Questões de Concurso
Sobre linguagem na televisão e telejornalismo em comunicação social
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Em uma filmagem, o plano médio é caracterizado pelo corte feito na imagem imediatamente abaixo dos cotovelos. Esse tipo de recurso é utilizado com frequência em entrevistas e matérias jornalísticas.
O plano geral é aquele que, além de permitir a visualização de uma pessoa por inteiro, propicia aos espectadores a observação de todo o cenário, seja ele interno ou externo.
Para uma cobertura ao vivo em local afastado, deve-se utilizar o equipamento uplink, que envia o sinal diretamente para um satélite de comunicações. Em seguida, esse sinal é recebido em terra por uma antena parabólica.
Durante uma cobertura de evento ao vivo, as câmeras são colocadas sobre dollies para que tenham movimento e possam acompanhar o evento de cima.
Em uma cobertura de eventos ao vivo, primeiro o sinal é selecionado pelo controle mestre e depois esse sinal é enviado para o diretor de imagem para ser montado e transmitido.
Em gravações em estúdio, caso o roteiro apresente uma marcação de queda de áudio, é correto afirmar que houve uma falha na captação do som ambiente.
Em gravações em estúdio, deve-se montar uma luz de enchimento para destacar o personagem do fundo e dar profundidade à imagem.
O tipo de microfone mais utilizado em gravações de entrevistas jornalísticas em estúdio é o direcional pela facilidade de captar o som de todos os entrevistados
Para a gravação em um cenário pequeno, como por exemplo, um elevador, pode-se utilizar uma lente grande angular, que tem distância focal mais curta e tende a distorcer os cantos da imagem.
O uso de uma luz dura — flatlight — em estúdio resulta em profundidade da cena e evita o excesso de sombras.
Caso um microfone tenha aparecido no quadro, é correto afirmar que esse acontecimento deve passar a fazer parte da cena como um recurso artístico.
Recomenda-se, para gravações em estúdio com vários personagens próximos, que seja utilizado um boom para posicionar o microfone do tipo cardioide sobre os entrevistados. Nesse caso, o diretor deve ficar atento para evitar sombras indesejáveis.
Em entrevistas de estúdio utilizando duas câmeras, recomenda-se empregar a técnica das câmeras cruzadas, cujas cadeiras de entrevistador e entrevistado formam um ângulo reto e o campo visual de cada câmera focaliza a pessoa mais distante para se evitar tomadas de perfil.
O enquadramento usado em telejornalismo no momento em que o apresentador olha diretamente para a câmera e para o telespectador é chamado de câmera subjetiva.
Em estúdio, o diretor controla uma gravação a partir de um switcher e, por ter acesso a todas as câmeras, é dispensável o uso de comunicador.
O olho humano pode ser enganado pelo tamanho aparente dos objetos, e por isso pode ser usada a perspectiva forçada na composição de uma cena, técnica em que objetos menores ou atores mais baixos são colocados em primeiro plano e atores mais altos ficam ao fundo.
Dada a facilidade dos olhos do espectador serem atraídos ou distraídos por qualquer objeto em movimento, recomenda-se evitar movimentos indesejáveis dos figurantes ou objetos ao fundo na gravação de uma cena.
A proeza da edição digital está em fazer que, a partir do momento em que o telespectador esteja olhando para monitores de televisão, ele passe a acreditar que esteja diante de telas de cinema.
A edição analógica é feita na ordem cronológica, ou seja, o editor precisa começar o trabalho pelo início e seguir até o final.
Para atrair a atenção do telespectador, a televisão usa os ângulos da imagem bem mais limitados do que os utilizados no cinema, o que justifica a necessidade de cortes mais lentos e planos mais abertos na TV.