Questões de Concurso Sobre sociologia
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Leia o texto a seguir.
[…] envolve todas as formas de construção social, cultural e linguística implicadas com os processos que diferenciam mulheres e homens. Esse conceito tem o objetivo de distinguir as diferenças sociais e culturais do homem e da mulher, de modo a enfatizar as suas características.
Disponível em:
<https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/1083/pdf>.
Acesso em: 12 set. 2022.
O texto trata do conceito de
Veja a imagem a seguir.

Disponível em: <https://veja.abril.com.br/wpcontent/uploads/2021/04/FOTO-HISTORICA-CAPA-LIVRO-TORTOARADO.jpg.jpg?quality=70&strip=info&resize=850,567>. Acesso em: 7 set. 22.
Na imagem, vê-se a capa colorida do premiado livro de Itamar Vieira Junior, Torto Arado (2018), ao lado da também icônica e premiada foto preto-e-branco original do italiano Giovanni Marrozzini (2010), que serviu como inspiração para a capa do livro do autor brasileiro. A partir dessas informações, a imagem do livro de Vieira Júnior representa
Leia a tirinha a seguir.

Disponível em: <http://www.blogdealtaneira.com.br/2018/07/meritocracia-e-igualdadede-condicoes-e.html>. Acesso em: 27 ago. 2022.
Na tirinha apresentada, o cartunista usa da ironia para
(Disponível em: www.vidasnegras.nacoesunidas.org.)
Sobre o racismo no Brasil, assinale a afirmativa INCORRETA.
A urbanização e o crescimento das cidades trouxeram mudanças consideráveis no comportamento feminino. As revistas tipicamente femininas ganharam espaço e intelectuais trocavam farpas sobre as pretensões femininas, vistas como intoleráveis para os homens da época. Assim, uma colaboradora da revista Feminina, em 1920, reivindicava a igualdade de formação para ambos os sexos e pedia atenção das leitoras “vítimas de preconceito”, que viviam fechadas no lar, arrastando uma “existência monótona, insípida, despida de ideais”, monetariamente algemadas aos maridos. Os homens viam como ameaças essas atitudes femininas: conjugaram-se esforços para disciplinar toda e qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como ameaçadora à ordem familiar, tida como o mais importante “suporte do Estado” e única instituição social capaz de represar as intimidadoras vagas da “modernidade”. “Rumo à cozinha! Eis o lema do momento” era a expressão masculina nos anos 1920.
(Freitas Neto, 2011. P. 909, 910. Adaptado.)
Nos dias atuais são comprovadas as inúmeras conquistas da mulher em diversos âmbitos; muitas práticas repressivas ou preconceituosas vão sendo estigmatizadas e consideradas repulsivas. Algumas mudanças saíram apenas das conjecturas e anseios e se tornaram leis. A realidade sobre tal questão especificamente:
Tais movimentos incidem na geração de políticas
O excerto apresentado faz referência à chamada:
Coluna 1 (1)Cultura e tradição religiosa. (2)Cultura e tradição a-religiosa.
Coluna 2 (__)Ceticismo. (__)Esotéricos. (__)Sincréticos. (__)Ateísmo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(__)A Cultura de Paz pressupõe uma cultura na qual não existam mais quaisquer conflitos.
(__)Mesmo com a legislação sobre o tema já positivada, os Direitos Humanos devem se pautar na ideia de esperança considerando que ainda a Lei não é cumprida como deveria.
(__)A Cultura de Paz é um conjunto de atitudes, comportamentos e valores pautados no respeito à vida, no fim da violência e na promoção da educação, da cooperação e do diálogo.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
I - O aumento do acesso ao ensino superior verificado nos últimos anos contribuiu para a superação dos padrões tradicionais que antes concentravam mulheres brancas e negras e homens negros em carreiras de menor prestígio.
II - A predominância de mulheres nas Instituições de Ensino Superior (IES) pode ser verificada nos cursos inscritos em todas as áreas do conhecimento.
III - A participação de estudantes pretos/as e pardos/ as no ensino superior é inferior em áreas do conhecimento tradicionalmente associadas aos homens, se comparada às carreiras tidas socialmente como femininas.
IV - Apesar de as mulheres terem maior acesso ao ensino superior, a tendência de crescimento da matrícula no ensino superior público é mais favorável aos homens.
Está correto apenas o que se afirma em
(HENRIQUES, Ricardo; CAVALLEIRO, Eliane. Educação e políticas públicas afirmativas: elementos da agenda do Ministério da Educação. In: SANTOS, Sales Augusto dos (Org.). Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO, 2005, p. 209-224).
A partir do cenário exposto no texto é correto afirmar, EXCETO que
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/bullying.htm
Além da explicação dada no trecho anterior, a alternativa a seguir que justifica a afirmação de que há uma intensificação do bullying na escola é:
É necessário considerar que:
“Parte importante da crítica feminista foi elaborada como reação ao apagamento das relações de poder na esfera doméstica, mas também à valorização abstrata dos laços familiares em detrimento dos direitos individuais e da igualdade de gênero. E por considerar o enorme impacto das relações familiares na socialização dos indivíduos, no horizonte de suas expectativas, assim como para sua integridade e dignidade, que o feminismo expôs as hierarquias e as formas de violência que podem, tanto quanto o afeto, ser definidoras das relações nas esferas doméstica e familiar. [...] Além disso, constata-se que o foco na domesticidade não corresponde à valorização da mulher em outras esferas da vida. Pelo contrário, o trabalho não remunerado realizado pelas mulheres no ambiente doméstico orienta – ou limita – suas possibilidades de exercício do trabalho remunerado e de usufruto do tempo livre.”
(BIROLI, Flavia; MIGUEL, Luis Felipe. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 34-35).
Acompanhando o argumento dos autores e tomando por base o tema conflito e mudança social, pode-se asseverar que o campo de estudos sobre feminismo e de gênero:
(MAAR, Wolfgang Leo. O que é política? São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 85.)
Tomando como base o tema cultura e sociedade, nessa passagem transcrita do livro O que é política?, de Wolfgang Leo Maar, o autor quer demonstrar que:
“O que é a sociedade brasileira enquanto sociedade autoritária? É uma sociedade que conheceu a cidadania através de uma figura inédita: o senhor-cidadão, e que conserva a cidadania como privilégio de classe, fazendo-a ser uma concessão regulada e periódica da classe dominante às demais classes sociais [...]. É uma sociedade na qual as leis sempre foram para preservar os privilégios [...]. No caso das camadas populares, os direitos são sempre apresentados como concessão ou outorga feitas pelo Estado, dependendo da vontade pessoal ou do arbítrio do governante [...]. Como consequência, temos uma sociedade na qual as leis sempre foram consideradas inúteis, inócuas e feitas para serem violadas”
(CHAUÍ, Marilena. Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. São Paulo: Perseu Abramo, 2014, p. 237-238).
Considerando os aspectos elencados por Chauí e o tema cultura, pode-se afirmar que:
“Aprender a pensar sociologicamente é uma atividade que se distingue por sua relação com o chamado ‘senso comum’. Talvez mais ainda que em outras áreas de estudo, a relação com o senso comum é, na sociologia, conformada por questões importantes para sua permanência e sua prática. As ciências físicas e biológicas não se preocupam aparentemente em enunciar sua relação com o senso comum. A maioria das ciências se estabelece definindo-se em termos de fronteiras que as separam de outras disciplinas, e não se supõe partilhando terreno suficiente para se preocupar com as fronteiras ou pontes com esse conhecimento rico, ainda que desordenado e não sistemático, em geral desarticulado, inefável, que chamamos de senso comum.”
(BAUMAN, Zygmunt; MAY, Tim. Aprendendo a pensar com sociologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010, p. 17-18).
Sobre o tema do senso comum na Sociologia, pode-se dizer que:
Considere a excerto a seguir:
“Vale ressaltar que a maioria das crianças negras, nas escolas de primeiro grau, são vistas como indisciplinadas, dispersivas, desajustadas ou pouco inteligentes. De um modo geral, são remetidas aos postos de saúde mental para que psiquiatras e psicólogos as submetam a testes e tratamento que as tornem ajustadas. Se refletirmos um mínimo sobre essa questão, não teremos dificuldades em perceber o que o sistema de ensino destila em termos de racismo: livros didáticos, atitudes dos professores em sala de aula e nos momentos de recreação, apontam para um processo de lavagem cerebral de tal ordem que, a criança que continua seus estudos e que por acaso chega ao terceiro grau, já não mais se reconhece como negra. E são exatamente essas exceções que, devidamente cooptadas, acabam por afirmar a inexistência do racismo e de suas práticas. Quando se dá o caso oposto, isto é, de não aceitação da cooptação e de denúncia do processo de superexploração a que o negro é submetido, surge imediatamente a acusação de racismo às avessas.”
(GONZALEZ, Lélia. Primavera para rosas negras. Salvador: Diáspora Africana, 2018, p. 70).
Com base na descrição da antropóloga Lélia Gonzalez e a partir do tema estratificação social, podemos concluir que: