Questões de Concurso
Sobre mundo do trabalho em sociologia
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( ) A automação dos processos produtivos, apesar de seus inegáveis ganhos de eficácia e eficiência, provocou o desemprego, o subemprego e a precarização do trabalho. ( ) O processo de globalização da produção deslocou postos de trabalho de países desenvolvidos para outros que pudessem disponibilizar mão de obra de baixo custo. ( ) Países desenvolvidos procuraram manter em seus territórios, por questões de segurança e poder, postos de trabalho ligados a áreas de tecnologia e finanças. ( ) Apesar do deslocamento dos centros produtivos terem ocorrido no sentido dos países mais ricos para os mais pobres, os centros de decisões estratégicas e financeiras permaneceram nos países ricos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Observe a imagem a seguir.

Na imagem, a crítica ao trabalho por aplicativos se refere
Observe a imagem a seguir.

D’AGOSTINHO, Toni. Disponível em: <https://www.acaricatura.com.br/copiapublicacoes-2?lightbox=dataItem-k8j8u0a9>. Acesso em: 22 mar. 2022.
A crítica ao trabalho por aplicativos se refere
Informe (V) para verdadeiro e (F) para falso considerando-se os aspectos mais visíveis desse fenômeno.
( ) Notáveis avanços tecnológicos na microeletrônica, na informática, nas telecomunicações, na automação industrial entre outros setores.
( ) Globalização da sociedade, internacionalização do capital e dos mercados, reestruturação do sistema de produção e do desenvolvimento econômico.
( ) Difusão maciça da informação, produção de novas tecnologias da comunicação e da informação, afetando a produção, circulação e consumo da cultura.
( ) Permanência nos processos de produção, sem alteração na organização do trabalho, dos trabalhadores e nas qualificações profissionais.
( ) Alterações nas concepções de Estado e das suas funções, prevalecendo o modelo neoliberal de diminuição do papel do Estado e fortalecimento das leis do mercado.
A sequência correta é
A urbanização e o crescimento das cidades trouxeram mudanças consideráveis no comportamento feminino. As revistas tipicamente femininas ganharam espaço e intelectuais trocavam farpas sobre as pretensões femininas, vistas como intoleráveis para os homens da época. Assim, uma colaboradora da revista Feminina, em 1920, reivindicava a igualdade de formação para ambos os sexos e pedia atenção das leitoras “vítimas de preconceito”, que viviam fechadas no lar, arrastando uma “existência monótona, insípida, despida de ideais”, monetariamente algemadas aos maridos. Os homens viam como ameaças essas atitudes femininas: conjugaram-se esforços para disciplinar toda e qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como ameaçadora à ordem familiar, tida como o mais importante “suporte do Estado” e única instituição social capaz de represar as intimidadoras vagas da “modernidade”. “Rumo à cozinha! Eis o lema do momento” era a expressão masculina nos anos 1920.
(Freitas Neto, 2011. P. 909, 910. Adaptado.)
Nos dias atuais são comprovadas as inúmeras conquistas da mulher em diversos âmbitos; muitas práticas repressivas ou preconceituosas vão sendo estigmatizadas e consideradas repulsivas. Algumas mudanças saíram apenas das conjecturas e anseios e se tornaram leis. A realidade sobre tal questão especificamente:
Considere o seguinte texto:
“Sabemos que Marx (muitas vezes com a colaboração de Engels) utilizou como sinônimos a noção de proletariado, classe trabalhadora e assalariados, como se pode notar, por exemplo, no Manifesto Comunista (1848). Mas também enfatizou muitas vezes especialmente em O Capital (1867) que o proletariado era essencialmente constituído pelos produtores de mais-valia, que vivenciaram as condições dadas pela subsunção real do trabalho ao capital. Nesse nosso desenho analítico, procuramos manter essa ‘distinção’, ainda que de modo não rígido: usaremos proletariado industrial para indicar aqueles que criaram diretamente mais-valia e participam diretamente do processo de valorização do capital, e utilizaremos a noção de classe trabalhadora ou classe-que-vive-do-trabalho para englobar tanto o proletariado industrial, como o conjunto dos assalariados que vendem sua força de trabalho.”
(ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaios sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2007, p. 103.)
De acordo com a passagem e os conhecimentos sobre o tema trabalho e produção social, é correto afirmar que:
Assinale a alternativa que apresenta as principais razões desse processo:
I. São processos produtivos adequados a formas autogestionárias de organização do trabalho (e que superam a desigualdade de gênero e racial);
II. Projeção das tecnologias com incorporação de conhecimentos tradicionais e científicos, com aproveitamento, quando necessário, da tecnologia convencional;
III. Apropriação das tecnologias pelos setores mais vulneráveis da classe trabalhadora de forma a estimular um processo de desenvolvimento com desconcentração de renda, fundamental aos países periféricos;
IV. Priorização do valor de uso da mercadoria produzida e da tecnologia que a produz (meio de produção) em detrimento do valor de troca (desmercantilização);
Das afirmativas acima:
Leia a charge a seguir.

