Questões de Concurso
Sobre o nascimento da sociologia em sociologia
Foram encontradas 772 questões
Na obra de Max Weber, encontramos vários exemplos da aplicação dos “tipos ideias”, uma delas é a tipologia da dominação. Sobre os três tipos duros de dominação em Weber é possível afirmar que:
"Não há relações de poder sem a constituição correlata de um campo de saber, nem há saber que não suponha e constitua, ao mesmo tempo, relações de poder... Portanto, essas relações de "poder-saber" não devem ser analisadas a partir de um sujeito de conhecimento, que seria livre ou não em relação ao sistema de poder; ao contrário, é preciso considerar que o sujeito que conhece, os objetos a conhecer e as modalidades de conhecimento são, de fato, efeitos dessas implicações fundamentais do poder-saber e de suas transformações históricas. “Michel Foucault. Sendo assim é correto afirmar que, assinale a alternativa correta:
Assim, foi da “decomposição da escola hegeliana” que “brotou outra corrente, a única que tem dado verdadeiros frutos, e esta corrente está associada primordialmente ao nome de Marx”, diz Engels. Era uma corrente que não punha Hegel de lado, mas “se agarrava a seu lado revolucionário, o método dialético”. Em Hegel, a dialética não passa do auto movimento do conceito, e esta era a inversão à qual era necessário eliminar. Portanto, para Marx era necessário, assinale a alternativa correta:
O texto a seguir serve de referência para responder à questão 32.
O prestigio da palavra escrita, da frase lapidar, do pensamento inflexível, o horror ao vago, ao hesitante, ao fluido, que obrigam à colaboração, ao esforço e, por conseguinte, a certa dependência e mesmo abdicação da personalidade, têm determinado assiduamente nossa formação espiritual. Tudo quanto dispense qualquer trabalho menta l aturado e fatigante, as ideias claras, lúcidas, definitivas, que favorecem uma espécie de atonia da inteligência, parecem-nos constituir a verdadeira essência da sabedoria |
(FONTE: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.158.)
No fragmento de texto, Sergio Buarque de Holanda descreve a imagem do bacharel, um “tipo social” que
O texto a seguir serve de referência para responder às questões 29 e 30.
Olha o gato! Pesquisa diz que 13% dos brasileiros usa conexão do vizinho Na última terça-feira (15), o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação divulgou uma informação no mínimo curiosa: 13% dos participantes da pesquisa TIC Domicílios 2014, realizada entre outubro de 2014 e março de 2015, revelaram que utilizam a casa do vizinho como ponto de acesso à internet. Para chegar a esse resultado, foram ouvidos moradores de 19 mil domicílios em mais de 350 munícipios de todo o país. Isso ajudou, por exemplo, a perceber que a prática é mais comum na região Nordeste, onde 22% dos entrevistados afirmaram que recorrem à conexão alheia para acessar a internet. Em contrapartida, tal prática é menor no Centro-Oeste, onde apenas 10% das pessoas confirmaram tal ação. |
Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/internet/86485-olha-gato-pesquisa-diz-13-brasileiros-usa-conexaovizinho.htm. Acesso em: 10 jun. 2018.
Ainda de acordo com Damatta, o “jeitinho brasileiro” se relaciona com uma configuração cultural da sociedade brasileira onde
O texto a seguir serve de referência para responder às questões 29 e 30.
Olha o gato! Pesquisa diz que 13% dos brasileiros usa conexão do vizinho Na última terça-feira (15), o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação divulgou uma informação no mínimo curiosa: 13% dos participantes da pesquisa TIC Domicílios 2014, realizada entre outubro de 2014 e março de 2015, revelaram que utilizam a casa do vizinho como ponto de acesso à internet. Para chegar a esse resultado, foram ouvidos moradores de 19 mil domicílios em mais de 350 munícipios de todo o país. Isso ajudou, por exemplo, a perceber que a prática é mais comum na região Nordeste, onde 22% dos entrevistados afirmaram que recorrem à conexão alheia para acessar a internet. Em contrapartida, tal prática é menor no Centro-Oeste, onde apenas 10% das pessoas confirmaram tal ação. |
Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/internet/86485-olha-gato-pesquisa-diz-13-brasileiros-usa-conexaovizinho.htm. Acesso em: 10 jun. 2018.
