Questões de Concurso Sobre sociologia

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Q4127083 Sociologia
A cidadania é um conceito que possui diversos significados, em geral, relacionados com a participação sujeito – cidadão dentro da sociedade e a relação com seus direitos e deveres. Assinale a alternativa que melhor expressa a ideia de cidadania:
Alternativas
Q4127079 Sociologia

‘A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo do seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social.


Dallari, direitos humanos e cidadania. SP:Moderna, 1998.p.14



De que maneira uma pessoa pode ser impedido no seu direito à cidadania política? 

Alternativas
Q4111791 Sociologia
O multiculturalismo é um termo que abrange tanto os estudos como as políticas públicas que propõem entender as sociedades humanas como sendo compostas por uma variedade de culturas. Sendo assim, o mais importante do termo é valorizar essa diversidade. Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO é uma característica do multiculturalismo.
Alternativas
Q4102276 Sociologia
O 20 de novembro e o negro no Brasil de hoje

De todos os africanos transportados para as Américas através do tráfico atlântico entre os séculos XVI e XIX, cerca de 40% deles tiveram o Brasil como país de destinação. De acordo com os resultados do último censo populacional realizado pelo IBGE em 2010, a população negra, isto é, preta e parda, constitui hoje cerca de 51% da população total, ou seja, 100 milhões de brasileiros e brasileiras em termos absolutos. O que faz do Brasil o maior país da população negra das Américas, e mesmo em relação à África dita Negra, o Brasil só perde da Nigéria, que é o país mais populoso da África Subsaariana.

Mas qual é o lugar que essa população negra ocupa no Brasil de hoje depois de 130 anos da abolição da escravatura? Responderia que este lugar entrou no processo afirmativo de sua construção somente a partir dos últimos vinte anos no máximo. Se depois da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, o Brasil oficial tivesse desde já iniciado o processo de inclusão dos ex-escravizados africanos e seus descendentes no mundo livre e no mercado de trabalho capitalista nascente, a situação do negro no Brasil de 2018 seria certamente diferente em termos de inclusão social. Nada foi feito, pois o negro liberto foi abandonado à sua própria sorte e as desigualdades herdadas da escravidão se aprofundaram diante de um racismo sui generis encoberto pela ideologia de democracia racial. Trata-se de um quadro de desigualdades raciais acumuladas nos últimos mais de trezentos anos que nenhuma política seria capaz de aniquilar em apenas duas ou três décadas de experiência de políticas afirmativas. Por isso, a invisibilidade do negro, ou melhor, sua sub-representação em diversos setores da vida nacional que exigem comando e responsabilidade vinculados a uma formação superior, ou universitária e técnica, de boa qualidade é ainda patente. 

Era preciso começar a partir de algum momento, em vez de ficar eternamente preso ao mito de democracia racial que congelou a mobilidade social do negro nesses 130 anos da abolição. O início é como todos os inícios, geralmente lento, pois encontra em seu caminho hesitações, resistências e inércia das ideologias anteriores. Mas, de qualquer modo, se começou sem recuo, como se pode perceber hoje em algumas áreas como a Educação. As universidades que adotaram políticas de cotas para ingresso de negros e indígenas tiveram nos últimos dez anos um número de alunos negros e indígenas proporcionalmente superior ao de todos os negros que ingressaram em suas escolas durante quase um século da criação da universidade brasileira. Dizer que essas políticas são paliativas, como ouvi tantas vezes, não condiz com o progresso de inclusão observável e inegável. Certo, concordamos todos que é preciso melhorar o nível da escola pública, realidade à qual ninguém se contrapõe, apesar da consciência de que a escola pública não melhorará amanhã diante dos lobbys dos donos das escolas privadas e da falta da mobilização da sociedade civil brasileira em todas as suas classes sociais para mudá-la. A data de 13 de maio é sem dúvida uma data histórica importante, pois milhares de pessoas morreram para conseguir essa abolição jurídica, que não se concretizou em abolição material, o que faz dela uma data ambígua. Na versão oficial da abolição, coloca-se o acento sobre o abolicionismo, mas se apaga ao mesmo tempo a memória do que veio antes e depois. Nesse sentido, a abolição está inscrita, mas esvaziada de sentido. A Lei Áurea de 13 de maio de 1888 é apresentada como grandeza da nação, mas a realidade social dos negros depois desta lei fica desconhecida. Visto deste ponto de vista, o discurso abolicionista tem um conteúdo paternalista. A questão do negro tal como colocada hoje se apoia sobre uma constatação: o tráfico e a escravidão ocupam uma posição marginal na história nacional. No entanto, a história e a cultura dos escravizados são constitutivas da história coletiva como o são o tráfico e a escravidão. Ora, a história nacional não integra ou pouco integra os relatos de sofrimento, da resistência, do silêncio e participação.

