os agentes em diversos mercados e a tendência ao equilíbrio. A Teoria do Equilíbrio Walrasiana é uma das mais importantes teorias, com relação à distribuição de recursos em uma economia, e culminou no critério de eficiência de Pareto (AGAFANOW, 2007). Sob a ótica de Walras (1983), a utilização de método matemático nos estudos de economia política pura poderia resolver problemas relacionados a outras duas ciências: “economia aplicada” e “economia social” (WALRAS, 1983). De acordo com HICKS (1939), a economia do bem-estar defende a ideia de que a ciência econômica está limitada a atuar até o ponto de formular explicações universais, que não sofram juízos de valor, e considera que não cabe ao economista prescrever princípios políticos que dependam de escalas de valores sociais. Para os teóricos do bem-estar, as prescrições políticas poderiam carregar diferentes valores em distintos contextos, e isso impediria a constituição de regras ou explicações universais. Mas Colell et al (1995) apresentam como um princípio sólido da economia do bem-estar o fato de que uma formulação política não deve ser paternalista. Dessa forma, alternativas que estão diretamente ligadas aos gostos dos agentes não devem ser consideradas na formulação de políticas; apenas o valor das utilidades, das diferentes alternativas disponíveis em uma economia, deve ser considerado. Portanto, os aspectos relevantes para a formulação de políticas constituem um “conjunto de possibilidades de utilidades” e esse conjunto é que oferece, aos formuladores de políticas, as opções de ações para solucionar o problema-chave da economia do bem-estar, que é maximizar o bem-estar social. O economista e sociólogo Vilfredo Pareto publicou a sua obra “Manual de Economia Política” em 1906, na qual reconhece a importância e os avanços marginalistas com a teoria da utilidade, mas apresenta inquietações principalmente relacionadas a uma medida de bem-estar e à possibilidade de comparar níveis de bem-estar entre as pessoas (PARETO, 1996).
(Revista de Desenvolvimento Econômico – RDE. Ano XIX. v. 2. nº 38. Adaptado.)
Considerando as informações disponibilizadas anteriormente e, ainda, sobre equilíbrio geral e bem-estar, assinale a afirmativa INCORRETA.
Devido a alguns fatores, o setor público pode intervir na economia.
Uma das intervenções possíveis diz respeito ao exercício da função alocativa, a exemplo de
De acordo com o teorema de Coase, a inclusão, na convenção do condomínio, da ordem de proibição de fumar no interior do prédio, com a correspondente punição da pessoa que a descumpra, resolve o problema apresentado da externalidade negativa.
Por ser essencial, o bem tem demanda inelástica, ou seja, a elasticidade-renda de sua demanda é negativa.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
Caso o bar tenha direito conferido pela prefeitura local para disponibilizar música ao vivo para os seus clientes e os moradores não tenham meios de negociar por menos horas de música, haverá 20 horas de música ao vivo, o que excede a quantidade eficiente.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
Caso aos moradores seja garantido o direito ao silêncio e o bar seja impedido de compensá-los pelo desconforto gerado, então a quantidade de horas de música produzida será a mesma da quantidade produzida na situação em que se viabilize a possibilidade de negociação e se atribua ao bar o direito de executar tais músicas.
Julgue o item a seguir, relativo à teoria microeconômica.
O fundo garantidor de créditos assegura o pagamento de principal e juros de aplicações em determinados tipos de instrumentos financeiros até o limite de R$ 250 mil por investidor. Nesse contexto, a aquisição pouco criteriosa de títulos de crédito até o limite de proteção conferido por esse fundo, ignorando-se o risco do investimento e observando-se apenas a taxa de retorno prometida, pode ser considerada como um exemplo de problema relacionado à assimetria informacional conhecido como seleção adversa.
Julgue o item a seguir, relativo à teoria microeconômica.
Pratica discriminação de preços de 2.º grau uma empresa monopolista do ramo de telefonia que cobra preços diferentes conforme o pacote de dados comprados pelos consumidores, sem diferenciá-los de acordo com sua elasticidade-preço de demanda, desde que estejam adquirindo o mesmo pacote de dados.
Com base na teoria do consumidor, julgue o próximo item.
Nos bens de Giffen, a demanda é negativamente inclinada, na medida em que o efeito-substituição prevalece sobre o efeito-renda.
Com base na teoria do consumidor, julgue o próximo item.
Para uma função utilidade U(x,y) = Min 4x, 2 y, em que x e y correspondem às quantidades consumidas de cada um dos dois bens disponíveis na economia, cujos preços são dados por px = py, caso px passe a ser o dobro de py , o efeito-substituição será nulo e toda variação na demanda pelos bens decorrerá do efeito-renda.
Considerando uma empresa com tecnologia dada pela função de produção Y (K,L) = K0,2 L0,8 em que K e L representam, respectivamente, as quantidades de capital e de trabalho necessárias para a produção do produto , julgue o item subsequente.
taxa marginal de substituição técnica entre K e L dessa empresa é igual 4∙K / L .
Considerando uma empresa com tecnologia dada pela função de produção Y (K,L) = K0,2 L0,8 em que K e L representam, respectivamente, as quantidades de capital e de trabalho necessárias para a produção do produto , julgue o item subsequente.
A elasticidade de escala da função de produção Y é igual a 1, tendo tal função de produção retornos constantes de escala.
( ) Uma externalidade positiva ocorre quando a ação de um agente econômico beneficia outros agentes, sem que estes paguem por isso, como no caso da vacinação em massa que reduz a propagação de doenças para toda a sociedade.
( ) Bens públicos são caracterizados por serem não-rivais (o consumo por uma pessoa não reduz a disponibilidade para outras) e não-excludentes (é difícil ou impossível impedir que alguém consuma o bem), como a iluminação pública.
( ) A intervenção do governo para corrigir externalidades negativas pode ocorrer através da implementação de impostos sobre as atividades que geram essas externalidades, como taxas sobre emissões de poluentes.
As afirmativas são, respectivamente,
As relações entre produção e custos nessa situação implicam que
Sobre esses efeitos e suas relações com os tipos de bens, é correto concluir que para bens