Questões de Concurso
Sobre o nascimento da sociologia em sociologia
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(__)Métodos qualitativos são úteis para investigar contextos em que não há hipóteses consolidadas, permitindo a exploração de fenômenos ainda pouco compreendidos.
(__)A principal vantagem dos métodos qualitativos está na capacidade de produzir dados mais confiáveis.
(__)A entrevista em profundidade e a observação participante são técnicas comumente utilizadas na pesquisa qualitativa.
(__)O uso de métodos qualitativos dispensa a preocupação com a postura do pesquisador no campo, já que os dados são gravados.
(__)Os instrumentos qualitativos são apropriados para compreender significados, interpretações e práticas situadas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Em Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira defendem que, para Max Weber: “Enquanto a ciência é um produto da reflexão do cientista, a política o é do homem de vontade e de ação, ou do membro de uma classe que compartilha com outras ideologias e interesses. Segundo Weber, ‘a ciência é hoje uma vocação organizada em disciplinas especiais a serviço do autoesclarecimento e conhecimento de fatos interrelacionados’. Ela não dá resposta à pergunta: a qual dos deuses devemos servir? Essa é uma questão que tem a ver com a ética” (2017. Adaptado).
Segundo as autoras ressaltam no excerto, para Max Weber, a ciência deve
Na obra Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira esclarecem: “As formulações teóricas de Karl Marx acerca da vida social, especialmente a análise que faz da sociedade capitalista e de sua superação, provocaram desde o princípio tamanho impacto nos meios intelectuais que, para alguns, grande parte da sociologia ocidental tem sido uma tentativa incessante de corroborar ou de negar as questões por ele levantadas. Mas a relevância prática de sua obra não foi menor, servindo de inspiração àqueles envolvidos diretamente com a ação política, enquanto herdeiro do ideário iluminista” (2017. Adaptado).
Segundo as autoras, como herdeiro do iluminismo, Karl Marx considerava que
Na obra Um toque de clássicos: Marx, Durkhein e Weber, Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira indicam que: “Augusto Comte (1798–1857) foi quem cunhou o termo Sociologia, que logo veio a se generalizar, contribuindo para que alguns o percebessem como o fundador da própria ciência. Ele foi o grande divulgador do método positivo de conhecimento das sociedades, sintetizado num objetivo: “ciência, daí previdência, previdência, daí ação” (2017. Adaptado).
Ressaltam as autoras que o objetivo geral do método comteano era
Segundo Schmied-Kowarzik, a concepção marxiana da realidade social e histórica se fundamenta na
No excerto, Bernard Lahire define o conhecimento mediato como a
De acordo com José Murilo de Carvalho, a inflexão positivista comteana influenciou o
Segundo Bauman, a ênfase excessiva em métodos e formalismos na sociologia resulta
De acordo com Bernard Lahire, a Sociologia frequentemente precisa justificar seus procedimentos porque
Segundo Bernard Lahire, o conhecimento produzido pela Sociologia busca
(Bernard Lahire. Adaptado)
Para Bernard Lahire, a existência de distintas correntes teóricas nas ciências sociais indica
Depois de propor tal caracterização geral, Bauman (2015) acrescenta que é
Uma das primeiras qualidades que o “olhar sociológico” supõe é uma capacidade de descrição e de narração daquilo que é possível observar diretamente (paisagens, lugares, ambientações, objetos, personagens, maneiras de falar ou de fazer), quando estamos armados de nossos sentidos e de nossas categorias de percepção do mundo social. A descrição e a narração de cenas observadas são, portanto, a ocasião de aprender a nomear as coisas, a discriminar as situações, a designar gestos, mímicas ou atitudes. É também a ocasião de mostrar que os comportamentos individuais não se compreendem de maneira isolada, mas sempre “em relação a”, “em reação frente a”, “em interação com”, outros elementos do contexto (outros indivíduos, objetos, palavras ou gestos).
(Lahire, 2014. Adaptado)
Segundo Bernard Lahire, o “olhar sociológico” permite ao professor/pesquisador descrever adequadamente a realidade observada a partir de sua
Para que e para quem serve a Sociologia? A Sociologia deve necessariamente “servir” a algo ou a alguém? E se ela tiver utilidade, qualquer que seja ela, qual deve ser sua natureza: (i) política (formar o pesquisador-expert, pesquisador conselheiro do príncipe, pesquisador dando armas de lutas aos dominados de toda natureza); (ii) terapêutica (analisar como diminuir os sofrimentos individuais pela compreensão do mundo social e de seus determinismos); (iii) cognitivo-científica (produzir o conhecimento mais verdadeiro possível)? Eis uma série de questões que giram em torno da utilidade e da inutilidade efetivas ou desejadas da Sociologia, com as quais os pesquisadores são sempre e inevitavelmente confrontados.
(Lahire, 2014. Adaptado)
As questões levantadas pelo autor
Bernard Lahire, em seu texto “Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?”, apresenta uma passagem da obra The theory of the leisure class, de Thorstein Veblen, para discutir a natureza da Sociologia: “A curiosidade sem outra preocupação além do conhecimento, sem outra disciplina que aquelas que se impõem a ela mesma [...], essa curiosidade consagrada a ela mesma oferece uma garantia sobre o despotismo do dinheiro, uma probabilidade de progresso e de crítica”.
No texto, o entendimento de Lahire acerca da Sociologia sustenta uma crítica à abordagem sociológica que se dedica exclusivamente à
No texto “Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?”, Bernard Lahire destaca a necessidade histórica do ensino das Ciências Sociais: “Os estados, em toda parte do mundo, sublinham a necessidade de formar para a cidadania, e visam geralmente responder a essa exigência pelo ensino moral ou da educação cívica. Ora, as ciências do mundo social poderiam e até mesmo deveriam estar no centro dessa formação”.
Segundo Lahire, o ensino defendido por ele tem sua relevância para formar
Zygmunt Bauman, na introdução de seu livro Para que serve a Sociologia?, dialoga com o conceito de imaginação sociológica de C. Wright Mills, ao afirmar que “a imaginação sociológica transforma o pessoal em político. [...] É tarefa da imaginação sociológica [...] ajudar as pessoas a ‘compreender o significado de sua época em relação a suas próprias vidas’”.
Segundo Bauman, a Sociologia mostra sua relevância no contexto da transformação social ao
Como aponta Octavio Ianni no excerto, os principais desafios que o Brasil enfrentava no final do século XIX eram
No excerto, Schmied-Kowarzik argumenta que a frase extraída da Sexta Tese se refere ao ser humano enquanto
De acordo com Bernard Lahire, uma das principais contribuições das Ciências Sociais é