Questões de Concurso
Sobre gêneros e formatos jornalísticos em comunicação social
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Observando-se atentamente o primeiro parágrafo da matéria de O Globo (21 de abril de 2009), intitulada "Na rota do abandono, rumo ao perigo", podemos verificar a construção de uma narrativa tipicamente jornalística. "Numa semana recheada de feriados, duas das principais vias de saída do Rio para regiões turísticas, por onde passam 400 mil veículos por dia, dão sinais de abandono. (...) Falta de placas ou sinalização com letras e números apagados; mato alto no acostamento; grades em mau estado de conservação; asfalto desnivelado ou sem a sinalização horizontal são alguns dos obstáculos encontrados pelos motoristas" (O Globo, abril de 2009). De acordo com a leitura do livro Técnicas de codificação em jornalismo, de Mário Erbolato, analise os itens abaixo, considerando as diretrizes básicas para a contrução dessa narrativa, que poderíamos identificar no parágrafo acima.
I. Uso de linguagem simples.
II. Escrita na ordem direta.
III. Emprego de adjetivos limitado ao necessário.
IV. As siglas, excetuando-se as muito conhecidas, devem ser explicadas.
V. Emprego de poucas palavras em cada oração.
Considerando V(verdadeiro) e F(falso), assinale a alternativa que contém a sequência correta.
No mundo dos jornalistas, faz-se uso de termos que dizem respeito unicamente à prática jornalística e que inauguram um vocabulário específico desses profissionais. Pertencer ao mundo dos jornalistas é, de alguma forma, conhecer e compartilhar esses códigos, muitos dos quais são apontados e discutidos por Mário Erbolato em Técnicas de codificação em jornalismo. De acordo com tal leitura, analise as sentenças abaixo.
I. Suíte é a sequência que se dá a um assunto, nas edições subsequentes do jornal, quando a matéria é quente e continua a despertar o interesse dos leitores.
II. O lead seria o parágrafo sintético, vivo e leve com o que se inicia a notícia, na tentativa de prender a atenção do leitor.
III. Barriga é o termo usado para denominar a notícia falsa ou errada.
IV. Espelho: fotografia, gráfico, desenho ou mapa, publicados em jornal ou revista.
Das afirmativas apresentadas, está(ão) correta(s) somente
No Globo online de 21 de abril de 2009, do lado esquerdo e alto da tela, exibia-se a seguinte chamada: "mexicano usa vestido para apalpar passageira". Uma nota detalhava o acontecido: "Um homem de 45 anos foi preso pela polícia mexicana acusado de assediar mulheres no metrô da Cidade do México em vagões femininos, nos quais entrava vestido de mulher" (Globo online, abril de 2009). Uma foto do mexicano ilustrava a situação: ele possuía estatura baixa, estava vestido de mulher e espremido entre dois policiais encapuzados. Recorrendo-se aos critérios de noticiabilidade jornalísticos oferecidos por Erbolato, tal acontecimento pode ser enquadrado como notícia, pois trata-se de um(a)
Mário Erbolato (em Técnicas de codificação em jornalismo) discute os papéis de que se investe o jornalismo, situando-o em meio à sociedade de massas. Analise as alternativas abaixo relacionadas a reflexões sobre a narrativa jornalística coerentes com o pensamento de Erbolato.
I. Opinião e Interpretação são diferentes faces de uma mesma moeda.
II. O jornalismo interpretativo é também conhecido como jornalismo em profundidade, jornalismo explicativo ou jornalismo motivacional.
III. O jornalismo poderia ser dividido em quatro categorias: Informativo, Interpretativo, Opinativo e Diversional.
Das afirmativas apresentadas, está(ao) correta(s) somente
Durante a leitura habitual de jornais impressos, revistas e sites de internet, assim como em telejornais, não raro nos deparamos com a utilização de um conjunto limitado de fontes na composição de reportagens, entrevistas, depoimentos, etc. No caso específico da televisão, segundo Pierre Bourdieu (no livro, Sobre a televisão), a redundância das fontes é, em parte, explicada pela lógica comercial que atravessa o veículo, e que se traduz na pressão da urgência. Leia as alternativas abaixo, considerando as reflexões do autor acerca desse tipo particular de fonte.
I. "Se a televisão privilegia certo número de fast-thinkers que propõem fast-food cultural, alimento cultural pré-digerido , pré-pensado, não é apenas porque (e isso faz parte também da submissão à urgência) eles têm uma caderneta de endereços (...): há falantes obrigatórios que deixam de procurar quem teria realmente alguma coisa a dizer."
II. "(...) Se tem à mão, sempre disponíveis e dispostos a parir algum artigo ou a dar entrevista, os habitués da mídia."
III. "Eles (...) devem sua importância no mundo social ao fato de que detêm um monopólio real sobre os instrumentos de produção e de difusão em grande escala da informação".
IV. "Para ser capaz de 'pensar' em condições em que ninguém pensa mais, é preciso ser pensador de um tipo particular".
Das afirmativas apresentadas, está(ao) correta(s) somente
Na revista Imprensa, de fevereiro de 2008, a reportagem intitulada "Audiência monotemática" se propunha a discutir os gigantescos esquemas de comunicação montados para a cobertura do carnaval de 2008, mobilizando inúmeras TV, sites, rádios e impressos (em especial, as TV): "Carnaval é sempre igual. Ivete Sangalo na Bahia, frevo em Olinda e horas e mais horas seguidas de desfile na Sapucaí. A pauta é monótona, mas a audiência sempre é boa. Nem poderia ser diferente, já que a programação nessa época é monotemática" (Imprensa, fevereiro de 2008).
