Questões de Concurso
Sobre antropologia forense em medicina legal
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Vestígios latentes são aqueles que estão mais evidentes no local do crime.
Quando a perícia identifica, em um mesmo sítio, por meio de minuciosa escavação e exposição, ossos de mais de um indivíduo, todos dispostos em posição semelhante à anatômica, o local é classificado como de inumação secundária.
A fixação de vestígios é um processo fundamental na cadeia de custódia e corresponde à descrição detalhada conforme se encontram no local de crime ou no corpo de delito e à sua posição na área de exames, podendo esse processo ser ilustrado por fotografias, imagens ou croqui, sendo indispensável constarem do laudo pericial.
Nas buscas por vestígios em locais de crime onde há muitos obstáculos físicos, a busca em linha é preferível a buscas por quadrante ou em espiral.
No exame realizado em local de crime com remanescentes humanos, o padrão de busca em linha cruzada inicia-se no centro do local do crime, expandindo-se para fora dele por meio de linhas perpendiculares.
Em uma cena de crime com dois corpos desmembrados e com presença de material liquefeito, este poderá ser coletado com swabs estéreis e, caso não possa ser levado imediatamente ao laboratório, deverá ser refrigerado e encaminhado em caixa térmica.
Nos casos com vítimas carbonizadas, é importante coletar material derretido no local, como plásticos e vidros, pois assim é possível pesquisar o ponto de fusão dos materiais e estimar a temperatura do incêndio e seus efeitos.
O primeiro profissional de segurança pública que chegar ao local do crime deverá atentar para os comentários da população local, observar possíveis suspeitos e catalogar testemunhas.
Considere que, em determinado exame microscópico, dois fragmentos ósseos tenham apresentado características distintas: o primeiro apresentava numerosos canais de Havers, de forma circular e inclinados em relação ao eixo longitudinal; e o segundo apresentava os canais de Havers elípticos, em menor número e paralelos ao eixo longitudinal. Nesse caso, é correto afirmar que o segundo fragmento ósseo pertenceu a indivíduo da espécie humana.
Os ossos longos, como o esterno, são essenciais para a análise de densidade trabecular em adultos.
Convencionalmente, a patela é classificada como um osso sesamoide.
A classificação anatômica dos ossos influencia diretamente a escolha dos métodos antropológicos utilizados para a estimativa de idade, sexo ou estatura.
Em esqueletos, a presença de tecido cartilaginoso nas epífises dos ossos longos é sugestiva de indivíduo subadulto.
O processo de ossificação intramembranosa é exclusivo de ossos longos.
A estimativa de idade em esqueletos subadultos baseia-se principalmente na avaliação do grau de fusão epifisária e desenvolvimento dentário.
A estimativa do sexo em esqueletos subadultos oferece mais de 95% de acurácia em crianças de até 5 anos de idade, em razão de suas características métricas e morfológicas.
As unidades estruturais do osso compacto, que são chamadas de trabéculas, concentram-se em torno de canais de Havers.
O tecido ósseo possui várias funções primordiais no organismo, entre elas a de servir como estrutura de suporte e a de desempenhar funções endócrinas e hematopoiéticas.
A estrutura craniana denominada sutura lambdoidea permite aos antropólogos forenses realizar diversas análises para compor o perfil biológico de um indivíduo, servindo inclusive como um traço morfoscópico relevante para a determinação da ancestralidade biológica.
Ossos longos como o fêmur e a tíbia são comumente utilizados para a determinação da estatura em remanescentes adultos esqueletizados, pois estão diretamente correlacionados com a estatura total do indivíduo.