Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias clássicas do estado em sociologia
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Considerando os argumentos apresentados por Sérgio Buarque de Holanda, avalie o que se afirma a respeito do pensamento e da obra desse autor.
I- O modelo colonial português no Brasil, caracterizado pelo patrimonialismo, explica historicamente o surgimento do “homem cordial” e a dificuldade de estabelecer instituições impessoais e racionalmente organizadas em território brasileiro.
II- Inspirado pelos tipos puros weberianos, argumenta que o colonizador do tipo semeador encarnava a tentativa de transferir métodos europeus para os trópicos, exercendo controle estratégico sobre a ocupação e expansão territorial, enquanto o ladrilhador, em contraste, caracterizava-se por improvisação adaptativa, ajustando-se de maneira espontânea e flexível, improvisando soluções diante das contingências locais.
III- Afirma que os portugueses possuíam uma sociabilidade marcada pela capacidade de adaptação a diferentes contextos, traços que influenciaram o modo de colonização no Brasil, mas também contribuíram para o personalismo, o patrimonialismo e a fragilidade das instituições na formação social brasileira.
IV- Descreve a democracia brasileira como um “lamentável mal-entendido” porque foi transplantada sem base social compatível e suas ideias liberais não se enraizaram em uma sociedade definida estruturalmente pelo personalismo.
V- Sustenta que o bacharelismo, ao valorizar conhecimento jurídico formal, contribuiu para a construção de uma ordem social mais equitativa, na qual privilégios derivativos de relações pessoais eram progressivamente eliminados.
Está correto apenas o que se afirma em
BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. 11. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998. v. 1.
Segundo a definição dos autores no trecho citado, integram de forma fundamental os regimes autoritários:
I. Segundo Weber, à exceção de períodos de beligerância, o Estado não possui legitimidade para fazer uso de violência física.
II. Weber considera que, embora possuindo suporte legal, a violência física utilizada pelo Estado carece invariavelmente de legitimidade.
III. Para Weber, o Estado é a única instituição de direito apta a utilizar a violência física nos marcos da legalidade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
(MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Prefácio de Fernando Henrique Cardoso. Companhia das Letras, 2010).
Em que aspecto Maquiavel se distancia das análises políticas anteriores?
O Estado é uma ilusão bem fundamentada, uma realidade que existe essencialmente porque acreditamos que ela existe. Esta realidade ilusória, mas validada coletivamente por meio do consenso, é o lugar para o qual somos remetidos quando recuamos em vários fenômenos, como títulos acadêmicos, títulos profissionais ou o calendário. Recuando cada vez mais, chegamos a um ponto que é a origem de tudo isso. Esta realidade misteriosa existe por seus efeitos e pela crença coletiva em sua existência, que é o princípio desses efeitos. Não se pode tocá-la com as mãos ou tratá-la da maneira que um agente da tradição marxista faria, dizendo: "O Estado faz isso", "O Estado faz aquilo". Poderia citar quilômetros de textos nos quais a palavra "Estado" aparece como sujeito das ações. Trata-se de uma ficção perigosa que nos impede de pensar o Estado. Portanto, como advertência, eu diria: cuidado, todas as frases que têm o Estado como sujeito são frases teológicas, o que não significa que sejam falsas, pois o Estado é uma entidade teológica, ou seja, uma entidade que existe devido à crença.
Adaptado de: BOURDIEU, Pierre. Sobre el Estado. Cursos en el Collège de France (1989-1992). Barcelona: Anagrama, 2014, pp. 15-16.
Com base na leitura do trecho, analise as afirmativas a seguir e assinale a (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O autor descreve o Estado como uma realidade fictícia, sustentada por ideias preconcebidas e construídas socialmente, cuja existência é validada coletivamente pela crença das pessoas.
( ) O autor afirma que a materialidade do Estado decorre de suas ações concretas como sujeito histórico, capaz de alterar dinâmicas sociais.
( ) O autor considera que as manifestações do Estado não têm fundamento sólido, sendo ele uma ficção e vez de uma realidade.
Assinale a afirmativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
I. O Estado moderno se caracteriza pela centralização do poder, garantindo a soberania sobre um território unificado e a autoridade de um governo centralizado.
II. Com o desenvolvimento do Estado moderno, surgem estruturas burocráticas e impessoais que buscam assegurar eficiência na administração pública e racionalidade nas decisões governamentais.
III. O Estado moderno descentraliza o poder para manter a organização política em pequenas regiões autônomas, seguindo o modelo do sistema feudal.
IV. O fortalecimento do Estado moderno foi acompanhado pela diminuição da influência da Igreja sobre a política e pela centralização do poder nas mãos de autoridades civis.
V. O Estado moderno, ao se constituir, assume como função garantir o bem-estar social da população, oferecendo serviços básicos, como saúde, educação e segurança.
Está correto o que se afirma apenas em
[...]um conjunto de processos, instituições e práticas, através das quais os cidadãos e os diferentes grupos sociais – locais, nacionais e internacionais – articulam seus interesses e posições, formando um complexo sistema de elaboração de políticas e de tomada de decisões mais vasto que a arena estatal.
Disponível em:<https://biblat.unam.mx/hevila/CENAInternacional/2005/vol7/no2/6.pdf Acesso em: 5 de out. 2024.
As ideias apresentadas no texto se referem ao conceito de
Leia o texto a seguir:
O Estado [...] é o instrumento que permite à classe dominante exercer sua dominação violenta sobre as classes dominadas. Para que haja o aparecimento do Estado, é necessário, pois, que exista antes divisão da sociedade em classe socais antagônicas, ligadas entre si por relação de exploração. [...]. A que necessidade responderia desde então a existência de um Estado, uma vez que sua essência – a violência – é imanente à divisão da sociedade, [...]? Ele não seria senão o inútil órgão de uma função preenchida antes e alhures.
CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado. Porto: Afrontamento, 1979, p. 197.
Acerca da abordagem apresentada por Pierre Clastres no texto, pode-se concluir que a relação entre poder e Estado deve ser um debate
Os Estados são as instituições de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para os Estados, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade.
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as definições conceituais sintéticas de Estado aos seus respectivos autores.
Coluna 1
1. Émile Durkheim.
2. Karl Marx.
3. Max Weber.
4. Pierre Bourdieu.
Coluna 2
( ) Espaço de relações de força e de sentido, do monopólio da violência simbólica, produtor de princípios de classificação suscetíveis de serem aplicados ao mundo social.
( ) Instituição que pertence à dimensão da superestrutura social, tendo como finalidade primordial a defesa da propriedade privada e a reprodução da dominação de classe social.
( ) Comunidade humana que reivindica o monopólio legítimo do uso da violência física dentro de determinado território.
( ) Conjunto de corpos sociais que têm por qualidade falar e agir em nome da sociedade, órgão de reflexão e justiça que organiza a vida moral de um país.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A mobilização social é uma estratégia que visa promover a participação ativa dos cidadãos na vida política e social do país. Qual das seguintes opções descreve corretamente essa característica da mobilização social?