Questões de Concurso
Sobre mudanças na indústria: fordismo e taylorismo em sociologia
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Considere a seguinte passagem:
No final do século XIX e início do século XX, inúmeras leis de “proteção” à mulher passaram a proibir o trabalho feminino em
ocupações consideradas mais pesadas ou perigosas, já que isso havia trazido problemas de ordem “moral” resultantes do fato
de as mulheres terem mais mobilidade fora do espaço da casa. Na França, uma lei de 1892 proibia as mulheres de exercer o
trabalho noturno. No Brasil, a mesma proibição foi expressa em um decreto de 1932. Embora muitas dessas leis visassem à
“proteção” das mulheres, exploradas pela indústria – assim como ocorria com as crianças –, acabaram por confiná-las aos
cuidados domésticos e a trabalhos realizados em casa, sub-remunerados. Durante o século XX, as duas guerras mundiais
voltaram a impulsionar a presença das mulheres nas indústrias, pois, nesses momentos, os esforços produtivos eram
necessários. No entanto, com o fim do período de guerras, novamente se reivindicou o retorno das mulheres à casa. O modelo
de família almejado pela sociedade industrial e fordista do pós-guerra centrou-se, então, no “homem provedor e na mulher
cuidadora”.
(SILVA, Afrânio et al. (orgs.). Sociologia em movimento. São Paulo: Moderna, 2016. p. 338.)
Sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho, assinale a alternativa correta.
As mudanças ocorridas no regime de acumulação capitalista a partir da década de 1970 apontam que “Ao invés da ‘rigidez’ da relação salarial fordista, parece instaurar-se uma nova relação salarial do tipo _________, adequada às necessidades do novo regime de acumulação”. (ALVES, G. 1996, p. 12)
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
Os estudos de David Harvey sobre a condição pós-moderna oferecem uma análise do fenômeno da compressão espaço-temporal, ilustrada pelo autor com a imagem a seguir.

A respeito da compressão espaço-temporal, com base na imagem, analise as afirmativas a seguir.
I. Esta compressão é característica do período posterior às crises europeias de 1848 e passou por dois momentos de aceleração: em 1910, com a afirmação do taylorismo e do fordismo, e após a crise de 1973, com a passagem pósmoderna para um sistema de acumulação flexível.
II. A história do capitalismo venceu progressivamente as barreiras espaciais, de modo que o espaço foi reduzido à “aldeia global” das telecomunicações e à “astronave terra”, caracterizadas pela interdependência econômica e ecológica.
III. A relação entre espaço geográfico, tempos econômicos e capital é o objeto da reflexão do autor, para quem a compressão espaço-temporal resulta de fenômenos psicológicos e subjetivos, que determinam a representação pós-moderna do mundo.
Está correto o que se afirma em
A crise experimentada pelo capital, bem como suas respostas, das quais o neoliberalismo e a reestruturação produtiva da era da acumulação flexível são expressão, têm acarretado, entre tantas consequências, profundas mutações no interior do mundo do trabalho.
(ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 17)
Corresponde a uma das inúmeras transformações no mundo do trabalho ocorridas no Brasil e em outros países nas últimas décadas:
Com relação aos processos de trabalho, sociedade e relações sociais, julgue o item a seguir.
Novas condições e relações de trabalho se combinam com as
antigas no padrão fordista-taylorista renovado, como as redes
de produção e distribuição no espaço mundial.
Baseado nos pressupostos teóricos, assinale a opção incorreta.
Segundo a teoria organizacional de Taylor, a administração científica enquadrou a diminuição do tempo de produção dos trabalhadores, considerando sua agilidade.
O taylorismo é uma estratégia patronal de gestão/organização do processo de trabalho e, juntamente com o fordismo, integra a Organização Científica do Trabalho. Conjugado à utilização intensiva da maquinaria, sua ênfase é no controle e na disciplina fabris, com vistas à eliminação da autonomia dos produtores diretos e do tempo ocioso, como forma de se assegurarem aumentos na produtividade do trabalho.
(Cattani, 1997)