A abolição da escravatura é apresentada como um evento do qual a República pode legitimamente se orgulhar. Mas a celebração da data até hoje tenta fazer esquecer a longa história do tráfico e da escravidão para insistir apenas sobre a ação de certos abolicionistas e marginalizar as resistências dos escravizados. A mim me parece que a celebração acompanha-se de uma oposição sempre atualizada de duas memórias: memória da escravidão negativamente associada aos escravistas e a memória da abolição positivamente associada à nação brasileira. No entanto, as duas memórias deveriam dialogar para se projetar no presente e no futuro do negro, ou se constituindo numa única memória partilhada. A proposta de transformar 20 de novembro em data da consciência negra partiu da iniciativa do saudoso poeta Oliveira Silveira, do Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, e virou uma iniciativa do Movimento Negro como um todo a partir do início da década de 70. Através do trabalho das entidades negras, essa proposta ganhou força em todo o País, e gradativamente passou a ser reconhecida pela mídia e pela sociedade em geral. Zumbi dos Palmares foi reconhecido oficialmente, a partir do governo Fernando Henrique Cardoso, como herói negro dos brasileiros. Hoje, o dia 20 de novembro é comemorado universalmente em todo o País, sendo considerado feriado oficial em vários estados e dezenas de municípios. Em vez de comemorar 13 de maio, data em que a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, o Movimento Negro prefere simbolicamente se concentrar na data de 20 de novembro, que tem a ver com a luta para a segunda e verdadeira abolição da escravatura. Por isso, novembro se transformou nacionalmente em mês da Consciência Negra. Ninguém se ilude ao acreditar que todos os problemas da população negra se resolvem em 20 de novembro, mas trata-se de um mês que tem um profundo sentido simbólico e político no processo de sensibilização, politização e conscientização sobre as práticas racistas e as consequentes desigualdades que dificultam a plena inclusão do Segmento Negro na sociedade brasileira.

MUNANGA, Kabengele. Jornal da USP, 14 nov. 2018.


Disponível em: <https://jornal.usp.br/artigos/o-20-denovembro-e-o-negro-no-brasil-de-hoje/>. Acesso em: 20 dez. 2018. 
Observe a seguinte frase: "A mim me parece que a celebração acompanha-se de uma oposição sempre atualizada de duas memórias: memória da escravidão negativamente associada aos escravistas e a memória da abolição positivamente associada à nação brasileira." A respeito desse trecho, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4087932 Sociologia

Ao longo da história, a família vem passando por significativas transformações; são consequências de acontecimentos como a revolução sexual nos anos 60, que desvinculou o sexo de procriação, o advento da pílula anticoncepcional, os movimentos sociais, dentre outras transformações de âmbito socioeconômico. Muitas dessas transformações ficaram atreladas ao processo de globalização da economia capitalista, interferindo na dinâmica e na estrutura familiar, acarretando mudanças em seu padrão de organização. Ainda que a sociedade permaneça de certa forma presa ao modelo tradicional, diversos tipos de famílias surgiram ou se firmaram no contexto destas transformações como as famílias monoparentais. São famílias monoparentais as que se organizam com as seguintes características; analise-as.



