Questões de Concurso
Sobre desenvolvimento e crescimento econômico em economia
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O modelo da Zona Franca de Manaus está assentado em incentivos fiscais e extrafiscais, que visam propiciar condições para alavancar ou manter o processo de desenvolvimento da área incentivada. Não é passível de isenção a entrada de mercadorias procedentes do estrangeiro que sejam destinadas
Em sua análise dos problemas do subdesenvolvimento, Celso Furtado entendia que os países subdesenvolvidos em seu processo de industrialização, ao adotarem tecnologias intensivas em mão-de-obra adequadas às economias com grandes quantidades de capital, criavam seu próprio mercado consumidor de massa.
Para os estruturalistas, países em desenvolvimento que se especializam na produção de alimentos se beneficiam no longo prazo, uma vez que a demanda por esses produtos é elástica em relação à renda.
A teoria cepalina não depende fundamentalmente da lei da tendência declinante dos termos de troca nos países periféricos de renda mais baixa.
O argumento da indústria infante, de F. List, de que um governo deve proteger algumas indústrias em seus estágios iniciais para que elas possam no longo prazo tentar competir em mercados mundiais mais sofisticados não encontra suporte nas teorias do comércio internacional, o que acaba tornando-o teoricamente frágil.
Segundo a escola estruturalista, a especialização em produção de commodities pode ser uma estratégia interessante para o desenvolvimento econômico de longo prazo, pois permite aos países pobres explorar suas vantagens comparativas.
Nos modelos neoclássicos de crescimento endógeno, os retornos decrescentes de escala associados à acumulação de capital colocam a economia em uma dinâmica de convergência para um estado estacionário de longo prazo.
Na teoria neoclássica do crescimento, especialmente em sua versão de Solow, o que importa para um país crescer mais é o progresso tecnológico, que é uma variável fundamental dessa classe de modelos.
Os modelos de crescimento com restrição do balanço de pagamentos do tipo Thirlwall mostram que um dos limitantes para aumentos da renda no longo prazo é o tipo de estrutura produtiva de um país.
Na visão kaldoriana de longo prazo, dado um estoque de capital e de trabalho, o nível de produção é limitado pelo crescimento da produtividade, que é exógeno.
Para Nicholas Kaldor, que procura estender os princípios keynesianos de curto prazo para a análise de crescimento, o investimento é uma variável exógena no longo prazo.
A crise de alimentos, nos moldes previstos por Thomas Malthus, não se concretizou.
A maior parte da evolução na produção mundial de alimentos nos últimos anos se deve a melhoramentos tecnológicos, e não a aumentos de terras utilizadas para fins agrícolas.
Malthus acreditava que a quantidade fixa de terras existentes no planeta não supriria quantidades suficientes de alimentação à medida que continuasse o crescimento da população mundial.
Os melhoramentos tecnológicos modificaram significativamente a produção de alimentos na maioria dos países, mas esse aumento de produtividade não tem sido capaz de vencer a questão da falta de alimentos devido ao aumento em progressão geométrica da população mundial.
A crise mundial de alimentos, problematizada no cenário econômico mundial no início do ano de 2008, atualiza e confirma a tese malthusiana.
A existência de empresários audaciosos e de suas propostas de inovação tecnológica garante para o desenvolvimento, teorizado pelas linhas schumpeterianas, um círculo econômico fechado de bens, em posição de equilíbrio estático.
O desenvolvimento, em princípio, é possível sem crédito.
O fenômeno do crédito ao consumo não compõe o cerne da teoria schumpeteriana do desenvolvimento.
A função do capital aparece como agente especial do desenvolvimento econômico, necessitando o empreendedor, em princípio e como regra, de crédito — entendido como uma transferência temporária de poder de compra.