Questões de Concurso
Sobre assessoria de comunicação no jornalismo em jornalismo
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A questão das relações entre as organizações e a imprensa não é nova. Como tema e problema, é até coisa velha, já secular. Na verdade, se nos identificarmos como profissionais ou estudiosos da comunicação chamada empresarial, institucional ou organizacional, somos mais ou menos herdeiros de um jornalista americano, que em 1906, inventou a atividade especializada a que hoje chamamos de assessoria de imprensa ou assessoria de comunicação. Com um bem-sucedido projeto profissional de relações com a imprensa, a serviço de um cliente poderoso, ele conquistou, por direito e mérito, na história moderna da comunicação social, o título de fundador das relações públicas, berço da assessoria de imprensa. Ou vice-versa.
(CHAPARRO in DUARTE, 2018, adaptado)
O jornalista fundador das relações públicas e o cliente poderoso citados no texto são respectivamente
Nesse contexto, as pautas de reportagens para jornais impressos caracterizam-se pela
Quando algo negativo acontecia - casos como acidentes de trabalho ou suposto envolvimento de donos ou executivos em ilegalidades -, respondia-se algo evasivo e apenas se houvesse o “vazamento” da informação ou se algum repórter descobrisse. Pensar em tomar a iniciativa para comunicar à opinião pública não era algo que passava pela cabeça da maioria dos executivos e seus assessores.
(CECATO, Valdete, 2011)
Hoje, a passividade dos executivos e de seus assessores de comunicação em situações de crise
Nesse caso, identifica-se um exemplo de utilização da ferramenta de relações públicas denominada
Enquanto o release é uma forma de divulgação de notícias informativas, voltada para a imprensa e para o público em geral, visando à mídia espontânea, o anúncio é uma forma de publicidade paga mais persuasiva e focada em promover produtos, serviços ou a marca de uma organização.
A seção de cartas dos leitores é um espaço comum na imprensa escrita, produzido e editado por uma comissão formada pelo próprio público do veículo, sem interferência da direção do jornal, conferindo independência e liberdade de expressão para representantes da sociedade.
O emprego de técnicas de grupos focais em comunicação organizacional permite a coleta de dados quantitativos, de amostragem probabilística, em observação direta no que diz respeito à participação do público e ao interesse nas mensagens.
Em auditorias de comunicação, a análise Ecco corresponde a um método de coleta de dados que consiste em observar as estruturas das redes de comunicação, identificando quem bloqueia os fluxos comunicacionais e quem se comunica com quem, com qual frequência.
Manuais de comunicação são produzidos por assessorias com diferentes objetivos, como padronizar redação, estabelecer regras para relações com a imprensa, oferecer apoio a jornalistas na cobertura de determinado tema, entre outros.
O publieditorial é um dos produtos de uma assessoria de comunicação voltado ao relacionamento com os jornalistas, com o intuito de apresentar os porta‑vozes da organização assessorada como possíveis fontes para futuras apurações.
Enquanto produto de uma assessoria de comunicação, o lobby corresponde ao processo contínuo de monitoramento, análise e arquivamento de menções realizadas na mídia a uma determinada organização, podendo incluir temas de interesse ou relativos à concorrência.
Ao organizar entrevistas coletivas, uma assessoria de imprensa deve preparar o porta‑voz da organização para lidar com perguntas difíceis e apresentar as informações de forma clara e convincente, o que pode envolver treinamento em técnicas de comunicação e preparação de respostas para possíveis questões dos jornalistas.
No modelo brasileiro de se fazer assessoria de imprensa, o release assume o formato de uma sugestão de pauta, com dados apenas preliminares, contatos para entrevistas e disponibilização de horários para atendimento, ficando a cargo do veículo jornalístico interessado no tema fazer toda a apuração e a redação para, então, publicar a notícia.
Sugerir um artigo para ser publicado na imprensa requer uma abordagem cuidadosa e estratégica, devendo conhecer as diretrizes do veículo pretendido, fazer uma proposta clara e persuasiva de tema, apresentar a experiência e as credenciais do autor relacionadas ao artigo e oferecer um texto bem elaborado e consistente.
No atendimento à imprensa em eventos públicos, as autoridades devem ser orientadas por suas assessorias a não responder às perguntas de jornalistas, concentrando o trabalho nos assessores e nos comunicados já preparados, pois isso reduz o risco de uma exposição negativa.
É papel do assessor de comunicação, ao realizar o atendimento a uma demanda da imprensa, solicitar ao jornalista informações sobre a pauta, para preparar melhor a fonte a ser entrevistada e disponibilizar dados que enriqueçam ou sejam do interesse da notícia.