I. Mãe sozinha com filho de pai desconhecido.


II. Mãe que conhece bem o pai, mas ele se recusa a reconhecer seu filho.


III. Casal homoafetivo que adota uma criança.


IV. Uma mulher ou um homem que escolhe alguém com quem quer ter um filho.



Está correto o que se afirma apenas em 

Alternativas
Q4086725 Sociologia
Sobre a desigualdade social no Brasil é possível inferir que: 
Alternativas
Q4085957 Sociologia

A urbanização e o crescimento das cidades trouxeram mudanças consideráveis no comportamento feminino. As revistas tipicamente femininas ganharam espaço e intelectuais trocavam farpas sobre as pretensões femininas, vistas como intoleráveis para os homens da época. Assim, uma colaboradora da revista Feminina, em 1920, reivindicava a igualdade de formação para ambos os sexos e pedia atenção das leitoras “vítimas de preconceito”, que viviam fechadas no lar, arrastando uma “existência monótona, insípida, despida de ideais”, monetariamente algemadas aos maridos. Os homens viam como ameaças essas atitudes femininas: conjugaram-se esforços para disciplinar toda e qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como ameaçadora à ordem familiar, tida como o mais importante “suporte do Estado” e única instituição social capaz de represar as intimidadoras vagas da “modernidade”. “Rumo à cozinha! Eis o lema do momento” era a expressão masculina nos anos 1920.


(Freitas Neto, 2011. P. 909, 910. Adaptado.)



Nos dias atuais são comprovadas as inúmeras conquistas da mulher em diversos âmbitos; muitas práticas repressivas ou preconceituosas vão sendo estigmatizadas e consideradas repulsivas. Algumas mudanças saíram apenas das conjecturas e anseios e se tornaram leis. A realidade sobre tal questão especificamente: 

Alternativas
Q4085939 Sociologia
Sobre igualdade de gênero, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-AM Prova: FCM - 2022 - IF-AM - Professor PEBTT - História |
Q4082235 Sociologia
Leia o texto a seguir.

“Segundo o IBGE (Rio de Janeiro, 2012), no último censo especializado realizado no Brasil em 2010 com base nos quesitos “cor ou raça”, existem cerca de novecentas mil pessoas reconhecidas e autodeclaradas indígenas. Nesse conjunto populacional, teríamos nada mais nada menos que 274 línguas diferentes, distribuídas entre trezentas e cinco etnias, espalhadas pelo território nacional (...). Muitos desses povos tradicionais engrossam hoje em dia o chamado processo de “retomada”. Em linhas gerais, consiste o movimento na reivindicação, reafirmação e retorno dos indígenas às suas terras de origem, mesmo que isso signifique se colocar na contramão da linha de avanço da fronteira do progresso e da técnica dominante”.
(NOVAES, Tulio Chaves. Belo Monte: protótipo de um extermínio étnico anunciado. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida, cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p.199).


Sobre os processos de retomada apontados pelo autor, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-AM Prova: FCM - 2022 - IF-AM - Professor PEBTT - História |
Q4082224 Sociologia
Leia os textos a seguir.

Texto I
“Este é um livro sobre o Brasil, sobre um Brasil (...), mas, de um modo muito especial, é um livro sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Pois com A queda do céu mudam-se o nível e os termos do diálogo pobre, esporádico e fortemente desigual entre os povos indígenas e a maioria não indígena de nosso país”.
(VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O recado da mata. In: ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.12).

Texto II
“Foi Omama que criou a terra e a floresta, o vento que agita suas folhas e os rios cuja água bebemos. Foi ele que nos deu a vida e nos fez muitos (...). Teria sido possível rejuvenescer continuamente e não morrer nunca. Era o que Omama desejava. No entanto, Yoasi, aproveitando-se da ausência do irmão, tratou de colocar na rede da mulher de Omama a casca de uma árvore de madeira fibrosa e mole, a que chamamos kotopori usihi (...). Imediatamente, os espíritos tucano começaram a entoar seus pungentes lamentos de luto. Omama ouvi-os e ficou furioso com o irmão. Mas era tarde demais, o mal estava feito. Yoasi tinha nos ensinado a morrer para sempre”.
(ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. pp.81-83).



Com base nas discussões do campo da historiografia indígena, é correto afirmar que os excertos evocam a
Alternativas
Q4082203 Sociologia
"Invadir terreiros de umbanda e candomblé, que, além de locais sagrados de culto, são também guardiães da memória de povos arrancados da África e escravizados no Brasil; desrespeitar a espiritualidade dos povos indígenas, ou tentar impor a eles a visão de que sua religião é falsa; agredir os ciganos devido à sua etnia ou crença, mesmo motivo que os levou ao quase extermínio na Europa, durante a Segunda Guerra Mundial [...]" (JÚNIOR, 2013).
O excerto apresentado faz referência à chamada:
Alternativas
Q4082201 Sociologia
 À medida que o estudante conhece o conjunto de aspectos estruturantes das tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, bem como as distintas manifestações religiosas em sua dimensão estética, ética e mítico-simbólica, terá as condições e os referenciais para compreender e problematizar:
Alternativas
Q4082198 Sociologia
Relacione a coluna 1 com a coluna 2:
Coluna 1 (1)Cultura e tradição religiosa. (2)Cultura e tradição a-religiosa.
Coluna 2 (__)Ceticismo. (__)Esotéricos. (__)Sincréticos. (__)Ateísmo.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Provas: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Administração | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Eletromecânica | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Engenheria de Alimentos | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Enfermagem | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Ciência da Computação | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Comunicação | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Desenho Técnico | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Educação Física | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Engenharia Civil | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Engenharia de Minas | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Engenharia Elétrica | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Engenharia Mecânica | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Libras | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Engenharia Sanitária e Ambiental | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Língua Estrangeira Moderna - Espanhol | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Língua Estrangeira Moderna - Inglês | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Língua Portuguesa | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Petróleo e Gás Natural | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Matemática | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Química | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Radiologia | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Turismo | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Zootecnia | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Filosofia | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Física | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Arquitetura e Urbanismo - | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Geologia | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - História | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Artes | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Atendimento Educacional Especializado | FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Biologia |
Q4081204 Sociologia
De acordo com Henriques e Cavalleiro (2005), “Na última década, o debate sobre a dinâmica das relações raciais na sociedade brasileira e as ações afirmativas têm ampliado o seu espaço na esfera pública. O momento atual mostra-se promissor para redimensionar as ações voltadas à superação das desigualdades entre negros e brancos e potencializar um comprometimento manifesto do Estado brasileiro, que é signatário, desde 1968, de vários tratados e convenções internacionais que objetivam a eliminação da discriminação racial.”

(HENRIQUES, Ricardo; CAVALLEIRO, Eliane. Educação e políticas públicas afirmativas: elementos da agenda do Ministério da Educação. In: SANTOS, Sales Augusto dos (Org.). Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO, 2005, p. 209-224).

A partir do cenário exposto no texto é correto afirmar, EXCETO que
Alternativas
Q4079975 Sociologia

Julgue as frases abaixo:



I. A tradição marxista entende que o estudo da História serve como instrumento para combater às injustiças sociais.


II. A pesquisa em fontes históricas é intuitivo, ou seja, não é necessário utilizar qualquer método de análise.


III. Carlo Ginzburg, que estudou e adotou o paradigma indiciário, é conhecido como um dos mais renomados historiadores do século XX.



Está (ão) CORRETA (S) a(s) seguinte (s) proposição (ões).

Alternativas
Q4074071 Sociologia

É necessário considerar que:


“Parte importante da crítica feminista foi elaborada como reação ao apagamento das relações de poder na esfera doméstica, mas também à valorização abstrata dos laços familiares em detrimento dos direitos individuais e da igualdade de gênero. E por considerar o enorme impacto das relações familiares na socialização dos indivíduos, no horizonte de suas expectativas, assim como para sua integridade e dignidade, que o feminismo expôs as hierarquias e as formas de violência que podem, tanto quanto o afeto, ser definidoras das relações nas esferas doméstica e familiar. [...] Além disso, constata-se que o foco na domesticidade não corresponde à valorização da mulher em outras esferas da vida. Pelo contrário, o trabalho não remunerado realizado pelas mulheres no ambiente doméstico orienta – ou limita – suas possibilidades de exercício do trabalho remunerado e de usufruto do tempo livre.” 


(BIROLI, Flavia; MIGUEL, Luis Felipe. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 34-35). 



Acompanhando o argumento dos autores e tomando por base o tema conflito e mudança social, pode-se asseverar que o campo de estudos sobre feminismo e de gênero: 

Alternativas
Q4074070 Sociologia
“A prática política, solidificada na experiência cotidiana das pessoas através das manifestações culturais, encontraria nestas um poderoso fator de apoio. As concepções políticas são enraizadas culturalmente. Desde que o ambiente cultural corresponda aos interesses politicamente dominantes, as concepções políticas também serão as das classes dominantes. Fazendo da sua cultura a cultura de toda sociedade, as classes dominantes apresentam seus interesses particulares como sendo os únicos objetivos dotados de sentido para toda sociedade.” 
(MAAR, Wolfgang Leo. O que é política? São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 85.) 

Tomando como base o tema cultura e sociedade, nessa passagem transcrita do livro O que é política?, de Wolfgang Leo Maar, o autor quer demonstrar que: 
Alternativas
Q4074069 Sociologia
Num ensaio intitulado “Cultura popular e autoritarismo”, Marilena Chauí tece a seguinte observação: 
“O que é a sociedade brasileira enquanto sociedade autoritária? É uma sociedade que conheceu a cidadania através de uma figura inédita: o senhor-cidadão, e que conserva a cidadania como privilégio de classe, fazendo-a ser uma concessão regulada e periódica da classe dominante às demais classes sociais [...]. É uma sociedade na qual as leis sempre foram para preservar os privilégios [...]. No caso das camadas populares, os direitos são sempre apresentados como concessão ou outorga feitas pelo Estado, dependendo da vontade pessoal ou do arbítrio do governante [...]. Como consequência, temos uma sociedade na qual as leis sempre foram consideradas inúteis, inócuas e feitas para serem violadas”
(CHAUÍ, Marilena. Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. São Paulo: Perseu Abramo, 2014, p. 237-238).

Considerando os aspectos elencados por Chauí e o tema cultura, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4074067 Sociologia

Considere a excerto a seguir:


“Vale ressaltar que a maioria das crianças negras, nas escolas de primeiro grau, são vistas como indisciplinadas, dispersivas, desajustadas ou pouco inteligentes. De um modo geral, são remetidas aos postos de saúde mental para que psiquiatras e psicólogos as submetam a testes e tratamento que as tornem ajustadas. Se refletirmos um mínimo sobre essa questão, não teremos dificuldades em perceber o que o sistema de ensino destila em termos de racismo: livros didáticos, atitudes dos professores em sala de aula e nos momentos de recreação, apontam para um processo de lavagem cerebral de tal ordem que, a criança que continua seus estudos e que por acaso chega ao terceiro grau, já não mais se reconhece como negra. E são exatamente essas exceções que, devidamente cooptadas, acabam por afirmar a inexistência do racismo e de suas práticas. Quando se dá o caso oposto, isto é, de não aceitação da cooptação e de denúncia do processo de superexploração a que o negro é submetido, surge imediatamente a acusação de racismo às avessas.” 


(GONZALEZ, Lélia. Primavera para rosas negras. Salvador: Diáspora Africana, 2018, p. 70).



Com base na descrição da antropóloga Lélia Gonzalez e a partir do tema estratificação social, podemos concluir que: 

Alternativas
Q4074066 Sociologia
Considerando a sociologia de Émile Durkheim, identifique entre as alternativas abaixo aquela que se aproxima da descrição do “fato social”, conceito elaborado pelo sociólogo. 
Alternativas
Respostas
3481: D
3482: D
3483: B
3484: B
3485: C
3486: D
3487: A
3488: C
3489: C
3490: C
3491: C
3492: E
3493: C
3494: E
3495: A
3496: C
3497: E
3498: D
3499: B
3500: D