Pierre Bourdieu, no livro Sobre a Televisão, oferece nos uma interessante possibilidade de reflexão acerca das estratégias comunicacionais construídas por esse veículo: ''uma parte da ação simbólica da televisão, no plano das informações, por exemplo, consiste em atrair a atenção para fatos que são de natureza a interessar a todo mundo. (...) Eles não devem chocar ninguém, não envolvem disputas, não dividem, formam consenso, interessam a todo mundo, mas de um modo tal que não tocam em nada de importante"(Pierre Bourdieu, 2007, 23).
Segundo Bourdieu, tais fatos são definidos como
Atualmente, diversos sites noticiosos abrem-se à colaboração dos internautas, na escrita de textos. Sobre o tema, de acordo com Alex Primo, no artigo "Webjornalismo participativo e a produção aberta de notícias", é possível afimar que
Além da dimensão propriamente tecnológica, outros fatores inspiram e justificam a emergência do chamado webjornalismo participativo na atualidade, segundo Alex Primo no artigo "Webjornalismo participativo e a produção aberta de notícias". Dentre eles, é possível citar o(s)
A interação é um dos aspectos que mais se destaca, quando são analisadas as transformações no jornalismo, a partir do advento da internet. Contudo, a participação dos leitores, ouvintes ou espectadores no processo de produção jornalística precede a introdução dos meios digitais, como lembra Alex Primo, no artigo "Webjornalismo participativo e a produção aberta de notícias". A respeito do tema, pode-se afirmar que
A internet vem transformando, significativamente, as mídias de massa tradicionais, sobretudo nos últimos dez anos. O webjomalismo participativo, definido, segundo Alex Primo, no artigo "Webjomalismo participativo e a produção aberta de notícias", por níveis e interação distintos do público que acessa e, em certa medida, produz um site com conteúdo noticioso, é uma das novidades deste novo contexto midiático que remodela as relações tradicionais e mais estanques entre emissor e receptor. No entanto, os sites oficiais de uma Universidade costumam não abrir espaços para a intervenção de seu público, quer seja, alunos e servidores. Assinale a alternativa que mais contribuiria como uma ferramenta para efetivar a interação desses atores sociais da Universidade em um site, segundo o que foi acima descrito.
No dia 23 de fevereiro de 2008, a Folha de S. Paulo publicava, na página A2, uma matéria cujo texto de abertura é o seguinte: "Falhas administrativas", para empregar a suave terminologia do presidente Lula, custaram a Matilde Ribeiro o cargo de ministra da Igualdade Racial. Sua participação no caso dos cartões corporativos, amplamente noticiada, não requer comemoração. Por essas características redacionais pode-se afirmar, a respeito do gênero, que se trata de
Em televisão, a nota que possui imagens com off, isto é, com uma narração, que pode ser do repórter ou do apresentador é chamada de
As crianças em situação de rua de São Paulo são um capítulo à parte na vida da cidade. Elas estão em todas as esquinas dessa metrópole e representam uma chaga que os políticos não conseguem cicatrizar. A Prefeitura do Município tem um plano para reduzir a presença desses menores nas esquinas e o alcaide paulistano fez uma coletiva para anunciar o projeto.
Essa abertura de matéria, pelas suas características, é conhecida no meio profissional por
1. Telepromter
2. Barriga
3. Brainstorming
4. Clipping
( ) Notícia inverídica publicada por órgão da imprensa, geralmente com grande alarde e sem má fé, na tentativa de furar os concorrentes.
( ) Técnica de reunião criativa de criação em que a discussão é livre. Os participantes podem expor qualquer ideia relativa ao tema.
( ) Apuração e coleção de recortes de jornais e revistas sobre determinado assunto realizado, geralmente, pelo setor de comunicação de uma empresa ou agência.
( ) Dispositivo que apresenta, numa tela ou num rolo de papel, em letras grandes e a uma velocidade sincronizada com a ação, as palavras a serem ditas pelo locutor.
A sequência correta de cima para baixo é
Perguntas fechadas e entrevistas em profundidade são características do método quantitativo.
No telejornalismo, a superficialidade é uma característica positiva, pois a instantaneidade da notícia faz que o texto seja escrito de forma simples, linear, objetiva e concisa. Essa superficialidade é necessária e adequada ao padrão televisivo.
O texto em questão pode ser corretamente classificado como reportagem de ação, a qual se caracteriza por um relato movimentado, que começa sempre pelo aspecto mais atraente, para depois apresentar os detalhes. Nele percebe-se nitidamente que o repórter participa da ação e deixa de ser um mero observador. O testemunho do repórter, portanto, nesse caso, confere credibilidade e maior realismo à ação.
O critério de noticiabilidade, predominante no caso da publicação desse texto, embasa-se nos aspectos inusitados, curiosos e pitorescos da notícia.
A matéria chama atenção pela linguagem informal e coloquial, uma das características do jornalismo de entretenimento. Esse tipo de informação admite linguagem informal, coloquialismos e gírias, como as expressões “vai virar filme”, no título, e “não param de pipocar na Internet”, no início do texto.
O texto enquadra-se no estilo noticioso denominado jornalismo de serviços ou de utilidade pública, ou seja, notícias de elevado apelo utilitário para o público, mas de pouca consistência do ponto de vista de apuração e investigação jornalísticas.