Questões de Concurso
Sobre checagem em jornalismo
Foram encontradas 530 questões
( ) As fontes oficiais são pessoas em função de um cargo público ou que se pronuncie por órgãos mantidos pelo Estado. ( ) As fontes oficiais devem ser ouvidas com prioridade pelo jornalismo na busca de informações de qualidade. ( ) Fontes empresariais são representantes de uma corporação empresarial da indústria, comércio, serviços ou agronegócio. ( ) Fontes populares são pessoas comuns, que são representadas no noticiário como vítimas de determinada situação ou lançam mão de táticas de espetacularização para conseguir visibilidade e reivindicar melhorias no seu cotidiano. ( ) Fontes populares só devem ser ouvidas quando fazem o papel secundário, após a escuta de fontes oficiais, empresariais ou institucionais.
Assinale a alternativa com a sequência correta de afirmações verdadeiras e falsas:
Considere as afirmações sobre os valoresnotícia na abordagem de Mauro Wolf:
I - Importância do indivíduo (nível hierárquico). II - Influência sobre o interesse nacional e número de pessoas envolvidas. III - Impacto econômico nas redações. IV - Relevância quanto à evolução futura.
Assinale a alternativa correta:
Armand e Michèle Mattelart (História das teorias da comunicação) revelam que um dos principais pensadores a refutar os postulados da análise funcionalista da comunicação examina o processo televisivo segundo quatro momentos distintos: produção; circulação; distribuição/ consumo; e reprodução. Esse autor defende que a audiência é, a um só tempo, receptor e fonte. Os seus argumentos constam do artigo Encoding/Decoding, publicado em 1973.
O nome do autor do citado artigo é
A Organização das Nações Unidas, por intermédio da Unesco, disponibiliza aos jornalistas, desde 2009, a obra A Investigação a partir de histórias – um manual para jornalistas investigativos. O título procura discutir o papel da imprensa para a liberdade de expressão e a liberdade de informação como elementos indispensáveis para a democracia.
Com relação aos princípios do Jornalismo Investigativo, os autores do título concordam que esse tipo de cobertura midiática
O Manual de Redação e Estilo do jornal O Estado de S.Paulo alerta para o seu profissional não aceitar como pacífica a primeira e única informação que receber. Recomenda discutir, ponderar, duvidar. Ouvir sempre o maior número de pessoas e dar o desconto devido quando os dados lhe forem fornecidos por fontes ligadas a um dos lados.
Diante do exposto, o jornal O Estado de S.Paulo considera sua obrigação publicar apenas notícias corretas e
Quando um repórter usa a entrevista como recurso de apuração, ele busca: i) informações de alguém que presenciou um fato ou vivenciou uma situação; ii) dados e análises de um especialista que possa discorrer com autoridade sobre um determinado tema ou iii) uma declaração, mesmo que irrelevante, mas centrada na importância do entrevistado.
Quanto aos seus objetivos, essas entrevistas são classificadas, respectivamente, como
Quando o jornalista está escrevendo um texto e resolve utilizar citações diretas, ou seja, aspas de um entrevistado, deve ter em mente que “nenhum entrevistado tem obrigação de ser um comunicador. Nem é obrigado a ter raciocínio lógico e linear, ou habilidade natural para falar”. (PEREIRA JUNIOR, L. C., 2010, p. 111). Com base nessa afirmação, analise as afirmativas a seguir:
I. O jornalista não tem a obrigação de ser necessariamente literal no uso das citações, mas deve reconstruir o diálogo, mantendo a fidelidade, o sentido original.
II. O jornalista precisa ser literal na transcrição das citações e é por isso que recomenda-se gravar as entrevistas para depois degravá-las e utilizá-las na matéria.
III. Para que mais pessoas leiam a reportagem, o jornalista deve modificar palavras ditas pelo entrevistado por outras mais fortes, mesmo que descontextualize a fala, pois o intuito é gerar boas manchetes.
IV. O jornalista não deve interromper uma resposta, mesmo que o entrevistado demore para concluí-la ou aparente estar perdido, pois não deve interpretar a declaração da fonte.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia o trecho da matéria a seguir, publicada no portal do Estadão:
Metade dos brasileiros já sofreu preconceito ou discriminação no trabalho, diz pesquisa.
