Questões de Concurso
Sobre principais teorias e escolas em jornalismo
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I. Para se aproximar o funcionalismo dos estudos da comunicação, deve-se lembrar que, também nos fenômenos comunicativos da sociedade, um dado conjunto se compõe mais de coisas ou de substâncias do que de funções.
II. Isto quer dizer que cada realidade existente se define por uma função, isto é, pela atividade que lhe cabe em um conjunto cujas partes são necessariamente solidárias.
III. O funcionalismo supõe que o desenvolvimento dos meios de comunicação corresponda a novas necessidades sociais. Assim, aos meios compete proporcionar satisfações a expectativas de um público que se acha exposto à ação dos referidos meios.
IV. Os fatos e fenômenos da comunicação podem ser assim explicados funcionalmente, isto é, pelo modo como se inter-relacionam no interior do sistema que os integra.
V. Nos domínios da comunicação, os funcionalistas se empenharam em avaliar o alcance psicossocial dos meios de comunicação. Para tanto, passaram a se ocupar da influência e dos efeitos produzidos pelos meios de comunicação.
Assinale a alternativa correta:
I. Que a mídia e as tecnologias de comunicação produzem informações importantes no modo de presença do indivíduo do mundo contemporâneo.
II. Aponta que a metáfora do espelho deve ser entendida como um ordenamento cultural da sociedade e, desse modo, o espelho midiático não é um simples reflexo, mas implica uma forma de nova vida, um espaço e, portanto, outros parâmetros para a constituição das identidades pessoais e coletivas.
III. Para Sodré, a mídia envolve uma nova qualificação de virtualização da vida, e seu desenvolvimento possibilita uma terceira natureza humana, que se denomina bios virtual.
Assinale a alternativa correta:
I. O meio é entendido por esse autor como uma ambiência que conforma um bios existencial próprio, em um processo sociotecnológico.
II. O autor teoriza a questão comunicacional sob o prisma da recepção.
III. Para o autor a midiatização é o movimento em que o indivíduo se lança para além do real manifesto em discurso, ou seja, procura romper as cadeias conceituais, sejam elas econômicas, políticas, culturais, estéticas.
Assinale a alternativa correta:
O trabalho de Stuart Hall sobre o papel ideológico da mídia e a natureza da ideologia representa um momento importante na constituição de um teoria capaz de refutar os postulados da análise funcionalista americana e de fundar uma forma diferente de pesquisa crítica sobre os meios de comunicação de massa. O estudioso, em seu artigo, Encoding/Decoding, redigido em torno de 1973, ao examinar o processo de comunicação televisiva segundo quatro momentos distintos: produção, circulação, distribuição/consumo; reprodução que, na sua percepção, apresentam suas próprias modalidades e suas próprias formas e condições de existência, mas articulam-se entre si e são determinadas por relações de poder institucionais, afirma que:
A Internet e os sistemas de localização como o GPS criaram novos paradigmas, como o ciberespaço e a cibercultura, que permitem ao usuário de redes digitais acessar, por exemplo, obras de arte de um museu sem sair de casa.
A análise do conteúdo artístico da literatura de massa é fundamental para que se possa estimular a leitura.
A educação como processo de construção, transformação e apropriação de conhecimentos torna-se o centro da cibercultura, ao passo que o ciberespaço suporta tecnologias que ampliam, modificam e transformam os processos humanos de memória e abstração.
Ortega y Gasset, 1930, p. 8. In: Mauro Wolf.
Teorias das Comunicações de Massa.
A visão da massa como reduto de ignorantes permeou, sobretudo, a visão da teoria
Mauro Wolf. Teorias das comunicações de massa.
São Paulo: Martins Fontes, 2008.
A esse setor da população, que influencia os demais, Paul Lazarsfeld, Bernard Berelson e Hazel Gaudet deram o nome de
Walter Benjamin, em seu texto A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, defende que “com a reprodutibilidade técnica, a obra de arte se emancipa, pela primeira vez na história, de sua existência parasitária, destacando-se do ritual. A obra de arte reproduzida é cada vez mais a reprodução de uma obra de arte criada para ser reproduzida. (...) No momento em que o critério da autenticidade deixa de aplicar-se à produção artística, toda a função social da arte se transforma. Em vez de fundar-se no ritual, ela passa a fundar-se em outra práxis: a política”.
Benjamin, um dos principais teóricos do movimento
que foi chamado de Escola de Frankfurt, ou
Teoria Crítica para alguns pesquisadores, acreditava
na obra de arte produzida em massa e para as
massas como veículo de transformação social, desde
que não estivesse sob o domínio das grandes
empresas capitalistas. Já Adorno e Horkheimer, também
teóricos da Escola de Frankfurt, responsáveis
pela criação do termo indústria cultural, possuíam
uma visão mais crítica da massificação da arte. De
acordo com estes autores, no texto A indústria cultural:
o esclarecimento como mistificação das massas,
capítulo do livro Dialética do Esclarecimento, tal crítica
consiste que a indústria cultural:
Em O Narrador, considerações sobre a obra de Nikolai Leskov, Walter Benjamin afirma que:
Cada manhã recebemos notícias de todo o mundo. E, no entanto, somos pobres em histórias surpreendentes. A razão é que os fatos já nos chegam acompanhados de explicações. Em outras palavras: quase nada do que acontece está a serviço da narrativa, e quase tudo está a serviço da informação. Metade da arte narrativa está em evitar explicações.
(In: Obras Escolhidas, v. I − Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 203)
De acordo com este autor, a informação