Essa reportagem ilustra um fenômeno social que foi bastante estudado pelo antropólogo brasileiro Roberto Damatta: o “jeitinho brasileiro”. Compreendido por Damatta como um traço constitutivo da identidade cultural brasileira, o jeitinho brasileiro pode ser caracterizado como
Tomado de empréstimo da sociologia política de Max Weber, o termo patrimonialismo recebeu nas ciências sociais brasileiras o status de categoria analítica e foi amplamente utilizado por nomes como Raimundo Faoro e Simon Schwartsman. Com esse conceito, Faoro, por exemplo, procurou explicitar o que acreditava serem algumas características institucionais singulares do Estado brasileiro, entre as quais pode-se destacar:
Casa Grande & Senzala (1933) é um clássico do pensamento social brasileiro e marcou época na interpretação da formação societal nacional como o produto do encontro e intercâmbio cultural e etnorracial entre os povos brancos, negros e indígenas. Seu autor, Gilberto Freyre, ganhou projeção nacional ao defender que
Florestan Fernandes é conhecido como um dos nomes mais destacados da sociologia brasileira e desenvolveu estudos originais sobre as condições institucionais de integração do negro na sociedade brasileira. Profundamente ainda influente nos dias de hoje, na obra A integração do negro na sociedade de classes, o principal argumento de Fernandes para explicar a desigualdade racial foi a
O excerto a seguir servirá de base para responder à questão 19.
“O problema é que, no Brasil, o Estado nunca conseguiu ter completamente o monopólio do uso legítimo da violência, nem foi capaz de oferecer igualmente a todos os cidadãos acesso judicial à resolução de conflitos. O que significa que o Estado brasileiro não deteve, em nenhum momento completamente, a capacidade de ter o monopólio do uso da força em todo território, nem o de ser capaz de transferir para si a administração plena da Justiça. Ao dizer isso, eu estou afirmando que sempre restaram espaços e, portanto, sempre restou uma incompletude no processo de modernização do país, que atingiu tanto o Estado quanto a sociedade, e que é, em parte, responsável pelos efeitos de violência que nós est amos assistindo hoje. Pois não é possível, não é imaginável que um país que tenha a capacidade de processar razoavelmente os conflitos e os crimes no âmbito da Justiça , assista à demanda, cada vez maior, hoje presente tanto na mídia quanto em expressivos s egmentos da população, para soluções de força privadas ou para soluções de força ilegais (justiçamentos, tortura, fazer a justiça com as próprias mãos).” |
(FONTE: MISSE, Michel. “Sobre a acumulação social da violência no Rio de Janeiro”. Porto Alegre: Civitas, 2008. p. 374).
Na abordagem da problemática da violência criminal acima exposta, temos um resgate por parte do autor de um dos tópicos centrais de análise da vida social moderna feita por um dos autores considerados clássicos na teoria sociológica: o monopólio do Estado da violência legítima. A abordagem do tópico analítico tratado no excerto foi embasada no autor clássico
Dentre os autores considerados clássicos da sociologia, Georg Simmel foi aquele que mais se destacou na apreensão das consequências psicológicas e sociais da urbanização. A “intelectualização” da vida, com o predomínio do racional sobre o emotivo, e um certo “embotamento” intencional dos sentidos diante da multiplicidade de eventos e informações foram elementos da vida urbana moderna por ele destacados. Essa nova forma de atuar e perceber o mundo foi condensada pelo autor em um conceito que ele denominou de atitude