Segundo levantamento do Vagas.com, situações vexatórias ainda são comuns nas empresas, que devem mostrar eficiência na investigação e resolução dos casos
Ana Carolina Neira, O Estado de S.Paulo
24 Julho 2017 | 11h31
Situações de discriminação e preconceito no ambiente de trabalho ainda são algumas das principais queixas do brasileiro, num momento em que as empresas buscam maneiras de coibir esse tipo de comportamento.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo site de empregos Vagas.com, metade dos 1.731 entrevistados afirmam já ter passado por uma situação de discriminação ou preconceito no dia a dia – seja por ocupar um cargo mais baixo na hierarquia empresarial ou por características pessoais, como timidez ou extroversão.
O coordenador nacional da área de Direito do Trabalho do escritório Veirano Advogados, José Carlos Wahle, avalia que garantir um ambiente livre de práticas discriminatórias é uma regra de compliance tão importante quanto qualquer outra.
“Da mesma forma que uma empresa preocupa-se em não estar envolvida em casos de corrupção ou seguir boas práticas de concorrência, ela deve ter atenção ao comportamento de seus funcionários e evitar qualquer tipo de constrangimento”, aponta.
Ele também ressalta que combater o preconceito seja, talvez, um dos itens de governança mais difíceis de ser colocado em prática. “Estamos falando do comportamento humano e de situações que refletem como a nossa sociedade pensa. Então, não basta ter canais de denúncia, mas também cuidar para que todo o sistema seja efetivo”, diz.
O especialista em inteligência de mercado do Vagas.com, Rafael Urbano, concorda. “O que vemos nas empresas é reflexo do que as pessoas são fora dela. A questão é que dentro do mundo corporativo a situação pode, às vezes, tornar-se ainda mais insustentável para quem sofre com isso, porque é no trabalho que passamos boa parte do nosso dia”, reflete.
(TRECHO EXTRAÍDO DO SITE http://economia.estadao.com.br/)
Com base no texto, analise as asserções a seguir.
I. As entrevistas presentes nesta reportagem são de fontes consideradas secundárias.
II. Os entrevistados desta reportagem são considerados, também, fontes oficiais.
III. O texto apresenta diversos verbos declaratórios, comumente utilizados no jornalismo.
IV. O olho da matéria, logo abaixo do título, está no presente mas poderia estar em qualquer tempo verbal.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
Um grande campo para reportagens e levantamento de informações no ambiente digital está no acesso a bancos de dados, em especial contendo números. Muitos desses dados apresentam problemas técnicos e de informações em si, desde falta de valores e linhas duplicadas a nomes ambíguos de campos.
O processo de análise dessa qualidade de dados, validando ou rejeitando manualmente as sugestões do sistema e fazendo a alteração final é conhecido como:
O trabalho coletivo voluntário em uma cultura wiki, por exemplo, permite que vários colaboradores produzam e disseminem informações. Contudo, um aspecto a ressalvar no processo de edição coletivo é que o conteúdo não precisa ser revisado antes de qualquer publicação, cabendo a correção ou até mesmo a complementação da informação aos demais autores, a posteriori. Observa-se ainda nesse contexto que o jornalismo participativo, também chamado de open source journalism, passa a ditar a regra de produção noticiosa por intermédio da qual publica-se primeiro e, depois, filtra-se.
De acordo com o enunciado, conclui-se, portanto, que:
Dentre alguns sites que se notabilizaram por atuar na área de fact-checking, pode-se citar o norte-americano Snopes. Boatos na internet, notícias publicadas em jornais menos conhecidos do público ou até mesmo lendas urbanas, por exemplo, são apurados à exaustão para que seja verificada a sua veracidade. No Brasil, algumas empresas de comunicação também encamparam a ideia da checagem de fatos em prol de uma prática jornalística que preze pelo conteúdo com credibilidade. No entanto, pode haver risco quando a autonomia dos grupos de comunicação que possuem fact-checkers está comprometida por interesses ideológicos e mercadológicos.
Assim, para manter a independência editorial, Snopes considera peremptório que: