Questões de Concurso Sobre sociologia
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Entrando na terra tão sonhada, esses assentados buscam recuperar outros valores. Por exemplo, o universo simbólico-cultural, as lembranças e a dignidade que perderam, morando em periferias de cidades, em condições precárias. Recuperar o sentido da vida é fundamental e faz parte do projeto desses trabalhadores, como expressa Franco Garcia e Thomaz Jr: “o movimento camponês precisa ser entendido como algo muito além da luta pela defesa desesperada de um pedaço de chão, com um documento cartorial”.
SILVA, Maria Aparecida Daniel da. Assentamento e sustentabilidade. Sociedade e Cultura, Goiânia, v. 4, n. 1, jan./jul. 2001, p. 87.
Ao tratar do caso de Poções de Rialma, o texto destaca que um elemento fundamental para o movimento em questão se vincula
Entrando na terra tão sonhada, esses assentados buscam recuperar outros valores. Por exemplo, o universo simbólico-cultural, as lembranças e a dignidade que perderam, morando em periferias de cidades, em condições precárias. Recuperar o sentido da vida é fundamental e faz parte do projeto desses trabalhadores, como expressa Franco Garcia e Thomaz Jr: “o movimento camponês precisa ser entendido como algo muito além da luta pela defesa desesperada de um pedaço de chão, com um documento cartorial”.
SILVA, Maria Aparecida Daniel da. Assentamento e sustentabilidade. Sociedade e Cultura, Goiânia, v. 4, n. 1, jan./jul. 2001, p. 87.
Ao tratar do caso de Poções de Rialma, o texto destaca que um elemento fundamental para o movimento em questão se vincula
Disponível em: <https://veja.abril.com.br/wpcontent/uploads/2021/04/FOTO-HISTORICA-CAPA-LIVRO-TORTOARADO.jpg.jpg?quality=70&strip=info&resize=850,567>. Acesso em: 7 set. 22.
Na imagem, vê-se a capa colorida do premiado livro de Itamar Vieira Junior, Torto Arado (2018), ao lado da também icônica e premiada foto preto-e-branco original do italiano Giovanni Marrozzini (2010), que serviu como inspiração para a capa do livro do autor brasileiro. A partir dessas informações, a imagem do livro de Vieira Júnior representa
Disponível em: . Acesso em: <http://www.blogdealtaneira.com.br/2018/07/meritocracia-e-igualdadede-condicoes-e.html>. Acesso em: 27 ago. 2022.
Na tirinha apresentada, o cartunista usa da ironia para
Aliás, foi como consequência de assassinato realizado por oficial de polícia contra George Floyd, um homem negro desarmado, rendido e imobilizado, que o movimento Black Lives Matter ganhou maior notoriedade no mundo.
(Fonte: https://www.flickr.com/photos/gotovan/49958642882. Acesso em: 26/02/2022).
Não é possível asseverar se o debate teórico acerca do racismo precede as manifestações de rua, ou vice-versa. O que se pode notar, todavia, é que acadêmicos e manifestantes se encontram cada vez mais munidos de ferramentas conceituais. O racismo estrutural, por exemplo, é noção que ajuda a compreender que o fenômeno do racismo não é apenas manifestação individual, mas o modus operandi do modelo de organização econômico-social vigente.
Para Almeida (2019), são considerados o cerne da manifestação estrutural do racismo:
Acerca de algumas noções indispensáveis para se compreender o racismo, considere as afirmações abaixo:
I – Discriminação racial é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados.
II – Racismo se manifesta apenas por meio de práticas espontâneas que culminam em vantagens e privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.
III – Preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a um determinado grupo racializado, e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias.
Com base nos itens acima, a alternativa que reúne apenas afirmações CORRETAS é:
“A noção de capital cultural impôs-se, primeiramente, como uma hipótese indispensável para dar conta da desigualdade de desempenho escolar de crianças provenientes das diferentes classes sociais, relacionando o “sucesso escolar”, ou seja, os benefícios específicos que as crianças das diferentes classes e frações de classe podem obter no mercado escolar, à distribuição do capital cultural entre as classes e frações de classe. Este ponto de partida implica em uma ruptura com os pressupostos inerentes, tanto à visão comum que considera o sucesso ou fracasso escolar como efeito das “aptidões” naturais, quanto às teorias do “capital humano”. (NOGUEIRA, M. A.; CATANI, A. M., (Org.). Pierre Bourdieu: escritos de educação. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 71).
Sobre os três estados do capital cultural definidos por Bourdieu, assinale a alternativa correta:
Sobre as ideologias da mestiçagem presentes na história brasileira, analise as afirmativas a seguir:
I – A partir do final do século XIX, a sociedade brasileira foi influenciada pelo racismo científico, amplamente difundido. Sob sua influência afirmava-se que as diferenças biológicas explicariam a superioridade de determinadas populações em detrimento de outras. Nesse contexto, os negros e mestiços são apontados como física e mentalmente inferiores aos europeus, além de mais propensos ao crime.
II – O Brasil, assim como outros países, adotou uma política de segregação institucional após a abolição, impondo leis distintas para brancos e negros, como fica evidenciado na Primeira Constituição Republicana promulgada em 1891. Nesse contexto, adotou-se um sistema de classificação racial segundo a ancestralidade do indivíduo. Nele seriam consideradas brancas as pessoassem ascendência africana em determinado número de graus.
III – As teorias poligenistas da humanidade afirmavam ser maléfico o cruzamento inter-racial, que levaria a perda do caráter superior existente na raça branca. Entretanto, como o processo de miscigenação já estava avançado no Brasil no fim do século XIX, adota-se como política a atribuição de um sentido positivo para a miscigenação, partindo-se da ideia de que, quanto mais miscigenada, mais branca a sociedade brasileira se tornaria.
IV – Após a abolição, projetou-se no Brasil uma falsa imagem de democracia racial, sendo um dos recursos utilizados para tanto a reconstrução da história pregressa de forma positiva, omitindo a violência e o arbítrio da história brasileira e divulgando uma imagem de senhores de escravos severos e paternais, assim como de escravos submissos e gentis.
V – A entrada de imigrantes europeus no Brasil no final do século XIX foi incentivada enquanto política nacional de modo muito enfático, claramente aludindo à intenção de branqueamento da população brasileira, o que por sua vez constituiria uma miscigenação positiva.
São ideologias de mestiçagem presentes na história brasileira:
O procurador de Justiça do Ministério Público do Pará (MPPA) destilou ódio em um discurso para alunos de uma faculdade particular de Direito em Belém. ‘Problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar, até hoje’, disse, para justificar o holocausto negro que aconteceu no Brasil durante mais de 300 anos .
Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2020. (Adaptado)
A afirmação do procurador reproduz estereótipos construídos historicamente acerca das populações indígenas no Brasil, associados a uma narrativa
Por classe, entendo um fenômeno histórico, que unifica uma série de acontecimentos díspares e aparentemente desconectados, tanto da matéria-prima da experiência como na consciência. Ressalto que é um fenômeno histórico que traz consigo a noção de relação histórica. Como qualquer outra relação, é algo fluido que escapa à análise ao tentarmos imobilizá-la num dado momento e dissecar sua estrutura.
THOMPSON, Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. Parte I – A árvore da liberdade. 3v. Coleção Oficinas da História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. (Adaptado)
De acordo com o texto, a categoria teórico-metodológica classe social é definida, principalmente, por
Na beira do rio
Eu vi uma mulher e uma criança na beira do rio A criança brincava, enquanto a mãe lavava a roupa Mas chegaram alguns homens com roupas diferentes Diferentes daquelas que a mulher lavava E com algo diferente daquilo que a criança brincava Cercaram o rio e ele encheu E hoje a mulher não pode mais lavar a roupa ali A criança não pode mais brincar na beira do rio Pois o rio não é mais deles
Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2020.
A poesia indica uma das origens dos problemas ambientais vivenciados na atualidade. Frente a tais problemas, organizam-se movimentos sociais identitários na luta e defesa de interesses comuns de grupos populacionais. A organização social e de luta constituída para defender esse segmento da população expresso na poesia refere-se ao
Observe o gráfico a seguir.

Comparando os gráficos, conclui-se que os dados sobre a população carcerária no Brasil indicam o seguinte problema:
Observe a figura a seguir.

Os dados apresentados na figura fazem referência
Um passo além
Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero, aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.
Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.
O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo.
“Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.
Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.
O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.
Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.
Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta.
“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”
“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”
ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publi cidade, n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)
Observe o gráfico a seguir.

Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/grafico/2017/01/18/Qual-operfil-da-popula%C3%A7%C3%A3o-carcer%C3%A1ria-brasileira>. Acesso
em: 23 mar. 2022.
Comparando os gráficos, conclui-se que os dados sobre a população carcerária no Brasil indicam o seguinte problema:
Observe a figura a seguir.

Os dados apresentados na figura fazem referência
Observe a imagem a seguir.

D’AGOSTINHO, Toni. Disponível em: <https://www.acaricatura.com.br/copiapublicacoes-2?lightbox=dataItem-k8j8u0a9>. Acesso em: 22 mar. 2022.
A crítica ao trabalho por aplicativos se refere