Questões de Concurso
Sobre economia brasileira contemporânea em economia
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Analise o excerto a seguir.
“Os baianos, àquela altura de sua história [década de 1950], tinham sido capazes, sem dúvida, de ajudar vigorosamente a industrialização paulista que, a partir dos anos 30, havia fixado definitivamente o seu papel altamente dinâmico no crescimento econômico brasileiro. A ajuda se fazia não só em termos financeiros (especialmente através do grande saldo de divisas proveniente de nossas exportações para o Resto do Mundo, avidamente disputado pelas indústrias meridionais para importação, principalmente, de bens de capital), mas também através de braços: éramos então, com efeito, o maior Estado de emigrantes dentre todos os da Federação, com a característica adicional de haver sido crescente esse fluxo migratório de boa parcela de nossa população jovem, no transcorrer dos anos 50.”
(SIMÕES, Jairo. Evolução recente da economia baiana. IN: PESSOTI, Gustavo Casseb (org.). Memórias da economia baiana. Salvador: SEI, 2020. Pp. 199)
O texto aborda um aspecto muito característico da economia baiana em meados do século XX na medida em que permite avaliar o quadro geral da industrialização brasileira no período.
Sobre este tema é correto afirmar que
Nilson de Paula investigou que mais da metade dos lares brasileiros enfrenta insegurança alimentar e alerta que país vive combinação explosiva. Coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan) e economista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), o pesquisador Nilson Maciel de Paula é pessimista em relação à situação da fome e da insegurança alimentar no Brasil em 2022. “O cenário é complicado porque a cada dia a gente vai tendo notícias não muito animadoras. Nada indica que o quadro que veio à tona no ano passado, em 2021, relacionado à fome, vá melhorar”, disse em entrevista à Agência Pública. Dois fatores são cruciais para a afirmação do economista: a inflação e o desemprego que, segundo a maior parte dos prognósticos econômicos, devem permanecer em situação preocupante nesse ano.
(Disponível em: https://economia.ig.com.br/2022-01-31/inflacaodesemprego-fome.html. Acesso em: 18/02/2022.)
Em relação aos aspectos econômicos brasileiros, analise as afirmativas a seguir.
I. A desigualdade social e a economia estrutural são uma marca histórica no desenvolvimento do país.
II. A insegurança alimentar nos lares em que as mulheres são os pilares da renda familiar é mais grave, precisamente porque as mulheres foram as mais prejudicadas pela falta de emprego e perda de renda na pandemia.
III. A reprimarização impacta na qualidade do trabalho em função do eixo da economia.
Está correto o que se afirma em
I. A relação dívida / PIB se elevou consideravelmente em 1999, decorrente do déficit elevado e da retração do PIB.
II. Devido ao overshooting cambial, a dívida líquida do setor público (DLSP) cresceu 10 pontos percentuais do PIB ao final de janeiro de 1999 em relação ao final de dezembro de 1998.
III. Um novo acordo com o FMI, a alta dos juros no início de 1999 e a constatação de que a inflação não explodiu, permitiu: recuo da cotação do dólar, redução dos juros no restante de 1999 e reversão da trajetória de crescimento da dívida pública.
Está correto o que se afirma em
Considerando as principais reformas estruturais dos anos 90 do século XX, julgue o item a seguir.
A liberalização comercial, ocorrida entre 1990 e 1993,
reduziu barreiras não tarifárias e extinguiu as proibições de
importações.
O trecho seguinte alude aos limites de uma estratégia de crescimento financiada por poupança externa.
Quando um país decide aceitar essa proposta de “crescimento com poupança externa”, a primeira consequência é a apreciação da taxa de câmbio. Em seguida, do lado da oferta, ocorre o aumento artificial dos salários, e, em consequência, o aumento do consumo interno [...]. Do lado da demanda, o resultado é o mesmo: a apreciação da moeda provoca a diminuição das oportunidades de investimento lucrativo voltadas para a exportação; caem os investimentos e, em termos keynesianos, cai a poupança interna. Mais amplamente, o endividamento externo provoca uma sucessão de três males: primeiro, temos uma elevada taxa de substituição da poupança interna pela externa, grande parte das entradas de capitais financiando o consumo ao invés do investimento; segundo, temos o aumento do endividamento externo que leva o país a uma condição de fragilidade externa e à política desastrosa do confidence building, a aceitar sem crítica as recomendações de nossos credores e concorrentes; e, terceiro, temos a crise de balanço de pagamentos.
BRESSER-PEREIRA, L.C. Déficits, câmbio e crescimento. O Estado de São Paulo, São Paulo, mar.2010. Adaptado.
De acordo com o autor, um país que se guia por uma estratégia de “crescimento com poupança externa”
Acerca dos principais planos de estabilização implantados na economia brasileira desde os anos 1980 até o Plano Real, julgue o item a seguir.
O sistema cambial flexível foi o adotado no início do Plano
Real.
Acerca dos principais planos de estabilização implantados na economia brasileira desde os anos 1980 até o Plano Real, julgue o item a seguir.
Os planos adotados no período de 1981 a 1984,
fundamentados em referencial teórico de inspiração
heterodoxa, não lograram êxito no controle da inflação.
Com referência ao debate macroeconômico brasileiro relacionado à industrialização, à competitividade externa e a seus desdobramentos no âmbito da economia, julgue o item subsecutivo.
As Letras Financeiras do Tesouro (LFT), desenvolvidas
durante o período de elevada inflação da década de 1980,
elevaram o custo de rolagem da dívida pública federal.
As reformas estruturais da década de 980 promoveram um novo modelo de inserção da economia brasileira, marcado por alguns fatos, exceto:
Os metalistas defendiam a manutenção do padrão-ouro como forma de controlar a expansão monetária, destacando-se, entre os grupos que defendiam essa posição, os importadores e parte importante da burocracia do então Ministério da Fazenda.
O PAEG promoveu a abertura da economia ao capital estrangeiro como forma de minimizar os efeitos adversos do balanço de pagamentos.