Questões de Concurso
Sobre tecnologia e comunicação em jornalismo
Foram encontradas 1.329 questões
“A robô checadora que é referência no combate à desinformação, inaugura um novo capítulo da sua história nos dez anos do Aos Fatos. A ferramenta foi ainda mais integrada ao site do Aos Fatos e agora funciona como uma assistente de bordo (...) Basta enviar uma dúvida sobre boatos que circulam nas redes para obter uma resposta em segundos. A agilidade e a precisão (da robô) é possível devido à integração de um grande modelo de linguagem — tecnologia usada, por exemplo, pelo ChatGPT — com o banco de dados de checagens e reportagens do Aos Fatos”.
O bot ao qual o texto se refere chama-se
Por esse motivo, a norma lista os seguintes requisitos de acessibilidade, exceto um. Assinale-o
“Grupo Globo atualiza princípios editoriais para incluir orientações sobre inteligência artificial
Política encoraja testes e uso da tecnologia como um meio para aprimorar a qualidade do jornalismo, mantendo o compromisso com isenção, correção e agilidade, e estabelece compromissos de supervisão humana, transparência e respeito a direitos autorais.
Por g1
27/06/2024 06h00
O Grupo Globo atualizou nesta quinta-feira (27) os princípios editoriais para incluir orientações sobre o uso de inteligência artificial na produção jornalística em todas as suas redações.
O objetivo é encorajar testes e uso dessa tecnologia – que amplia de forma disruptiva a capacidade de processamento e geração de informações – como um meio para aprimorar a qualidade do jornalismo, mantendo o compromisso com a isenção, a correção e a agilidade.
As orientações estabelecem que o uso de inteligência artificial nas redações do Grupo Globo deve
• ter supervisão humana; • ser transparente com o público; • e respeitar os direitos autorais – próprios e de terceiros.
Elas definem, ainda, parâmetros para lidar com a tecnologia nas diversas etapas do processo de produção jornalística – da apuração das informações à entrega delas para o público.”
Por isso, de acordo com os novos princípios editoriais, é proibido o uso de inteligência artificial para
Qual característica principal da Web 2.0 explica essa diferença radical na estrutura operacional?
Considere o gráfico a seguir para responder a questão.

(Poder 360º, https://www.poder360.com.br/poder-midia/so10-dos-brasileiros-leem-jornal-impresso-diz-estudo/)
De acordo com os dados do gráfico, qual conclusão pode ser extraída sobre a mudança no modo como os brasileiros se informam?
“Não existe um jornalismo que não seja digital (Salaverría, 2020). Mesmo que o produto final seja impresso, radiofônico ou televisivo, as práticas de apuração e veiculação de notícias utilizam tecnologias digitais em pelo menos uma das fases do processo de construção. No cenário de crescente digitalização, as plataformas são imprescindíveis. Assim, a sociedade plataformizada, como vem sendo considerada, foi construída a partir da confluência do desenvolvimento da digitalização, da Internet e da popularização dos smartphones, criando um cenário de comunicação móvel e ubíqua (Canavilhas, 2021), abundância de informações (Boczkowski, 2021) e midiatização profunda (Couldry e Hepp, 2016)”
(Ligia Coeli Silva Rodrigues e Luciellen Souza Lima, “Plataformização e vídeo 360º: implicações para o jornalismo no Brasil”, 2022)
O texto articula conceitos de diferentes autores para construir uma compreensão sobre o jornalismo na contemporaneidade. Qual interpretação reflete corretamente a natureza da transformação jornalística descrita?
(#rio – @tirasarmandinho no Tumblr) A tirinha explora o humor do duplo sentido da palavra “fonte”. No contexto da cultura digital, observa-se um processo de valorização da opinião leiga em detrimento do conhecimento especializado dos jornalistas, validado pela competência técnica e social.
Qual o nome do fenômeno que nomeia a desconsideração da autoridade e do papel de mediação qualificada do jornalista?
A web 1.0 ficou conhecida como fase inicial da internet, como estática ou de leitura. A web 2.0 como uma fase interativa, de redes sociais e compartilhamento de informações. Hoje, já chegamos a web 3.0, que tem como algumas de suas características:
“A capacidade de gerar narrativas automatizadas é uma das aplicações mais imediatas da IAG no jornalismo. Utilizando algoritmos de aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural, as redações podem automatizar a criação de notícias baseadas em dados estruturados, tais como resultados esportivos, atualizações financeiras e estatísticas meteorológicas. Os primeiros experimentos com IAG no jornalismo focaram, principalmente, em simplificar processos de produção e aumentar a eficiência. O conceito de Large Language Models (LLMs), como o GPT (Generative Pretrained Transformer) da OpenAI, representa uma evolução significativa no campo da IAG, especialmente em aplicações envolvendo texto. Esses modelos são treinados a partir de enormes conjuntos de dados textuais retirados de uma variedade de fontes da internet tais como livros, artigos, notícias e posts de mídias sociais entre outros, permitindo-lhes aprender a estrutura da linguagem humana de forma abrangente.” (SANTOS e FIGUEIREDO, 2024)
Sobre o uso da Inteligência Artificial Generativa (IAG) no Jornalismo, é correto afirmar que
I. Há uma queda no uso de chatbots de inteligência artificial como fontes de informação, o que tem aumentado significativamente o tráfego em sites de empresas jornalísticas.
II. Mudança nas estratégias das plataformas de mídias sociais impulsionou a queda no consumo e na importância atribuída aos vídeos como fonte de notícias.
III. Há uma contínua queda no engajamento com fontes de mídia tradicionais como televisão e mídia impressa, enquanto o consumo de redes sociais, plataformas de vídeo e agregadores online aumenta.
Está correto o que se afirma em
“O efeito Google Zero: o Armagedom dos veículos de notícias – e a chance de um recomeço
Com a audiência em queda livre e o Google às voltas com a própria crise, o ecossistema de notícias e publicidade tem uma rara oportunidade de repensar modelos de negócio e recolocar o usuário no centro
Por Guilherme Ravache
A queda de audiência dos veículos de notícias na internet é notória e global. Nos Estados Unidos, o "Washington Post" e o "Huffpost" perderam mais de 50% de audiência nos últimos três anos. "The New York Times", "Wall Street Journal" e "The Atlantic" também sentiram a queda do tráfego que vinha do Google.
No Brasil, as quedas também são significativas. Em abril de 2022, os três principais sites de notícias no país na época: "Globo.com", "UOL" e "R7" somavam uma audiência de mais de 7,9 bilhões de visitas por mês. Em abril deste ano, a soma de visitas das três publicações caiu para 4,2 bilhões, uma queda de quase 50%. Os dados são da Comscore. (...) Para quem acompanha a coluna há mais tempo, a notícia do sumiço do tráfego do Google, ou Google Zero, não é surpresa”.
O Google Zero, ao qual o colunista se refere, trata
I. O fluxo de trabalho do Jornalismo de Dados envolve tipicamente quatro etapas centrais: Coleta (obtenção dos dados brutos, via scraping, LAI ou APIs), Processamento (limpeza e organização dos dados), Análise (interrogação dos dados para encontrar padrões) e Visualização (apresentação dos achados).
II. A Lei de Acesso à Informação (LAI), ao obrigar órgãos públicos a fornecerem dados em formato aberto, tornou-se uma ferramenta jurídica essencial para a etapa de 'Coleta' no Jornalismo de Dados no Brasil.
III. O Jornalismo de Dados substituiu completamente o jornalismo investigativo tradicional (baseado em fontes e entrevistas), pois os dados são considerados autossuficientes e nunca necessitam de contexto ou checagem humana.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS: