Questões de Concurso Comentadas sobre sociologia
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NOGUEIRA, M. A. O capital cultural e a produção das desigualdades escolares contemporâneas. Cadernos de pesquisa (Fundação Carlos Chagas. On-line), v. 51, p. 1-13, 2021 (adaptado).
Um professor de Sociologia do Ensino Médio tem como objetivo conduzir, a partir das informações do texto acima, uma atividade de pesquisa que leve seus alunos a refletirem sobre o conceito de capital cultural e os determinantes da evasão escolar e do ingresso na universidade.
Nessa situação, o objetivo do docente será alcançado se, na atividade desenvolvida, os estudantes fizerem o levantamento
Nessa situação, qual dos trechos enviados pelo professor de Literatura poderia ser usado pela docente de Sociologia na segunda aula, para exemplificar o conceito abordado?
SEGATA, J. A pandemia e o digital. Revista Todavia, v. 7, n. 1, p. 8, dez. 2020. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).
No ensino de Sociologia no Ensino Médio, seria adequado um docente partir da reflexão apresentada pelo texto para explicar que
Nessa situação, a partir da aula conduzida pela professora, é esperado que os estudantes compreendam que
MONTERO, P. Secularização e espaço público: a reinvenção do pluralismo religioso no Brasil. Revista Etnográfica, v. 13, n. 1, p. 7-16, 2009 (adaptado).
Um professor de Sociologia de uma turma da 2ª série do Ensino Médio está planejando aulas sobre cultura e diversidade cultural a partir do tema da religião. Seu objetivo é abordar a participação das religiões na esfera pública. Esse assunto é sociologicamente importante porque permite indicar que as religiões não se restringem à intimidade das pessoas, uma vez que estão cada vez mais participando de decisões públicas. O professor não pretende promover um debate moral em sala, discutindo se a presença pública das religiões está certa ou errada; sua intenção é promover a construção ativa do conhecimento sobre o tema pelos estudantes.
Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma estratégia de ensino que o docente poderia adotar, na sequência do seu planejamento, para alcançar seus objetivos.
TEXTO 1
Era uma forma de rejeitar o meu próprio corpo. Essa questão do branqueamento bateu muito forte em mim e eu sei que bate muito forte em muitos negros também. Há também o problema de que na escola a gente aprende aquelas baboseiras sobre os índios e os negros; na própria universidade, o problema do negro não é tratado nos seus devidos termos.
GONZALEZ, L. Entrevista. O Pasquim, São Paulo, n. 871, p. 8-10, 1986 (adaptado).
TEXTO 2
Uma afirmação exemplar emitida pela ideologia racial brasileira: a assunção de que as pessoas de origem índia ou africana preferem ser rotuladas de brancas e a simultânea presunção de que a benevolência da estrutura social em lhes concedendo o privilégio do status de “branco” constitui prova da ausência de preconceito ou discriminação racial!
NASCIMENTO, A. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva SA, 1978. p. 76 (adaptado).
Depreende-se dos trechos escolhidos pelos docentes que as causas da perpetuação da ideologia do branqueamento no Brasil incluem
É importante destacar que não se trata de mudar um foco etnocêntrico marcadamente de raiz europeia por um africano, mas de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que proporciona diariamente, também as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e europeia. É preciso ter clareza que o Art. 26A acrescido à Lei 9.394/1996 provoca bem mais do que inclusão de novos conteúdos, exige que se repensem relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas, procedimentos de ensino, condições oferecidas para aprendizagem, objetivos tácitos e explícitos da educação oferecida pelas escolas.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2004. p. 17 (adaptado).
Com base no exposto, assinale a opção que melhor representa a aplicação da Lei n. 10.639/2003 no contexto do ensino de Sociologia no Ensino Médio no Brasil, de acordo com a problematização feita no trecho das Diretrizes.
ATLAS DA VIOLÊNCIA 2023. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública; Rio de Janeiro: IPEA, 2023. Sumário executivo, p. 6. Disponível em: https://apidspace.universilab.com.br/server/api/core/bitstreams/. Acesso em: 22 abr. 2024 (adaptado).
Seria adequado um docente de Sociologia do Ensino Médio utilizar, em suas aulas, a pesquisa descrita no texto para ressaltar que os dados da violência no Brasil são
MELLO, A. G. de; AYDOS, V.; SCHUCH, P. Aleijar as antropologias a partir das mediações da deficiência. Horizontes Antropológicos, v. 28, n. 64, p. 16, set. 2022. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index. php/horizontesantropologicos/issue/view/4537/1259. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).
Com o objetivo de promover a inclusão de pessoas com deficiência, um docente de Sociologia no Ensino Médio pode usar as informações do texto apresentado para elaborar estratégias educacionais que identifiquem a
CAPRA, F. O Ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Editora Cultrix, 1987 (adaptado).
Conforme as ideias de Capra apresentadas no fragmento de texto acima, a reflexão sobre os valores morais na contemporaneidade implica a
CARNEIRO, S. Dispositivo da racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar editora, 2023 (adaptado).
Considerando-se que essa passagem apresenta uma reflexão sobre os mecanismos pelos quais o epistemicídio se reproduz, é correto afirmar que a exclusão racial apresentada no texto se rearticula por meio da
A violência de gênero é um dos fatores relacionados à persistente desigualdade de gênero nos cursos e departamentos de Filosofia do país. Em seu compromisso de lutar contra o preconceito acadêmico, a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas apresenta à comunidade filosófica brasileira este protocolo de enfrentamento da violência de gênero. Violência de gênero designa uma ou várias condutas que incorrem em injustiça no tratamento de pessoas em função do gênero. Esta injustiça não se define apenas no âmbito do direito positivo em vigor no país, mas também na dimensão moral e afetiva das relações profissionais dentro das instituições, entre agentes adultos e responsáveis. Trata-se, no ambiente acadêmico, de práticas de vilipêndio intelectual, desrespeito profissional, deslegitimação de discurso, agressão psicológica e de cunho sexual, motivadas por discriminação de gênero.
Protocolo de enfrentamento da violência de gênero. Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, 2003.
Nessa situação, a partir da leitura do texto, espera-se que os estudantes compreendam como
O estudo da microfísica do poder supõe que o poder nela exercido não seja concebido como uma propriedade, mas como uma estratégia, que seus efeitos de dominação não sejam atribuídos a uma “apropriação”, mas a disposições, a manobras, a táticas, a técnicas, a funcionamentos, que se desvende uma rede de relações sempre tensas, sempre em atividade, em vez de um privilégio que se pudesse deter.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.
A partir das concepções abordadas no texto, assinale a opção que indica o objetivo da aula e a abordagem adequada para alcançá-lo.
ZORZETTO, R. Manipulação de dados — fraude em estudo sobre vacina reabre discussão acerca das práticas de pesquisa. Revista Pesquisa FAPESP, edição 181, p. 57-59, 2011 (adaptado).
Com relação à situação apresentada no texto e os impactos da ciência e da tecnologia em questões sociais, assinale a opção correta.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Qual das alternativas preenche CORRETAMENTE a lacuna?
Os movimentos sociais em São Paulo têm trabalhado há décadas para promover formas coletivas de produção de moradias, focando as pessoas e a natureza, e contestando formas especulativas de desenvolvimento urbano que priorizam a geração de lucro em detrimento do direito à moradia. Recentemente, esses movimentos se envolveram com iniciativas de descarbonização como um aspecto estratégico de seu trabalho mais amplo sobre justiça social e direitos à moradia, promovendo a moradia liderada pela comunidade como uma oportunidade de enfrentar os duplos desafios da desigualdade e das mudanças climáticas. Nesse contexto, a moradia liderada pela comunidade está se tornando estratégica com esforços mais amplos para proteger os “bens comuns” e renaturalizar a cidade.
(FREDIANI, A. A.; COCIÑA, C. Movimentos sociais estão promovendo o direito à moradia com baixo carbono. Cidade sustentável. Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2024.)
Sobre os movimentos sociais urbanos, considere as afirmativas a seguir.
I. A diminuição da especulação imobiliária no espaço urbano provocou mudanças nos movimentos sociais, que passaram a dedicar-se ao combate das mudanças climáticas.
II. Para o sociólogo Alain Touraine, um movimento social caracteriza-se por mobilizar um grupo em uma luta contra um adversário e pelo controle da mudança social.
III. A descarbonização é considerada uma estratégia importante dentro do trabalho mais amplo de justiça social e direitos à moradia dos movimentos sociais em São Paulo.
IV. Movimentos sociais como os de moradia e os voltados para o controle da emissão de carbono são exemplos de luta organizada por cidadania e pela proteção dos “bens comuns” na cidade.
Assinale a alternativa correta.