Nos modelos de produção implementados a partir da primeira Revolução Industrial, empresários e industriais preocuparam-se em racionalizar a produção, visando tirar melhor proveito do tempo e da função do trabalhador.
Com base na charge e nos modelos de produção industrial, assinale a alternativa correta.
De acordo com Almeida Prado et al. (2020), apesar da promulgação de uma série de ações, projetos e políticas voltadas para as juventudes como sujeitos de direitos, temos inúmeras lacunas existentes na oferta de oportunidades para a maioria das juventudes brasileiras, relacionadas com a educação, a profissionalização, o trabalho, a cultura, entre outras. Assim, faz-se necessário ressaltar que esses setores influenciam diretamente os percursos trilhados, inscrevendo-as em um contínuo de desigualdade e precarização. Nas sociedades atuais, as desigualdades e as precarizações estão relacionadas:
Um experimento denominado FunFit foi desenvolvido com o objetivo de fazer com que os membros de uma comunidade local se tornassem mais ativos fisicamente. Todos os participantes do estudo foram vinculados a dois outros membros da comunidade que receberiam pequenos incentivos em dinheiro para serem estimulados a aumentar a sua atividade física, que era medida por acelerômetros nos celulares fornecidos pelo estado. Assim, se a pessoa andasse mais do que o habitual, seus conhecidos receberiam o dinheiro. Os resultados foram assombrosos: o esquema mostrou-se de quatro a oito vezes mais eficaz do que o método de oferecer incentivos individuais.
MOROZOV, E. Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Ubu, 2018 (adaptado).
Contrariando a visão prevalente sobre o impacto tecnológico nas relações humanas, o texto revela que os celulares podem desempenhar uma função
No que se refere aos modos de organização do trabalho, assinale a alternativa correta.
O sistema de produção rígido de tipo fordista expandiu-se nas economias capitalistas centrais, sobretudo no período entre as duas grandes guerras mundiais. [...] As transformações levaram ao surgimento de um novo projeto societário baseado na reestruturação produtiva.
ESTEVES, T. J.; OLIVEIRA, R.R.A. de. O que é fordismo? In: BODART, C. das N. (org.). Conceitos e categorias fundamentais do ensino de Ciência Política. V. 2. Maceió: Editora Café com Sociologia, 2022. p. 49-54.
A respeito das transformações provocadas pelo fordismo, assinale a alternativa correta.
[...] penso também que esta confluência de tempos e de espaços pode ajudar a mostrar as contradições, as tensões e os conflitos que sempre estiveram duma maneira ou de outra e, muitas vezes, de maneira muito distinta da atual, presentes no contato entre os globalizadores e os globalizados. Ao longo de todo este longo período histórico, houve sempre uma grande assimetria de poder. Esta assimetria deu-se no domínio econômico, deu-se no domínio político, deu-se no domínio cultural.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Dilemas do nosso tempo: globalização, multiculturalismo e conhecimento. Educação & Realidade. Porto Alegre, 26 (1), p. 13-32, 2022.
Levando em consideração a análise sociológica e a perspectiva de Boaventura de Sousa Santos quanto ao fenômeno da globalização, assinale a alternativa correta.